COMO A MÚSICA NOS AFETA ATRAVÉS DE NOSSOS CHACRAS…

 

sons e chakras

A Relação do Som Com o Corpo Humano e os Chacras

post-11-22-31 (editado)

Por: Monica Jardin

 

O som é vibração em forma audível. Se o nosso aparelho auditivo tivesse um alcance maior, de modo a captar todas as frequências em cada intensidade sonora, então ouviríamos a música das flores, dos campos, das montanhas e dos vales, o canto do céu e das estrelas, bem como a sinfonia do nosso próprio corpo. As opiniões da ciência moderna confirmam aquilo que os místicos e sábios de todas as culturas reconheceram e empregaram para a harmonização, a cura e a ampliação da consciência do ser humano, a vida inteira da criação.

Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu todo o seu potencial musical. Usando os materiais que tinha a disposição (pedras, ossos, madeiras, o próprio corpo e a voz), ele foi combinando sons e silêncios das mais diversas maneiras, surgindo assim a música.

Em sua origem, ela era usada para venerar a natureza, os deuses e para conectar o ser humano com forças maiores, envolvendo realidade, magia e crenças. Até hoje ela é responsável pela criação dos mais diferentes sentidos e significados. O som é vibração em forma audível.

A ciência confirma que todas as partículas no Universo, bem como todas as formas de radiação, todas as forças da natureza e cada informação, obtém suas características específicas através da sua estrutura musical, através da frequência e do padrão melódico, bem como através dos sons fundamentais com suas vibrações especiais. O som da música pode ser utilizado para nos “religarmos” com as forças da vida que agem no núcleo mais íntimo de todas as coisas, para equilibrar nossas energias e para criar harmonia com a vida no Universo.

Quando ouvimos uma música, suas ondas sonoras (vibrações) alcançam o tímpano do ouvido gerando reações químicas e impulsos nervosos que registram em nossa mente os diferentes tipos de som que estamos ouvindo. Como as raízes dos nervos do ouvido são extensamente distribuídas sendo um dos que mais possui ligações com o cérebro, todas as funções no nosso organismo são influenciadas. Elevando-se através do tálamo (área estacionária que reveza todas as emoções, sensações e sentimentos), a área mestre do cérebro (razão) é automaticamente influenciada.

Estudos têm revelado que o impacto da música no sistema nervoso altera as batidas do coração, a respiração, a pressão sanguínea, a digestão, o balanço hormonal, temperamentos, atitudes, além de liberar adrenalina. As reações podem variar em cada indivíduo e o resultado é sempre único. Van de Wall no seu livro “Music in Hospitals” explica que as vibrações sonoras causam contrações e colocam em movimento braços, mãos, pernas e pés automaticamente. Em testes com determinados pacientes, aconteceram movimentos involuntários, sendo necessária a retenção muscular consciente do paciente.

Somos essencialmente criaturas rítmicas. Tudo, desde o ciclo das ondas do nosso cérebro, às batidas do coração, nosso ciclo digestivo, ciclo do sono. Tudo trabalha com ritmos. Nossa mente trabalha com as mais diversas faixas vibratórias (frequências), até porque nosso corpo foi criado para captar e processar todas essas energias. Assim, aquele que sabe manipular a vibração pode transformar as coisas ao seu redor e CRIAR !

Toda oração é invocação ou chamado. Toda palavra/som, primeiramente influi no corpo de quem emite, e só depois alcança seu objetivo externo. É por isso que tudo que desejamos (e pela palavra cristalizamos) para o próximo, a nós mesmos estamos desejando. De toda palavra inútil teremos que prestar contas. NOSSA PALAVRA È NOSSA LEI.

Os mantras são palavras ou sons especiais que se criam por meio do ritmo e da nota-chave de cada pessoa. O íntimo (Atman), de acordo com nossos pensamentos e aspirações puras, pode nos dar a verdadeira pronúncia das palavras sagradas. O poder magnético da palavra humana é conhecido pelos estudiosos do oculto. E nós temos mecanismos que reagem aos sons, que fazem parte de nosso corpo desde a criação da raça humana.

Esses receptores são os chacras, que só são visíveis por sensitivos (pois ficam no corpo etérico). Eles captam as energias que nos circundam no etérico, astral e mental e, como um transformador, “convertem” para um padrão que o corpo possa assimilar. Informações mais detalhadas podem ser encontradas nos livros de Leadbeater e Blavatsky, então farei um breve e modesto resumo:

Chacra (roda, em sânscrito) é um centro de força, que gira como uma roda, captando e irradiando energia como um vórtice, ou, de forma mais poética, como uma galáxia microscópica. Alguns sons específicos, como as vogais do alfabeto, emitidos pela nossa voz, vibram nestes centros do nosso corpo, emitem uma coloração e causam efeitos bioquímicos em nós mesmos e em quem os ouvir.
São harmonizantes, relaxantes e curativos. Causam efeitos físicos que revitalizam, animam e auxiliam na interiorização. Levam-nos para dentro e para fora, para cima e para baixo. Cada som age especificamente sobre um centro energético, ressoa numa área vibratória específica do corpo. Os centros principais são: o básico (centro vital; Hara), o cardíaco (centro pessoal), e na cabeça (centro impessoal). O som dos tambores, por exemplo, estimulam os chacras básicos e impulsionam à ação. Os sons melodiosos de um instrumento como o violão e o piano, estimulam o centro cardíaco, a afetividade. O centro dos chacras superiores é ativado por sons de pouca modulação, suaves, como da música New Age, que traz paz e equilíbrio interior.

Algumas tradições musicais indianas, e certos instrumentos, como a cítara, ativam os três centros ao mesmo tempo. Isto promove o alinhamento perfeito entre os centros principais e todos os demais chacras. A vibração do centro básico deve se elevar, ao passo que a vibração do centro superior deve descer e se corporificar. E é no coração que acontece esse encontro, que é o centro pessoal do ser, nascido da terra… E descendido do céu.

A seguir uma lista dos sons relacionados aos chacras:

1 – Chacra Básico ou Raiz: O som “U” ativa as forças da iniciativa, vitalidade, segurança, sobrevivência, autoconfiança, estabilidade e força interior.

2 – Chacra Sacro-central ou Sexual: O som “O” desperta os sentimentos de uma forma circular para integrar a energia masculina e feminina do ser.

3 – Chacra do Plexo Solar: O som “Ó” estimula a formação exterior do ser, partindo de uma perfeição interior. Contribui com a manifestação da plenitude e alegria no mundo.

4 – Chacra Cardíaco: O som “A” envolve a aceitação sem preconceitos de todas as manifestações de afeto das quais surge o amor.

5 – Chacra Laríngeo: O som “E” une o coração e a mente canalizando suas forças para a expressão exterior.

6 – Chacra Frontal: O som “I” gera um movimento dirigido para cima que dá a força da inspiração, levando para novas compreensões e percepções.

7 – Chacra Coronário: O som “I” representa a unidade não dividida e a consciência pura e ilimitada. (Estes dois últimos chacras vibram iguais e são os mais espirituais).

Podemos entoar essas sílabas para tratar especificamente a cada dia um chacra diferente, a fim de mantermos todos equilibrados. Nem todas as pessoas são afinadas… E muitos podem achar-se desafinados para tal tarefa, mas isso não é importante para o corpo, pois ele “entende” o que estamos querendo dizer a ele com certeza.

De qualquer forma, podemos cantar e ouvir muita música o dia todo, que, sendo edificante e nos dando prazer, tanto físico como emocional, estaremos trabalhando estas energias sem perceber.

Um simples conselho:
A intenção e a vibração criam as formas. Com a intenção que temos ao emitir um som, produzimos um padrão vibratório. Por isso que às vezes o tom, a maneira como falamos, é mais revelador do que as palavras. Quando a intenção e as palavras entram num acordo, quando criam um acorde, e tocam diferentes notas simultaneamente, temos uma harmonia. A palavra “PER-SONA” tem uma origem que significa “através do qual o som passa”.

As palavras são formas, que podem ser vazias e dependem da intenção e da consciência de quem as pronuncia. A energia segue o pensamento. Por isso que uma oração, uma escritura sagrada, ou um canto religioso, terá o poder que lhe é dado pela intenção e pela consciência daquele que o canta ou recita. O poder é dado pela intenção e pelo sentimento, é atribuído pelo olhar de seu OBSERVADOR.

Os sons podem abrir portais dimensionais. Quando elevamos nossa vibração podemos sentir a presença de seres espirituais de outros planos e nos comunicarmos com eles. Quanto mais alta a frequência alcançada, mais calma se torna a pessoa e mais flui na frequência. Pois ela está em contato com o plano das causas, assim todo o seu estímulo vai ser proativo, ao invés de reativo. Ela tem a chave da criação e pode cantar a harmonia das estrelas. O espírito em harmonia com o OM, o som primordial, que é o próprio canto do Plenum Cósmico ou… Deus.

Relacionado: O Milagre do 528 Hz Solfejo e Números de Fibonacci

Referências Bibliográficas para pesquisa e leitura:

  • Music in Hospitals-Willen Van de Wall-Russel Sage Foundation-1946
  • Os Chacras C.W.Leadbeater
  • A Doutrina Secreta H.P.Blavatsky
  • O Livro completo dos Chacras Ambika Wauters
  • Frequência Vibracional Penney Peirce
  • An Introduction to Yoga Annie Wood Besant
  • A Cura pelo Som Olivea Dewhurst
  • Cura Energética pelo Qigong Bai Yin/Gao Yun
  • CD da cantora clássica indiana Meeta Ravindra “Melodia dos Chacras”
  • Vision; the life and music of Hildegard von Bingen (fantástica obra de uma mulher incrível)

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NOTA a luz é Invencível: Agradecimento a Monica pela contribuição do excelente texto.

Caso tenha interesse pode baixar arquivos de áudio dos solfejos já ajustados em 432 Hz na Biblioteca Virtual da Luz é Invencível.


Via: A Relação do Som Com o Corpo Humano e os Chacras A Luz é Invencível

 

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A ESPIRITUALIDADE REVELADA ATRAVÉS DA ARTE…

Cores buscando o espírito - Claudio Gianfardoni

Obra de autoria de Claudio Gianfardoni

Cores buscando o espírito.

Por: Claudio Gianfardoni

 

Quando criança tive e vivi momentos em que eu percebia que existia uma grandeza no universo muito mais ampla do que a religião onde fui criado me permitia tocar. Aprendi desde cedo a temer a Deus. E como eu temia!

Ao mesmo tempo que minha mente e meu coração eram povoados de temor eu experimentava momentos peculiares onde eu tocava levemente algo inexplicável, fascinante.

Na escola ao invés de prestar atenção à aula eu preenchia páginas e mais páginas com desenhos de “olhos”. A aula terminava e eu dava conta de que eu estivera totalmente absorvido e distante de tudo o que acontecia ao meu redor.

Eu tinha apenas os “olhos” desenhados no caderno me observando, até que lá pelos onze anos de idade mirei meus próprios olhos no espelho muito de perto. Então começou o que eu chamava de “viagem”. Eu ia me distanciando, minha mente se projetando no espaço, viajando num nada, num nada cheio de emoções que eu não sabia traduzir. Isso tornou-se uma brincadeira secreta, só minha, um momento tão emocionante que eu não podia e nem tinha com quem compartilhar. Depois de uns poucos meses minha brincadeira cessou. Não conseguia mais fazer a minha ”viagem”.

O tempo foi passando. Me tornei um adolescente confuso, cheio de perguntas e sem respostas que me dessem paz. Me formei arquiteto e trabalhei cerca de seis anos nessa profissão. Casei. Apoiado pela minha esposa larguei o emprego mesmo sem saber o que faria da minha vida. Trabalhei durante três anos como marceneiro, arte que sem saber eu conhecia por ter, quando muito pequeno, observado meu avô que foi marceneiro.

De repente veio a dor. Minha esposa recebeu um diagnóstico de uma doença que poderia ser fatal. O chão se abriu para mim. Eu poderia perder a pessoa que eu mais amava. Descobri o inferno… ele era aqui… era um estado de espírito onde tudo o que reinava era a dor.

No meio desse redemoinho de sofrimento que parecia não ter fim, os milagres que eu já nem pedia e sim exigia começaram a se manifestar. Descobrimos que o diagnóstico estava errado, mas mesmo assim aquele mal traria sérias consequências.

Uma possibilidade surgiu, um tratamento com um medicamento que eu não teria condições financeira de comprar. Busquei em todos os lados conseguir o medicamento que só existia fora do Brasil. Exausto, numa última tentativa, aconteceu, simplesmente o medicamento veio até nós, de uma forma tanto inesperada quanto iluminada.

Como resultado do tratamento minha esposa se curou e tivemos nosso filho, coisa que a maioria dos médicos que procuramos dizia ser impossível. Mas mesmo assim minha dor permanecia. Fui buscar ajuda pois eu sabia que não tinha condições de receber meu filho que estava para nascer; o que eu queria oferecer era amor. Mas como? Dentro de mim só existia dor. Foi assim que comecei a praticar meditação Tibetana. Um universo, aquele que quando garoto eu havia vislumbrado voltou a se manifestar. Os “olhos”: o ponto, o centro, a mandala perfeita… a viajem.

Voltei a desenhar os olhos e com eles as faces a qual pertenciam. Eu havia aprendido a elevar minha consciência, a transcender a mente humana e tocar minha mente espiritual que é ampla, que percebe e se conecta com outras consciência que vibram em um padrão mais elevado.

Um novo trabalho, uma missão creio. Compartilho agora o resultado desse trabalho pois sei que assim como eu muitos estão através da fé, da sabedoria que o universo repleto de luz se oferece sem restrições, sem discriminação, nos mostrando que somos todos iguais e que diferenças são apenas ilusões.

Para isso pinto essas imagens, mandalas cuja intenção é de que elas sirvam como um instrumeto de inspiração e contato com os planos espiritual, como um instrumento… apenas um instrumento, pois o verdadeiro poder está dentro de nós.


Via: Facebook | Claudio Gianfardoni | Linha do Tempo | Post 1062167373884633