A ESPIRITUALIDADE REVELADA ATRAVÉS DA ARTE…

Cores buscando o espírito - Claudio Gianfardoni

Obra de autoria de Claudio Gianfardoni

Cores buscando o espírito.

Por: Claudio Gianfardoni

 

Quando criança tive e vivi momentos em que eu percebia que existia uma grandeza no universo muito mais ampla do que a religião onde fui criado me permitia tocar. Aprendi desde cedo a temer a Deus. E como eu temia!

Ao mesmo tempo que minha mente e meu coração eram povoados de temor eu experimentava momentos peculiares onde eu tocava levemente algo inexplicável, fascinante.

Na escola ao invés de prestar atenção à aula eu preenchia páginas e mais páginas com desenhos de “olhos”. A aula terminava e eu dava conta de que eu estivera totalmente absorvido e distante de tudo o que acontecia ao meu redor.

Eu tinha apenas os “olhos” desenhados no caderno me observando, até que lá pelos onze anos de idade mirei meus próprios olhos no espelho muito de perto. Então começou o que eu chamava de “viagem”. Eu ia me distanciando, minha mente se projetando no espaço, viajando num nada, num nada cheio de emoções que eu não sabia traduzir. Isso tornou-se uma brincadeira secreta, só minha, um momento tão emocionante que eu não podia e nem tinha com quem compartilhar. Depois de uns poucos meses minha brincadeira cessou. Não conseguia mais fazer a minha ”viagem”.

O tempo foi passando. Me tornei um adolescente confuso, cheio de perguntas e sem respostas que me dessem paz. Me formei arquiteto e trabalhei cerca de seis anos nessa profissão. Casei. Apoiado pela minha esposa larguei o emprego mesmo sem saber o que faria da minha vida. Trabalhei durante três anos como marceneiro, arte que sem saber eu conhecia por ter, quando muito pequeno, observado meu avô que foi marceneiro.

De repente veio a dor. Minha esposa recebeu um diagnóstico de uma doença que poderia ser fatal. O chão se abriu para mim. Eu poderia perder a pessoa que eu mais amava. Descobri o inferno… ele era aqui… era um estado de espírito onde tudo o que reinava era a dor.

No meio desse redemoinho de sofrimento que parecia não ter fim, os milagres que eu já nem pedia e sim exigia começaram a se manifestar. Descobrimos que o diagnóstico estava errado, mas mesmo assim aquele mal traria sérias consequências.

Uma possibilidade surgiu, um tratamento com um medicamento que eu não teria condições financeira de comprar. Busquei em todos os lados conseguir o medicamento que só existia fora do Brasil. Exausto, numa última tentativa, aconteceu, simplesmente o medicamento veio até nós, de uma forma tanto inesperada quanto iluminada.

Como resultado do tratamento minha esposa se curou e tivemos nosso filho, coisa que a maioria dos médicos que procuramos dizia ser impossível. Mas mesmo assim minha dor permanecia. Fui buscar ajuda pois eu sabia que não tinha condições de receber meu filho que estava para nascer; o que eu queria oferecer era amor. Mas como? Dentro de mim só existia dor. Foi assim que comecei a praticar meditação Tibetana. Um universo, aquele que quando garoto eu havia vislumbrado voltou a se manifestar. Os “olhos”: o ponto, o centro, a mandala perfeita… a viajem.

Voltei a desenhar os olhos e com eles as faces a qual pertenciam. Eu havia aprendido a elevar minha consciência, a transcender a mente humana e tocar minha mente espiritual que é ampla, que percebe e se conecta com outras consciência que vibram em um padrão mais elevado.

Um novo trabalho, uma missão creio. Compartilho agora o resultado desse trabalho pois sei que assim como eu muitos estão através da fé, da sabedoria que o universo repleto de luz se oferece sem restrições, sem discriminação, nos mostrando que somos todos iguais e que diferenças são apenas ilusões.

Para isso pinto essas imagens, mandalas cuja intenção é de que elas sirvam como um instrumeto de inspiração e contato com os planos espiritual, como um instrumento… apenas um instrumento, pois o verdadeiro poder está dentro de nós.


Via: Facebook | Claudio Gianfardoni | Linha do Tempo | Post 1062167373884633