QUANDO VOCÊ SE ACEITA, VOCÊ É CAPAZ DE ACEITAR OS OUTROS…

natureza56

NÃO JULGAMENTO

Por:  Osho

Amado Osho,

Eu estou constantemente me criticando e julgando as outras pessoas. Isso me faz sentir-me dividido e tenso, e eu não posso estabelecer um contacto verdadeiro com as pessoas, ou a natureza. Eu quero abrir o meu coração e não sei como fazer isso.

Por favor, Você pode dizer algo sobre isso?

Toda a nossa educação é tão feia, todo o nosso desenvolvimento é tão errado, que ele joga fora toda a possibilidade do seu crescimento interior e lhe dá idéias estúpidas que não têm nenhuma relevância no que tange à sua alegria, à sua compreensão e à sua maturidade.

A toda criança se diz, de mil modos, para criticar a si mesma, assim, isso não é apenas um problema seu. Se diz sempre a ela que ela está errada em tudo. Devagar, devagarinho, ela pega a doença de criticar a si mesma. E uma pessoa que se critica não pode perdoar os outros.

Como você pode perdoar? – pelas mesmas razões, ela critica os outros. Toda a sua vida simplesmente se torna uma condenação – condenar-se, condenar os outros.

Então, o amor se torna impossível, a amizade se torna impossível, e ela simplesmente sofre. E o que ela está criticando é tão absurdo!

Uma criança entrou correndo apressada em casa, foi diretamente para a cozinha e disse para a mãe: “Meu Deus! Deve ser pela graça de Deus que eu estou salva. Um leão estava me seguindo da escola até aqui. Ele está parado lá fora.”

A mãe disse: “Quantos milhões de vezes eu já lhe disse para não exagerar?” – ela está dizendo “Quantos milhões de vezes eu lhe disse para não exagerar?” – “Onde você pode encontrar um leão na cidade?”.

O garoto disse: “Talvez, por medo, parecesse grande. Mas é certamente um cão muito perigoso.”

A mãe disse: “Agora você está voltando ao senso. Se ele fosse perigoso, você não estaria aqui.”

Ele disse: “É verdade. De fato, é um cachorrinho.”

Mas a criança fez o comentário: “Eu estava exagerando, e isso é errado. E você? Você disse: ‘Quantos milhões de vezes você me disse…’.”

Eu estava em Calcutá, na casa de um amigo, de onde eu estava indo para uma conferência. Eu estava sentado com ele em seu carro e nós esperávamos sua esposa. Ele estava tocando a buzina. Ela veio muito brava até a janela e disse: “Já lhe disse mil vezes que estou indo em um minuto!”.

Eu disse ao meu amigo: “Isto é algo… – um milagre! Ela já lhe disse mil vezes que está vindo em um minuto. Na verdade, em um minuto, não se pode dizer isso mil vezes. E ela tornou a desaparecer no banheiro.”

O homem disse: “Você não sabe o quanto ela exagera. E essa doença me pegou também. De vez em quando eu, de repente, vejo que estou exagerando; e é exatamente a minha esposa…”

Os pais vivem fazendo tudo aquilo que eles criticam no filho. E ele fica observando – e a observação dele é muito mais clara. Sua inteligência ainda está aumentado: ele pode ver que a mesma coisa pela qual ele está errado, os pais estão certos. Eles estão vendo televisão até tarde da noite – eles estão certos -, e ele deve ir dormir antes das nove horas. Pouco a pouco ele fica acostumado a essas coisas e começa a sentir: “Eu sou um errado. Tudo que eu faço é errado.”

Certa vez, eu perguntei ao meu pai: “Você me dirá uma vez, algum dia, só uma vez: ‘O que você está fazendo está certo.’? Será que você não pode ver que é impossível se fazer tudo errado durante vinte e quatro horas por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano… tudo errado? Se isso é verdade, eu realmente estou realizando algo miraculoso. Faça uma exceção – só uma vez, diga-me: ‘O que você está fazendo está certo.’”

Ele ficou chocado, porque ele compreendeu o significado do que eu estava dizendo, que é impossível que eu pudesse fazer tudo errado.

Mas os pais gostam da ideia, porque ela é muito preenchedora: é a sede de poder.

Sempre que você diz “Não.” para alguém, sempre que você diz “Você está errado.” para alguém, você se sente poderoso. Alimenta o seu ego e alimenta o ego de todo mundo – dos professores, dos vizinhos. Onde quer que a criança vá, todo mundo usufrui da sede de poder, e a criança é esmagada. E quando tanta gente está dizendo que ela é errada, naturalmente, ela tem de acreditar.

Mas lembrem-se de que, como uma reação, ela começa a julgar os outros. Quando todos a estão julgando, não há nenhuma razão para que ela não julgue os outros. Você a está ensinando a julgar, a julgar a todos – e, tanto quanto possível, a julgar negativamente. Então, ela começa a julgar que os outros estão errados.

E este é o nosso mundo… onde todos estão se julgando errados e julgando aos demais como errados. Como você pode ser amoroso, amigável, confiante? Como você pode abrir o seu coração? Você ficará isolado, ficará completamente fechado, viverá em um mundo que você condena e o mundo o condenará.

Não é esta uma bela situação, mas você tem que compreender; perguntar-me “Como abrir o meu coração?” não é a pergunta verdadeira. A verdadeira pergunta é saber como você conseguiu fechá-lo.

Pare de julgar.

Seja o que for que esteja fazendo, se você gosta do que faz, faça-o. Não existe a questão do julgamento: nenhuma outra pessoa tem o direito de dizer que o que você está fazendo está errado. Se você gosta de fazê-lo, não está ferindo ninguém, não está perturbando ninguém… Mas este é um mundo esquisito…

Desde a minha infância, eu sempre gostei de sentar-me num canto, silenciosamente. Todo mundo que passasse ali, dizia: “O que você está fazendo?”

Eu dizia: “Nada.”

E todo mundo dizia: “Isso não é bom.”

Eu disse: “Isto é estranho: eu não estou fazendo nada, não estou fazendo mal a ninguém – estou sentado neste canto – e você diz ‘Isto não está certo.’. Parece que se tornou um puro hábito seu, condenar, criticar. Mas eu estou desfrutando sentar aqui sem fazer nada, e vou continuar, a despeito do seu julgamento. Não lhe pedi conselho, e dar conselho sem que seja pedido é insensato.”

Pouco a pouco a pessoa tem de se afirmar, deixar claro sua posição.

A menos que eu passe por cima do direito de outra pessoa… – se eu estou fazendo algo de que estou gostando e que não veja ser prejudicial de modo algum, então, eu não permitirei a ninguém julgar-me, porque não se trata apenas da questão deste ato, trata-se de uma questão de toda a minha vida. “Você está me ensinando uma muito sutil doença de julgamento.” E, quando eu condeno a mim mesmo, como posso deixar alguém sem condenação?

Dizem que Mulla Nasruddin chegava em casa e todo dia tinha confusão. Sua esposa suspeitava – e todas as esposas suspeitam… – de que ele estivesse tendo um caso com outra mulher, porque, ao sair de casa, ele parecia tão feliz e saía tão depressa… Ao voltar, ele parecia triste. Certamente, havia algo fora de casa que o atraía. Então, quando ela pendurava seu casaco no cabide, ela olhava no casaco, na camisa, para ver se descobria algum fio de cabelo ou qualquer coisa para provar que ele tinha estado com outra mulher.

Certo dia – durante sete dias ela esteve procurando e não pôde descobrir um único fio -, no sétimo dia, ela desatou a chorar e a berrar: “Isto é demais! Agora você deu para andar com carecas!”

Ora, é muito difícil descobrir uma mulher careca – quase impossível. Eu só vi uma única mulher que era meio careca, não careca. Mas… durante sete dias, nenhum cabelo…!? A conclusão era clara, que ele tinha caído tão baixo que agora estava saindo com carecas. “Não pode encontrar uma mulher com cabelo?”

Se um marido está sentado silenciosamente, então, a esposa fica com raiva. Se ele está lendo os jornais, a esposa fica com raiva – ela toma o jornal e diz: “Eu estou aqui e você está lendo o jornal como se eu não existisse.”

Todo mundo é tão infeliz que quer descobrir alguma razão em algum lugar para explicar a ele mesmo por que ele é infeliz, por que ela é infeliz. E a sociedade lhe deu uma boa estratégia: julgue.

Primeiro, naturalmente, você julga a si mesmo de todo modo. Nenhum homem é perfeito, e nenhum homem jamais pode ser perfeito – a perfeição não existe -, assim, o julgamento é muito fácil. Você é imperfeito, assim, há coisas que mostram sua imperfeição. E, depois, você fica com raiva, com raiva de si mesmo, com raiva do mundo todo: “Por que eu não sou perfeito?”

Depois, você olha apenas com uma só ideia: descobrir imperfeições em todo mundo. E depois, você quer abrir o seu coração… – naturalmente… porque, a menos que você abra o seu coração, não há nenhuma celebração em sua vida; sua vida é quase morta. Mas você não pode fazê-lo diretamente: você terá de destruir toda essa educação, desde suas verdadeiras raízes.

Assim, a primeira coisa é esta: pare de se julgar. Ao invés de julgar, comece a aceitar-se com todas as suas imperfeições, todas as suas debilidades, todos os seus erros, todos os seus fracassos. Não peça a si mesmo para ser perfeito – isso é, simplesmente, pedir pelo impossível e, depois, você se sentirá frustrado. Você é um ser humano, afinal de contas.

Olhe para os animais, para os pássaros; nenhum deles está preocupado, nenhum deles está triste, nenhum deles está frustrado. Você não vê um búfalo dando fricote. Ele está perfeitamente contente, mascando a mesma grama todos os dias. Ele é quase iluminado. Não há nenhuma tensão: há um tremenda harmonia com a natureza, com ele mesmo, com tudo como é. Os búfalos não criam partidos para revolucionar o mundo, para tornar os búfalos em superbúfalos, para tornar os búfalos religiosos, virtuosos. Nenhum animal está interessado nas idéias humanas.

E eles todos devem estar rindo: “O que aconteceu a vocês? Por que você não pode ser apenas você mesmo, como você é? Qual é a necessidade de ser uma outra pessoa?”

Assim, a primeira coisa é uma profunda aceitação de você mesmo.

Eu era constantemente questionado pelos meus professores: “Você nunca sente que você é nocivo?”

Eu dizia: “Eu estou perfeitamente contente. É desse modo que eu sou e eu não quero ser nenhuma outra pessoa.”

Eles diziam: “Isso é esquisito, porque as coisas que você faz deveriam fazê-lo sentir-se culpado.”

Eu perguntava: “Para quê?”

Um dos meus professores estava constantemente falando de intrepidez – que ele era um homem de intrepidez, que ele podia ir na noite escura, dentro da mais densa floresta. Ouvindo-o sempre repetindo isso, eu disse: “Eu desconfio… – porque o senhor está falando muito do seu destemor. E que destemor é esse de ir na noite escura, dentro da mais densa floresta? Isso não é grande bravura. Meu sentimento é que o senhor é um perfeito covarde.”

Ele ficou com muita raiva; ele disse: “Você terá de prová-lo.”

Eu disse: “Provarei. Quando eu digo isso, significa que eu o provarei”. E eu pude ver que ele começou a transpirar imediatamente.

Naquela mesma noite eu tirei a prova. Ele morava numa casinha com telhas de barro – eu sabia onde ele dormia -, assim, eu apenas fui ao telhado da casa, removi uma telha e deixei cair uma falsa cobra amarrada numa corda, devagarinho, até que ela tocasse seu rosto.

Uma ou duas vezes ele empurrou-a para longe, e novamente a cobra tornava a voltar. Então, ele abriu os olhos, meio dormindo no meio da noite… e uma cobra comprida e perto do rosto… e ele gritou. Eu jamais tinha ouvido tal grito! Aquilo era realmente um grito primal. Tive que puxar a minha cobra e sair correndo.

No dia seguinte, ele chegou à classe, mas suas pernas ainda estavam tremendo; o medo da cobra tocando seu rosto… Ele começou a ensinar e eu disse: “Antes, as primeiras coisas.”

Ele perguntou: “Que primeiras coisas?

Eu disse: “Que diz da noite passada? O senhor queria que algo fosse provado.”

Ele disse: “Então, você estava por trás daquilo?”

Eu disse: “Eu não estava por trás daquilo, eu apenas olhava o que a cobra estava fazendo ao senhor.”

Ele disse: “Você estava lá!?”

Eu disse: “Eu sei de toda a história; o senhor não pode escondê-la. Sei até sobre o seu grito que acordou toda a vizinhança; todo mundo sabe.”

“Mas” – ele disse – “você está dizendo isso tão definitivamente – porque eles devem ter ouvido um grito; mas quando eles todos entraram, a cobra tinha sumido. Nós vimos que uma telha tinha sido afastada, assim, a cobra devia ter fugido.”

Eu disse: “O senhor está certo: aquele foi o local por onde ela veio e por onde ela saiu. E, se o senhor realmente quer a prova…” – eu puxei a cobra da minha mala e mostrei a ele que aquela era a cobra. “O senhor é um homem tão destemido… e esta é uma cobra de borracha. E ela apenas tocou o seu rosto – duas, três vezes, não mais – e um tamanho grito veio do senhor. Eu não esperava que isso criasse tanto medo no senhor.”

Ele ficou tão envergonhado que naquele mesmo dia ele se demitiu e saiu da cidade, porque todos estavam perguntando a ele: “O que aconteceu com a cobra? Ela era de verdade? – porque alguém disse que era uma cobra de borracha e que um certo garoto da sua turma aceitou seu desafio.” A cidade inteira estava falando, e ficou tão difícil para ele, que ele foi embora.

Ele me encontrou dez anos mais tarde, numa estação ferroviária. Ele tentou não me reconhecer. Eu disse: “Não tente não me reconhecer, porque eu ainda tenho a cobra na minha mala. Tenho estado a sua cata durante dez anos. Guardei-a comigo. Onde o senhor esteve durante dez anos?”

Ele disse: “Fale baixo. Não fale tão alto, porque neste lugarejo eu tornei-me um professor e eu não quero que a mesma história se espalhe aqui. E por que você veio aqui?”

Eu disse: “Eu não vim aqui, estou apenas passando por aqui de trem, e o trem está esperando que um outro trem passe. Vendo o senhor, eu saí. Mas, e sobre o seu destemor?”

Ele disse: “Eu abandonei aquela idéia. Uma coisa boa que você fez foi me fazer abandonar uma falsa idéia, de que eu sou destemido. Você deixou isso claro para mim, que é o meu medo que eu estou reprimindo com a idéia de destemor. Eu fiquei com raiva de você, mas agora eu me sinto agradecido. Você fez bem.”

Eu disse: “Eu me diverti bastante. Não preciso de nenhuma gratidão, de nenhum agradecimento do senhor.”

Ele também perguntou: “Você não sente às vezes que está fazendo coisas que não são corretas?”

Eu disse: “Eu jamais senti isso. Eu simplesmente faço as coisas que gosto. Nesta vida curta, quem vai se incomodar e perder tempo imaginando se é certo ou não? Eu apenas não faço mal a ninguém. Eu não lhe fiz mal. Aquele grito que saiu de você, foi bom – ele deve ter limpado todo o seu ser. Ele deve ter tirado muita sujeira de dentro de você com ele.”

Eu jamais julguei, assim, eu não sei a experiência exatamente. Quando você diz que você se julga, isso é tomado emprestado. As pessoas julgaram-no, e você deve ter aceito suas idéias sem nenhuma investigação. Você está sofrendo de todas as espécies de julgamento das pessoas, e você está jogando esses julgamentos nas outras pessoas. E todo esse jogo desenvolveu-se além da proporção – a humanidade inteira está sofrendo disso.

Se você quiser livra-se disso, a primeira coisa é esta: não se julgue. Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas faltas. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo: “É assim mesmo que eu sou, cheio de medo. Eu não posso andar na noite escura, não posso ir lá na densa floresta”.

O que há de errado nisso? – é humano.

Uma vez que você se aceite, você será capaz de aceitar os outros, porque você terá um clara visão interior de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação deles, os ajudará a aceitarem-se.

Nós podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez – quanta tranquilidade se sente! – e eles começam a aceitar os outros.

Se a humanidade inteira chegar ao ponto onde todo mundo é aceito como é, quase noventa por cento da infelicidade simplesmente desaparecerá – ela não tem fundamentos – e os seus corações se abrirão por conta própria e o seu amor estará fluindo.

Neste exato momento, como você pode amar? Quando você vê tantos erros, tantas fraquezas… – como você pode amar? Você quer alguém perfeito. Ninguém é perfeito, assim, você tem de aceitar um estado de não-amor, ou aceitar que não importa se alguém não é perfeito. O amor pode ser compartilhado, compartilhado com todas as espécies de pessoas. Não faça exigências.

O julgamento é feio – ele fere as pessoas. Por um lado, você vai machucando, ferindo-as; e por outro lado, você quer o amor delas, seu respeito. Isso é impossível.

Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possa ajudá-las a mudar muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas – porque o amor lhes dará uma nova energia, um novo significado, uma nova força. O amor lhes dará novas raízes para se erguerem contra os ventos fortes, um sol quente, a chuva forte.

Se apenas uma única pessoa o ama, isso o faz tão forte, que você nem pode imaginar. Mas, se ninguém o ama neste vasto mundo, você fica simplesmente isolado; então, você pensa que é livre, mas você está vivendo numa cela isolada em uma cadeia. É que a cela isolada é invisível; você a carrega consigo.

O coração abrirá por si mesmo.

Não se preocupe com o coração.

Faça o trabalho preparatório.

 
______________________________________
OSHO, The Transmission of the Lamp, # 1
FONTE: http://www.oshosukul.com/nao_julgamento.htm


VIDEO: JULGAMENTO…

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Via: ♥ De Coração a Coração ♥: OSHO – NÃO JULGAMENTO

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