SOBRE A ASCENSÃO DE MÃE MARIA…

L'assomption de la vierge - Peter Paul Rubens_1615

Assunção da Virgem. 1616. Por Rubens, atualmente nos Museus Reais de Belas-Artes da Bélgica.

 

Texto compilado por: Cida Pereira

A Assunção da Virgem Maria, foi definida dogmaticamente pelo papa Pio XII em 1 de novembro de 1950 na constituição apostólica Munificentissimus Deus, incluindo no texto a seguitne frase “tendo completado o curso de sua vida terrestre, foi assumida, de corpo e alma, na glória celeste”.

Ainda que as Igrejas Católica e Ortodoxa acreditem na Dormição de Maria, que é o mesmo que a Assunção, a morte de Maria não foi definida dogmaticamente.

Embora a Assunção (em latim: assūmptiō – “elevado”) tenha sido definida em tempos relativamente recentes como um dogma pela Igreja Católica, relatos apócrifos sobre a assunção de Maria ao céu circulam desde pelo menos o século IV. Também muito primitivas são as diferentes traduções das “Narrativas da Dormição dos ‘Seis Livros'”. Apócrifos posteriores que se basearam nestes textos mais antigos incluem o “De Obitu S. Dominae”, o “De Transitu Virginis” e o “Transitus Mariae”.

A Igreja Católica, no entanto, jamais afirmou ou negou que esse dogma tenha se baseado em relatos apócrifos, não fazendo nenhuma menção nos documentos eclesiásticos sobre o assunto.

A doutrina da Assunção de Maria se tornou amplamente conhecida no mundo cristão, tendo sido celebrada já no início do século V e já estava consolidada no oriente na época do imperador bizantino Maurício por volta de 600.

Dessa mesma época, temos documentos da festa da Assunção no dia 15 de agosto, enumerada junto com as festas da Natividade, da Apresentação, da Anunciação e da Purificação de Maria.

Até os dias de hoje, a Assunção é geralmente celebrada em 15 de agosto.

VERSÃO APÓCRIFA

Das várias versões apócrifas sobre a Ascensão de Maria a narração que, segundo alguns, foi erroneamente atribuída a José de Arimatéia é a mais divulgada e conhecida.

Segue aqui um resumo por mim adaptado com os principais trechos dela:

Passagem da bem Aventurada Virgem Maria

Dentre as muitas coisas que a mãe perguntou ao seu filho durante aquele tempo que precedeu a paixão do Senhor, figura a referente à sua passagem, sobre a qual começou a perguntar-lhe nestes termos: “Ó caríssimo filho, rogo à tua Santidade que, quando chegue o momento que minha alma tenha de sair do corpo, me faças saber com três dias de antecedência; e então Tu, querido filho, encarrega-te dela na companhia de teus anjos.”

Ele, de sua parte, acolheu a súplica de sua querida mãe e disse-lhe: “Ó habitação e templo de Deus vivo, ó mãe bendita, ó rainha de todos os santos e bendita entre todas as mulheres, como sabes, antes de me carregares em teu seio guardei-te continuamente e te alimentei com meu manjar angélico. Como irei abandonar-te depois de me haveres gestado e alimentado, depois de me haveres levado na fuga ao Egito e haveres sofrido por mim tantas angústias? Fica sabendo, então, que meus anjos sempre te guardaram e te seguirão guardando até o momento da tua passagem. Mas, quando me vires vir ao teu encontro na companhia dos anjos e dos arcanjos, dos santos, das virgens e de meus discípulos, podes estar certa então de que chegou o momento em que tua alma será separada de teu corpo e transportada por mim ao céu, onde nunca experimentarás a mínima atribulação ou angústia”

Durante o segundo ano a partir da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, Maria costumava entregar-se assídua e constantemente à oração de noite e de dia. Na antevéspera de sua morte recebeu a visita de um anjo do Senhor, o qual entregou-lhe uma palma dizendo-lhe ter sido enviada por Jesus e que em três dia ocorreria a sua Ascensão, ao que ela recebeu com grande alegria e gratidão.

Chamou então José de Arimatéia e os outros discípulos do Senhor. E quando eles estavam reunidos, assim como seus próprios conhecimentos e mais chegados, anunciou a todos a sua iminente passagem. Preparou-se então e ficou esperando a chegada do seu Filho, conforme Ele lhe havia prometido. Tinha ao seu lado três virgens: Séfora, Abigail e Zael. Mas os discípulos de Jesus  estavam já nessa época dispersos, em pregações, pelo mundo inteiro.

Naquele momento (era então a hora terceira), enquanto a rainha Maria estava em seus aposentos, produziram-se grandes trovões, chuvas, relâmpagos, perturbações e terremotos. O apóstolo e evangelista João foi transportado de Efeso; entrou no quarto onde se encontrava a Maria e saudou-a, que levantando-se, deu-lhe um beijo.

E, quando se dispunha a perguntar-lhe de onde vinha e por que razão se havia apresentado em Jerusalém, eis que (de repente) todos os discípulos do Senhor, exceto Tomé, o chamado Dídimo, foram levados numa nuvem até a porta dos aposentos onde estava Maria. Então, pararam e depois entraram e saudaram-na. Ela então levantou-se, solícita e, inclinando-se, foi beijando-os e deu graças a Deus.

Então Maria disse aos seus irmãos: “A que se deve terem todos vindo a Jerusalém?” Pedro respondeu: “Tu nos perguntas, sendo que era a ti que deveríamos perguntar? Por mim tenho certeza que nenhum de nós conhece a razão pela qual apresentamo-nos aqui tão velozmente. Estava em Antioquia e agora encontro-me aqui”.

E todos foram indicando o lugar onde haviam estado naquele dia, ficando surpreendidos e cheios de admiração por se verem ali presentes ao escutar tais relatos.

Então Maria disse-lhes: “Antes de meu filho sofrer a paixão, eu roguei que tanto Ele quanto vós todos assistísseis a minha morte, e essa graça foi-me outorgada. Por isso sabereis que amanhã terá lugar a minha passagem. Vigiai e orai comigo para que, quando o Senhor venha encarregar-se da minha alma, vos encontre velando”. Então empenharam sua palavra de que permaneceriam vigilantes. E passaram toda a noite em vigília e em adoração, entoando salmos e cantando hinos, acompanhados de grandes luzes.

Chegando o domingo, e a hora terceira, Cristo desceu acompanhado de uma multidão de anjos e recebeu a alma de sua querida mãe, E enquanto os anjos entoavam uma passagem do Cântico dos Cânticos, sobreveio tal resplendor e um perfume tão suave, que todos os presentes caíram sobre seus rostos, e durante hora e meia ninguém foi capaz de levantar-se.

Então os apóstolos, atraídos pela enorme claridade, levantaram-se e começaram a passagem do santo cadáver do monte de Sião até o vale de Josafá.

Lá chegando, os apóstolos depositaram o corpo no sepulcro com todas as honras e puseram-se a chorar e a cantar, devido ao imenso amor e doçura que sentiam. Imediatamente viram-se circundados por uma luz celestial e caíram prostrados, enquanto o santo cadáver era levado aos céus pelas mãos dos anjos, sem que o percebessem.

Então,Tomé sentiu-se repentinamente transportado até o monte das Oliveiras, e, ao ver que o bem-aventurado corpo dirigia-se aos céus, começou a gritar dizendo: “Ó santa mãe, mãe bendita, mãe imaculada, se aos teus olhos encontrei a graça, já que me é dado o privilégio de contemplar-te, alegra o teu servo, pois estás a caminho do céu” E no mesmo instante a faixa com que os apóstolos haviam cingido o corpo santíssimo foi arremessada do alto a Tomé, que, ao recebê-la entre suas mãos, beijou-a e, dando graças a Deus, retomou ao vale de Josafá.

Lá chegando encontrou todos os apóstolos e uma grande multidão. Ao se aproximar, cumprimentando-os, Tomé perguntou então: “Onde colocastes o seu corpo?” Eles apontaram o sepulcro. Mas ele replicou: “Não, ali não está esse corpo que é chamado santíssimo”. Suas palavras foram confrontadas por Pedro em função de sua já conhecida incredulidade, demonstrada quanto à ressurreição de Jesus, mas insistiu dizendo: “Não está aqui”. Então, encolerizados, aproximaram-se do sepulcro, que havia sido recém-escavado na rocha, e afastaram a pedra; mas não encontraram o cadáver, fato que os deixou sem saber o que dizer ao verem-se vencidos pelas palavras de Tomé.

Depois Tomé contou-lhes como se encontrava celebrando a missa na Índia. Estava ainda vestido com os paramentos sacerdotais, quando, sem entender porque, se viu  transportado ao monte das Oliveiras e teve a oportunidade de ver o corpo de Maria que subia ao céu; e rogou-lhe que lhe outorgasse uma bênção. Ela escutou sua prece e atirou-lhe a faixa com a qual estava cingida. Então ele mostrou a faixa a todos.

Os apóstolos, ao verem a faixa que eles mesmos haviam colocado, deram glória a Deus e pediram perdão a Tomé, comovidos pela bênção que lhe havia sido dada por Maria e pelo privilégio de ter contemplado seu santíssimo corpo subir aos céus. Então Tomé abençoou-os dizendo: “Sintais que bom e agradável é o fato de os irmãos poderem viver unidos entre si”.

E a mesma nuvem que os havia trazido levou cada um de volta ao seu respectivo lugar e os apóstolos foram rapidamente devolvidos ao lugar onde se encontravam antes para evangelizar o povo de Deus.


Fontes:
. Wikipédia, a enciclopédia livre | Assunção de Maria
. FRANCISCANOS | Imaculada Conceição de Maria| Elevada ao céu em corpo e alma
. ARTIGOS ESPÍRITAS – JORGE HESSEN | A.Clássicos|A BÍBLIA SAGRADA E OS EVANGELHOS APÓCRIFOS – GRÁTIS PARA DOWNLOAD | Passagem da Bem-Aventurada Virgem Maria (Narração Erroneamente Atribuída a José de Arimatéia)

AS EVIDÊNCIAS DE QUE JESUS ERA ESSÊNIO (Parte 2)

From Images of Jesus by Sarah Thompson

O QUE É A VERDADE?

Capitulo 90 do Evangelho dos Doze Santos ou Doze Apóstolos:

1. Novamente os doze juntaram-se no círculo das palmeiras, e um deles Tomás disse para outro, o que é Verdade? Pois algumas coisas parecem diferentes para mentes diferentes, e mesmo para a mesma mente em tempos diferentes. O que é então, a Verdade?

2. E enquanto eles iam falando Jesus apareceu no meio deles e disse, Verdade, uma e absoluta, está em Deus somente, porque nenhum homem, nem nenhum corpo de homem, sabe aquilo que só Deus unicamente sabe, o qual é Tudo em Todos. Aos homens é a Verdade revelada, de acordo com as suas capacidades de entendimento e de receber.

3. A Verdade única tem muitas faces, uma pessoa vê um lado apenas, um outro vê outro, e alguns vêem mais do que outros, de acordo com o que lhes foi dado.

4. Reparem neste cristal: como uma só luz se manifesta em doze faces, sim quatro vezes doze, e cada face reflete um raio de luz, e uma pessoa vê uma face e outra vê uma outra, mas é só um cristal e uma só luz que brilha em todas.

5. Reparem de novo, quando alguém sobe uma montanha e alcança o cume, ele diz, aquilo é o topo da montanha, vamos alcançá-lo, e quando eles o alcançam, oh, eles veem um outro mais adiante, que antes de alcançar o cume não era visto, só possível depois de o alcançarem.

6. Assim é com a Verdade. Eu Sou a Verdade o Caminho e a Vida, e dei-vos a Verdade que recebi do Alto. E a qual foi vista e recebida por um, e não foi vista e recebida por outro. Aquela que pareceu verdadeira para alguns, e que pareceu falsa para outros. Aqueles que estão no vale não veem como aqueles que estão no topo da montanha.

7. Mas para cada um, é a Verdade tal como a sua mente a vê, e em cada tempo, a mais alta Verdade tem sido revelada da mesma forma: e à alma que recebe a Luz mais alta, ser-lhe-á dada mais Luz. Em qualquer caso não condenem os outros, para que vós próprios não sejais condenados.

8. Tal como mantiverem a sagrada Lei do Amor, a qual eu vos trouxe, assim será a Verdade revelada mais e mais a vós, e o Espírito da Verdade o qual vem do Alto guiar-vos-á, até e através de muitas maravilhas, por todas as Verdades, mesmo como uma nuvem de fogo guiou as crianças de Israel através do deserto.

9. Mantenham a fé na Luz que têm, até que luz mais alta vos seja dada. Procurem mais luz, e tê-la-ão em abundância, não descansem, até que a encontrem.

10. Deus deu-vos toda a Verdade, como uma escada com muitos degraus, para a salvação e perfeição da alma, e a verdade que vos faz sentido hoje, abandoná-la-ás pela mais alta verdade amanhã, elevando-vos até à Perfeição.

11. Quem quer que mantiver a sagrada Lei que tenho dado, os mesmos salvarão a sua alma, independentemente da forma como vejam a verdade que eu lhes trouxe.

12. Muitos dirão para mim, Senhor, Senhor, nós temos sido zelosos da verdade. Mas Eu dir-lhes-ei, não, mas, esses outros poderão ver como vós vedes, e nenhuma verdade alem dessa. Fé sem caridade é morte. Amor é o cumprimento da Lei.

13. De que forma a fé naquilo que eles recebem os impulsionará no caminho certo? Aqueles que têm amor, têm todas as coisas, e sem amor não há nada que prospere. Deixem cada um praticar aquilo que eles entendem ser a verdade em amor, sabendo que onde não há amor, a verdade é letra morta e nada aproveita.

14. Nele reside a Bondade, a Verdade, e a Beleza, mas a maior delas é a Bondade. Se alguém tem ódio para com o seu próximo, e endurece o seu coração para as criaturas que estão nas mãos de Deus, como poderá ele ver a Verdade que salva; vendo os seus olhos estão cegos e os seus corações estão endurecidos para a criação de Deus.

15. Tal como Eu recebi a Verdade, assim vo-la dei. Deixem a cada recebê-la de acordo com a sua luz e habilidade para entender, e não persigam aquele que a recebe com uma diferente interpretação.

16. A Verdade é a Vontade de Deus, e ela prevalecerá no fim de todos os erros. Mas a sagrada Lei que Eu vos dei é clara para todos, e justa e boa. Deixem a todos observá-la para salvação das suas almas.

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Pesquisa e elaboração de

Rui Palmela 


 

Origem: NOVA ERA
Adaptação: Cida Pereira

Via: NOVA ERA-ALVORECER | O QUE É A VERDADE?

AS VERSÕES NÃO REVELADAS SOBRE A VIDA DE JESUS…

apocrifo

A história secreta do cristianismo

Por: Superinteressante
Texto de Michelle Veronese

 

Em 1945, um pastor encontrou um jarro de cerâmica numa gruta próxima a sua aldeia no Egito. Ao abri-lo, achou vários livros escritos em idiomas que ele não compreendia. Algumas folhas amareladas serviram alimentaram o forno a lenha de sua casa. As restantes caíram nas mãos de um religioso local, circularam no mercado de antiguidades e foram resgatadas por um funcionário do governo egípcio. Mais tarde, descobriu-se que a “lenha” era um tesouro de valor incalculável: a coleção de Nag Hammadi, 13 livros com 1600 anos e histórias que a Igreja tentou abafar durante todo esse tempo. Mas não conseguiu. Depois de sobreviver ao tempo e à censura religiosa, o achado tornou-se o maior e mais importante acervo de evangelhos apócrifos, literatura que tem ajudado a elucidar vários mistérios sobre as origens do cristianismo.

Tesouro dos primeiros cristãos

A maioria dos escritos de Nag Hammadi foi produzida entre os séculos 1 e 3 e seus autores faziam parte das primeiras comunidades cristãs. Nesse acervo, é possível conhecer livros que ficaram de fora do Novo Testamento, como evangelhos de Tomé e Tiago. O interessante desses relatos é que destoam bastante do que aparece na Bíblia. Neles, Jesus tem um lado humano, Madalena é uma grande líder, Deus é um princípio masculino e feminino… Diferenças polêmicas que deixam claro por que os apócrifos sempre foram uma pedra no sapato da Igreja. “Eles representavam outro cristianismo, não oficial, marginalizado”, explica o padre e teólogo Luigi Schiavo, professor do Departamento de Ciências da Religião da Universidade Católica de Goiás. “Eles têm grande valor histórico e religioso porque mostram novas interpretações sobre a figura de Jesus na origem do cristianismo”, enfatiza o especialista.

Naquela época não havia um cânone – nome dado ao conjunto oficial de livros que compõem a Bíblia – mas vários textos, cada qual escrito pelas diferentes seitas existentes, que registravam seus próprios valores e crenças sobre a origem do mundo e da vida, sobre Deus e o messias. E havia muitas divergências. Os docetas, por exemplo, negavam a realidade material de Cristo. Consideravam que Jesus possuía um corpo etéreo e que, por isso, não nasceu nem foi morto na cruz e muito menos ressuscitou. Os ebionitas, por sua vez, defendiam que Jesus tinha nascido de forma natural e só depois de batizado é que Deus decidiu adotá-lo. Já os ofitas acreditavam que Caim era o representante espiritual mais elevado. Para eles, a morte de Jesus foi um crime do Universo, mas um evento necessário para a salvação da humanidade.

Um dos grupos mais influentes do cristianismo primitivo foi o dos gnósticos, que adotavam uma vida ascética, negavam a matéria e acreditavam que o conhecimento era o caminho para a salvação. Algumas facções também defendiam que Deus possuía um princípio masculino e outro feminino. De fato, as mulheres desses grupos atuavam como mestras, líderes e profetisas – uma idéia ainda hoje revolucionária para a Igreja.

E havia também o chamado cristianismo apostólico, baseado nas narrativas dos primeiros discípulos de Jesus. Eles contavam que o messias havia morrido na cruz para salvar a humanidade e aos seguidores cabia a missão de espalhar sua mensagem pelo mundo. Essa tradição começou a ser registrada por volta dos anos 30 e 40 do século 1, em livros como os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João. Esses textos eram lidos por muitos grupos, que os consideravam os relatos mais antigos e precisos da vida de Cristo.

A babel de cristianismos resistiu até o século 2, quando alguns bispos decidiram organizar as Escrituras. “Eles precisavam adotar um cânon definitivo para que a religião pudesse se expandir”, explica o frei Jacir. Mas para isso não adiantava traduzir os textos para várias línguas e divulgá-los entre vários povos. Era preciso aparar as diferenças e chegar a uma espécie de “versão oficial”. Na hora de selecionar os livros, o espírito democrático que permitiu a existência das diferentes versões deu lugar às disputas de poder.

Por uma versão oficial

As igrejas maiores e mais influentes tentaram impor seus textos, o que as menores não aceitavam. Havia debates e acusações mútuas de heresia entre elas. A peleja continuou até o século 4, quando tudo indicava que o cristianismo apostólico iria prevalecer sobre os outros cristianismos. Seus 4 evangelhos já eram populares naquela época e, desde o século 2, eram elogiados pelos pensadores da Igreja. Mas faltava tornar esses livros oficiais.

Foi quando o imperador de Roma, Constantino, entrou em cena e interveio no impasse. Na época, com o império em crise, ele precisava de uma bandeira para justificar a expansão e convencer outros povos a aceitarem seu domínio. E a solução estava numa aliança com os cristãos, que por sua vez desejavam espalhar a mensagem de Jesus mundo afora. “Constantino percebeu que era uma grande oportunidade e decidiu fazer do cristianismo a religião oficial do império”, explica o frei Jacir.

Os cristãos deixaram de ser perseguidos em 313 e apenas 12 anos depois seus bispos foram convocados para o Concílio de Nicéia, primeiro passo dado para a criação do Novo Testamento. Na reunião, os evangelhos de Marcos, Lucas, Mateus e João foram escolhidos para narrar a biografia de Jesus por uma razão simples: expressavam a visão dominante na Igreja. E todos os demais foram considerados apócrifos, falsos e perigosos para o estabelecimento do novo livro.

Começou, então, a perseguição a todos que ousavam discordar da recém-formulada Escritura Sagrada. Os gnósticos, docetas, ebionitas e ofitas foram acusados de heresia. Os que insistiam em desrespeitar o cânon eram punidos com a excomunhão ou a morte. Dezenas de livros – ou centenas, já que ninguém sabe ao certo quantos eram – foram destruídos ou queimados. Foi nessa época que alguém decidiu esconder 13 volumes numa gruta, na aldeia de Nag Hammadi, no alto Egito – talvez um cristão perseguido ou um monge do Mosteiro de São Pacômio, que ficava ali perto. Eram evangelhos, cartas e atos dos apóstolos escritos em copta, língua falada pelos cristãos do Egito. O tesouro só foi descoberto 16 séculos depois, por aquele pastor que apresentamos lá no começo, e hoje está no Museu Copta do Cairo, à disposição do público.

O legado

Além desses, muitos outros apócrifos foram excluídos da Bíblia. É o caso dos Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947, que apresentam cópias de livros do Antigo Testamento, deixadas pela seita judaica dos essênios. E do Evangelho Segundo Judas, descoberto na década de 1970, que conta uma história diferente sobre o discípulo que traiu Jesus. No total, são mais de 100 livros de valor inquestionável para os estudiosos das Escrituras. “São documentos essenciais para compreender a história do cristianismo no 1º e 2º séculos”, afirma o teólogo Paulo Nogueira, professor da Universidade Metodista de São Paulo.

Os apócrifos revelam que o Novo Testamento não nasceu pronto e acabado e que os textos que servem de base para a atual doutrina cristã passaram por um complicado processo de “edição”. Também deixam claro que, ao contrário do que se imaginava, o cristianismo praticado hoje não era o único nos primeiros séculos. Existiam vários cristianismos, cada um com sua própria interpretação da vida de Jesus e seus ensinamentos. Quem lê os escritos deixados por esses grupos pode conhecer outros pontos de vista sobre uma história contada há mais de 2 mil anos.

No entanto, é necessário afrouxar o julgamento antes de mergulhar na leitura. “Devemos compreender esses livros de modo ecumênico e tentando dialogar com os cristianismos de origem”, sugere o frei Jacir. É verdade que esse textos, muitas vezes coloridos e aberrantes, costumam chocar o leitor de primeira viagem. “Mas alguns também podem complementar a nossa fé”, adianta Jacir. Uma prova de que eles não são apenas uma “ameaça” aos cânones da Igreja Católica estão na religiosidade popular e na arte sacra, que buscaram inspiração nas histórias apócrifas. A famosa história dos 3 reis magos que levaram presentes ao menino Jesus e tudo que inspira os presépios natalinos, por exemplo, vêm dos evangelhos apócrifos.

Magdala, a favorita de Jesus

Apócrifos revelam que Maria despertava o ciúme dos apóstolos e que Jesus a beijava na boca

Maria Madalena – ou Miriam de Magdala, como está no hebraico – aparece nos apócrifos como uma mulher sábia e respeitada por Jesus. Ela acompanha o mestre em suas pregações e o ajuda a liderar os primeiros cristãos. O Evangelho de Filipe, do século 2, conta que ela era a seguidora preferida de Cristo, o que despertou o ciúme dos outros apóstolos. “Por que a amas mais que a todos nós?”, perguntavam eles ao Senhor. Uma passagem que ainda enfurece muitos cristãos diz que “o Senhor amava Maria mais do que a todos os discípulos e a beijava freqüentemente na boca”. A liderança de Madalena também é mencionada no evangelho apócrifo que leva seu nome, também do século 2. Numa passagem, Pedro questiona: “Devemos mudar nossos hábitos e escutarmos todos essa mulher?” O texto revela que, apesar dos preconceitos, ela consegue se impor. É uma imagem distante da mulher impura e pecadora que a tradição da Igreja enfatizou durante séculos. Em 1969, o Vaticano reconheceu que houve uma confusão na interpretação das Escrituras (ela teria sido confundida com a pecadora que unge os pés de Jesus no Evangelho de Lucas) e retirou a denominação de prostituta que durante séculos pesou sobre Maria Madalena.

A redenção de Judas

Judas teria entregue Jesus a seu pedido

A história do discípulo que traiu seu mestre por 30 moedas de prata é uma das mais conhecidas do cristianismo. Segundo o Evangelho de Judas – um manuscrito copta (língua falada pelos antigos egípcios) escrito entre os séculos 3 e 4 – o apóstolo pode ter sido condenado injustamente pela história. No texto, descoberto nos anos 70, no Egito, o personagem mais odiado do cristianismo aparece como o discípulo mais próximo e querido de Jesus. Ele denuncia o mestre às autoridades romanas a pedido do próprio Messias, num plano que seria essencial em sua missão de salvar a humanidade. “Nesse contexto, a figura de Judas representa o ideal do discípulo que, recebida a iluminação, cumpre a vontade de Deus, mesmo que ela tenha a ver com a entrega de Jesus à morte”, diz o teólogo Luigi Schiavo. Na versão do Novo Testamento, Judas enforca-se, arrependido. No texto apócrifo é diferente. Ao compreender a importância de sua missão, Judas teria se retirado para meditar no deserto.

A infância de Cristo

Evangelhos mostram lado humano e divino

A literatura apócrifa conta várias histórias sobre a gravidez de Maria e os primeiros anos de vida de Jesus. É uma tentativa de preencher a lacuna da Bíblia, que faz uma única referência à infância do Messias, quando ele visita o Templo de Jerusalém, aos 12 anos. O Evangelho do Pseudo-Mateus, do século 3, conta que o menino fazia milagres ainda na barriga da mãe e que, desde criança, usava seus poderes para curar doentes e ressuscitar os mortos. Mas, quando irritado, ele se comportava como uma criança mimada e vingativa. Certo dia, um menino o derrubou no chão. Jesus então ordenou: “Caia morto!”, e o amigo morreu. Depois, arrependido, o fez ressuscitar. Um de seus passatempos preferidos seria criar seres de barro e lhes dar vida com um sopro. Essa faceta de Jesus pode assustar quem lê os apócrifos. Mas, para teólogo Jacir de Freitas, ela deve ser compreendida no contexto em que o livro foi escrito. “A intenção é mostrar que Jesus tem um lado humano e outro divino, o que é um reflexo de uma época em que a Igreja discutia qual era a natureza do filho de Deus.”

O quinto evangelho

Historiadores acreditam que Evangelho de Tomé seja inspiração de 3 dos canônicos

O Evangelho Segundo Tomé, do apóstolo que precisava “ver para crer”, é o mais polêmico do acervo de Nag Hammadi. O manuscrito contém 114 parábolas e frases atribuídas a Jesus. As citações são semelhantes às da Bíblia, mas refletem o pensamento gnóstico. Nele, Jesus aparece como um mestre mais místico, que orienta os discípulos a reconhecer sua identidade divina e a buscar Deus em qualquer lugar. Ele foi excluído, apesar de ter sido escrito por volta dos anos 60 e 70 do século 1, mesma época dos evangelhos que entraram para o cânone sob a justificativa de serem os relatos mais antigos do messias. Os pesquisadores chamam esse apócrifo de Quinto Evangelho e suspeitam que ele seja o famoso Fonte Q, escrito nunca achado que teria sido a base de 3 dos 4 evangelhos canônicos. Se isso for verdade, os textos bíblicos são adaptações desse apócrifo, dono dos verdadeiros ensinamentos de Cristo.

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Via: A história secreta do cristianismo | Superinteressante

A HISTÓRIA NÃO CONTADA DA DISCÍPULA PREFERIDA DE JESUS…

The Last Supper Restored, Leonardo Da Vinic

MARIA MADALENA

Por: Paula De Paula Costa

(* Please use Google translator my International friends for this subject.)

Este ser de Luz, Madalena, fleuma de Arcanjo Mikael, criada com amor e desvelo por este “senhor de mundos”, que é a labareda mais espessa do Criador, é a alma gêmea de Jesus/Sananda, e fez sua evolução em mundos de luz, em outros sistemas planetários como próprio consorte….

Madalena não é da Terra, assim como Jesus, ao contrário dos outros doze apóstolos, que eram terráqueos em plena evolução em amor.

Quando Sananda recebeu a incumbência do Criador de cuidar e fazer evoluir esta embarcação de almas que aqui tinham sido criadas por este, almas ainda em infância espiritual, e por isso se encontravam escravizadas por seres equivocados em amor, que aproveitavam de sua inocência e falta de discernimento, esta alma feminina, se dispôs a ajudar seu consorte no que fosse possível. Trabalho conjunto, cumplicidade de almas afins.

Sananda enviava emissários antes de sua vinda ao planeta, com a intenção de ir começando a plantar as sementinhas de “entendimento” na raça humana. Sócrates é um destes seres especiais totalmente amparado por Sananda. Mas como todos os enviados que pregavam o amor e sementes de entendimento, acabavam mortos, sacrificados, por que os seres que aqui estavam no “comando”, não permitiam que se abrisse luz nas consciências e sabotavam todas as investidas da Luz.

Uma guerra invisível ao olhos humanos sempre se deu. O orbe estava tomado “pelos escuros” e Sananda tinha sido designado por seu Pai/Mãe como comandante do resgate da raça humana.

Quando Ele resolveu que era o momento de sua descida `a carne, e aqui recebeu o nome de Jesus, esta alma feminina que o ama, sua esposa e companheira, resolveu acompanhar seu consorte e aqui recebeu o nome de Maria Madalena, nascendo exatamente no mesmo ano em que Jesus nasceu, em uma cidade vizinha a do Mestre, sua alma gêmea.

Jesus, com sua visão espiritual e com a presciência dos grandes avatares, ja sabia de antemão por tudo que iria passar por conta da escuridão que os homens daqui se movimentavam. Sua companheira simplesmente decidiu que Ele, Sananda, não passaria por tudo aquilo sem que ela estivesse ao seu lado, dando força moral em sua caminhada difícil.

Sim, uma grande história de amor, como tudo que é sagrado.

Maria Madalena teve uma infância comum, apesar de ter sido criada por pais adotivos, por que seus verdadeiros pais foram mortos pela guarda real da época que já estavam sob influência dos escuros atrás de Jesus. Estes já sabiam que o Salvador tinha nascido… desconfiavam desta investida da luz e exercendo, como sempre, influência espiritual sob os homens de poder, intuíram o Rei Herodes(Rei da época) a um ato digno dos grandes assassinos da História deste planeta. Herodes mandou matar todas as crianças de sexo masculino,de até dois anos de idade, em toda a região e seus arredores, em um ato que ficou conhecido como “massacre dos inocentes”.

Os pais verdadeiros de Maria Madalena morreram neste ato absurdo, como muitos outros pais que se recusaram a dar aos guardas, seus bebês para serem mortos na sua frente. Então Madalena, órfã de Pai e único irmão, foi criada por vizinhos que igualmente ficaram órfãos de seus filhos.

Quando já quase na fase adulta, recebeu um “chamado espiritual” e mesmo mergulhada na ilusão da Matrix, algo a lembrou de seus compromissos antes do reencarne e intuitivamente começou a procurar por notícias daquele homem que ela sabia que conhecia e amava. Nesta época Jesus já estava no deserto, sendo preparado…se encontrava inacessível, mas ela acordou e a ansiava por encontrá-lo.O procurava.

Quando soube que o Mestre estava indo em direção a Jerusalém, cidade distante para época de Magdala, onde ela morava, ao lado de Tiberíades, mesmo com a distância e sem meios para isso, ela foi ao encontro de Jesus, que já estava a pregar e já possuía seguidores. Algo a chamou, seu Eu superior falou em sua consciência, Jesus lhe apareceu em sonhos…e ela se decidiu a abandonar sua cidade e ir, mesmo sem ter conhecidos nenhum em Jerusalém.

Quando chegou naquela cidade desconhecida para ela, para não dormir na rua, aceitou a acolhida de cortesãs que ofereceram “de coração” um teto em troca de serviços domésticos e por isso, a confusão dos homens da época, que viam Madalena entrando e saindo desta casa que era “mau vista”, durante algum tempo antes de reencontrar Jesus. E quando reencontrou seu amor…ah, que reencontro! Não mais se separaram, isso já sabemos.

Não, Maria Madalena nunca foi prostituta. (Alguns irmãos já escreveram isso). E muito menos atormentada por espíritos, como a bíblia descreveu. Um ser de luz como ela, não sofria este tipo de influência espiritual. Atraímos o que somos, já sabemos disso. Portanto, não estava ao lado de Jesus por gratidão por Ele te-la livrado de obsediadores e sim, por que ela se “lembrava” e claro, Ele também.

Este desgaste da imagem de Maria Madalena foi o ato mais vil praticado pelos répteis contra Jesus, depois de sua crucificação. Colocar sua amada na situação de prostituta, não só O atingia, mas tinha uma intenção ardilosa por trás, que foi plenamente cumprida: Lançar na consciência do coletivo feminino deste orbe este peso moral. As almas femininas deste planeta o sentiriam.

Depois de terem inventado a história de Eva e Adão e a tal maçã que quem comeu? Eva…culpa de quem? Eva.

Ah, amados… Energias, somos energias conscientes. Se achamos que tal coisa aconteceu e assim acreditamos, aquele fato passa a ser verdadeiro em nossa consciência e nos tornamos consequência daquilo, por que permitimos que assim seja. O que pensamos tem poder, não é isso que vocês todos tem aprendido?

Depois da história fraudulenta e inexistente de Eva, o alvo foi Madalena. Sim, aquela que não se separava de Jesus, causando até ciumeiras nos apóstolos, como todos já sabem, por que Jesus não a largava, ora, mas é claro que não! Era sua companheira dos mundos de luz.

Ah, amados…que estratégia contra o poder da Deusa! Diminuíram o poder feminino, o denegriram, o envergonharam, o calaram por um bom tempo.

Acho incrível não investigarem a predileção de Sananda (Jesus em sua passagem pelo planeta) por Maria Madalena. Era ela sentada ao lado Dele na grande ceia, foi o personagem que Jesus confiou o óleo e fez o pedido pessoal para ser ungido deste, não foi à sua mãe e nem aos apóstolos que Ele pediu, foi a ela. Ela que o acompanhou durante todo o calvário, anônima, com seu olhar de dor e fidelidade, esteve ao pé da cruz, e foi a quem Jesus deu a honra de vê-lo ressuscitado após os três dias. Ela foi a primeira a vê-lo e quem levou a notícia a todos.

Res Maria llora en la tumba Jn 20

Sananda só estava repetindo em sua passagem na Terra, seu matrimônio das estrelas. Nada mais.

Um escritor aqui na Terra, Dan Brown ja menciona em sua obra literária um possível casamento de Jesus e Maria Madalena. Obra que virou filme com todas as parafernalhas dignas de Hollywood que se tem direito e todos os apelos mundanos também, mas por mais que o objetivo tenha sido o de sempre, ganhar dinheiro, o escritor Dan com o apoio da industria de cinema estabelecida neste mundo, trouxe uma discussão a tona, que valia a pena começar a ser pensada: O matrimônio de Jesus.

É obvio que o escritor se perde, em detalhes, em símbolos… “a rosa”…esta não está enterrada em um local, não é uma “coisa”. Os milagres da criação não são coisas, e sim espíritos. Os homens precisam parar de tentar entender o que se tem de sólido ao seu redor… e prestar atenção nas ENERGIAS que certos seres trazem.

Este sim, o verdadeiro milagre. A rosa é Madalena.

Em livros apócrifos encontrados, ha menção do matrimônio de Jesus, imediatamente renegada pela Igreja que aí está, por enquanto. E Maria Madalena aparece ali, com bastante importância. Mulher letrada, inteligente, culta, visivelmente em uma situação intelectual diferente das mulheres na época. E aí chegamos a um ponto interessante:
Diante disso tudo, quem era Maria Madalena ANTES de vestir este personagem? Sim, por que se menciono aqui que ela vinha de um mundo de luz, que vivia onde Jesus vive e desceu para acompanhá-lo, quem era ela antes de se vestir com este personagem? O ser cósmico Sananda “se vestiu” de Jesus, por que assim foi chamado na Terra. Maria Madalena foi mais um personagem do ser de luz conhecido como Lady Nada.

Sim, Mestra Nada. Ela não é como afirmam alguns amados canais, Maria, a mãe de Jesus e sim, Maria a companheira de Jesus. A confusão é perfeitamente explicável por que os médiuns que receberam tais informações aqui estavam mergulhados na densidade e como Madalena foi “apagada” da história toda, quando se ouvia um espírito se identificar mentalmente como Maria, antes mesmo que se mencionasse o segundo nome, a mente do médium imediatamente “fazia conexão”, por assim dizer, com o outro ser tão conhecido e tão amado por todos.

Ashtar enquanto me preparava para fazer este texto, me intuiu procurar por um artigo de uma pessoa aqui encarnada que trabalha também com ele e que já havia escrito sobre isso, e tido a coragem de publicar contrariando todos os outros escritos que dizem ser Mãe Maria, a Mestra Nada.

Vou publicar aqui…por que é muito emocionante. Tudo que ele, Ashtar me relembrou em informações, durante este mês em sonhos e telepatia, ele próprio me deu meios de confirmar depois, aqui mesmo na Terra, em vigília, com um outro trabalhador da equipe que recebeu a visita de Madalena em sonhos e publicou sobre isso.

O artigo se chama: “Minha Vivencia do conselho Cármico” e quem escreveu foi Ernesto Shima. Ele descreve encontros astrais de que se lembra, em que esteve nas reuniões astrais que estão ocorrendo neste período da transição. Ja comentei aqui neste perfil algumas vezes sobre estas reuniões. Leiam:

“…Um deles foi com a presença da amada Maria Madalena e foi com ela que tive um encontro pessoal na semana passada e de quem recebi um amoroso abraço, cuja energia me inundou o rosto de lágrimas. Ela estava retribuindo, num gesto de gratidão, a minha intenção de publicar um artigo sobre ela e sobre a atuação que ela teve durante a jornada terrena do nosso querido Mestre Jesus. Quanto a Maria Madalena, ela não era uma prostituta como tem sido divulgado ao longo dos séculos. A Maria Madalena que andava junto com Maria, mãe de Jesus, é na verdade o Complemento Divino do querido Mestre e foi alguém que esteve sempre ao lado dele. A mulher que cometeu o adultério mencionado na Bíblia era outra pessoa e a confusão se estabeleceu justamente pelo fato de que, naquela época, a mulher não podia ter uma posição de destaque, principalmente dentro da religião e então pouco se falou sobre a verdadeira Maria Madalena. Espero um dia poder falar num artigo, sobre essa maravilhosa personagem, que foi quem ancorou a energia feminina enquanto o divino Mestre cumpria a sua jornada terrena. Os dois como Chamas Gêmeas, representaram o Deus Pai-Mãe – Alfa e Ômega- aqui na Terra.

Foi também nos primeiros dias de janeiro deste ano que recebi uma maravilhosa notícia. Haveria um encontro que me causaria uma alegria imensa e cheio de surpresas e estava marcado para acontecer durante os trabalhos junto ao Portal de Burundi. Um ser de grande Luz avisou para uma amiga do Rio, no Brasil, que enviasse a mensagem para mim, dizendo que ele se encontraria comigo e que, neste encontro, estaria acompanhado de um amigo muito especial.

Pois bem, quando cheguei lá no portal percebi logo que o amigo especial dele era o próprio Ashtar. O querido comandante, neste dia, de forma amorosa, virou-se para mim e sorrindo disse: “Vocês dois têm muito sobre o que conversar, por isso pode ir! Eu cuido de tudo aqui!”. E me dispensou dos trabalhos daquele dia para me dedicar a este encontro com Madalena.

Dias atrás, eu estava contemplando a imagem da Mestra Nada que fica pendurada na parede ao lado de Sananda. É uma rotina quando estou questionando algum ponto sobre determinado assunto relacionado à espiritualidade. É uma forma de divagar a minha linha de pensamentos enquanto vou pesquisando meus registros akáshicos. Depois de certo tempo após concluir uma análise, virei-me em direção ao computador para registrar os resultados e ao dar os primeiros passos ouvi mentalmente: “Seu cabeça dura!”…. (risos)

Fiquei paralisado. Apenas uma pessoa me chamava assim numa reencarnação passada: a própria Maria Madalena! Virei-me imediatamente para a imagem da Mestre Nada e ela estava sorrindo para mim.
– Caramba, como nunca percebi isto??!! – quase gritei de tanta emoção.
Ela simplesmente com um lindo sorriso, confirmou a revelação. Ela e a Maria Madalena eram os mesmos seres. E, lembrando-se dos meus encontros com as duas, simplesmente caiu a ficha. Havia semelhança em tudo entre as duas, apenas as vestimentas utilizadas por uma e outra, fazia a diferença.

Nestes últimos sete anos, eu tenho recebido tantas instruções e feito diversos treinamentos com a Mestra Nada justamente porque o raio da atuação da minha personalidade está ligado ao 6º Raio, cujos trabalhos desenvolvidos nestes últimos dois mil anos, sempre foram à serviço do Mestre Jesus, que foi o Chohan deste Raio, antes da Mestre Nada que recebeu Dele o encargo.

Lembrando sempre que o nosso querido Mestre Jesus, hoje já conhecido como Sananda, ocupa o cargo de Instrutor do Mundo no lugar do Buda que assumiu outra função cósmica. E, Sananda é o governador deste nosso Universo Local, onde há milhares de mundos habitados. E, a Mestre Nada é membro do Tribunal do Conselho Cármico.
Paz!
Shiwa ”
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Lindo não? Canal puro. Ele prestou atenção nas energias e não no que dizia sua mente lógica.

O que os mentores dizem ser canal puro? Sem idéias pré-concebidas. Não se inundou de informações, ou se o fez, não as assimilou, exercitando o poder sobre a mente de mantê-la aberta `as novas informações. Quando damos o que já sabemos como certo, o único certo que existe, estamos negando todas as outras possibilidades que aquilo possa ser e vir a se tornar. Nos fechamos. E é o que aconteceu com todos os médiuns que receberam a informação de que seria Mãe Maria e não Maria Madalena a Mestra Nada. Por que ao ouvir em sua mente a menção do nome Maria, imediatamente, com idéias fixadas, que já cultuavam talvez sem se dar conta, fizeram a ligação com o ser de luz errado. E isso amados, é muito normal ocorrer enquanto encarnados. Normalíssimo. O bonito disso tudo é a humildade de reconhecer o erro, e corrigi-lo. Sem teimar ou persistir nele, por simples orgulho. Tai o teste a todos.

Vocês sabem por que Mestra Nada é chamada assim? De todos os feitos desde sua criação por Arcanjo Mikael , seu trabalho com Uriel e sua evolução nas várias etapas desta, acumulou uma enormidade de talentos. Todos eram disponíveis a ela sempre que precisava em várias encarnações. Mas quando indagada por ter curado alguém, ou feito algo grandioso, ou pequenino, mas que fez enorme diferença na vida de muitos, ela sempre teve domínio da necessidade de ser reconhecida. Como se dissesse “Não foi nada…” Nada é energia pura de amor dos mundos de luz, o amor que cura e transcende…é Mestra por trabalhar com energias. Energias não são vistas, reconhecidas e sim sentidas. Mestra Nada. HUMILDADE. Nada nunca fez questão de reconhecimento.

Para mim é fácil verificar esta energia em Madalena…ver Maria Madalena sendo apontada como prostituta nas ruas de Jerusalém e passar “assobiando”, sem fazer questão nenhuma de explicação por orgulho próprio. Sem fazer questão de esclarecer…ora, ela estava com o Rabi dela…e isso é que importava. Um dia isso se esclareceria. A verdade sempre vem a tona.

Eu sempre escrevi aqui em artigos, para vocês acalmarem seu coração diante de um julgamento. E que o que as pessoas pensam de você, é um problema só delas. E isso, neste caso, não poderia ser mais verdadeiro. Foi um problema de um orbe inteiro este mau julgamento sobre a figura de Maria Madalena.

Mas este não foi o único personagem vivido por Mestra Nada cá neste cadinho do Universo. Além do já conhecido por todos, em uma família com várias talentosas irmãs, Nada desceu períodos após a crucificação com outro personagem para ajudar mais uma vez o plano de Sananda de restauração de seu evangelho de amor.

Ela esteve presente em uma época em que a França precisava de um pulso energético por que Jesus planejava trazer um amado amigo de Betelgeuse, estrela de seres benevolentes da constelação de Órion, para exercer um importante papel e ele nasceria na França… Sim, estou falando de Hippolyte Léon Denizard Rivail – o Alan Kardec, que teve igualmente outras encarnações na Terra, inclusive nos tempos de Jesus como o centurião Cornélius, mas que desta vez, viria a nascer na França, tempos depois, para trazer a terceira revelação, que seria como ele próprio denominou de Espiritismo. A doutrina que dava início ao entendimento dos homens sobre a verdadeira vida: a espiritual. Presente de Jesus `a humanidade.

Entendam amados, a doutrina dos espíritos não é o fim, e sim, o inicio do entendimento, dado por Jesus aos homens que aqui estavam cegos na matéria, sobre as leis universais e sobre o ser espiritual que todos somos. Sendo o início, este teria que ser complementado mais tarde. Por isso não devemos nos apegar a doutrinas e sim aos ensinos que estas nos passam…. elas devem ser sempre passageiras em nossas vidas, por que devemos galgar novos conhecimentos sempre! Ha sempre o que aprender.

Mestra Nada aparece então mais uma vez na história da Terra, como uma irmã Jesuíta anônima, na França, abrindo energeticamente o caminho para o amigo que iria encarnar ali. Foi muito difícil para Kardec trazer este novo conceito, esta nova visão a tona, com a França e o momento que vivia aquela região. Mestra Nada esteve ali em silencio, trabalhando energeticamente para que Kardec, que lutou contra tudo, inclusive contra o próprio ceticismo que adquiriu no mergulho, tivesse sucesso.

Ela mais uma vez se deixou ser somente um instrumento divino encarnado, para que a espiritualidade superior atuasse com sucesso, mesmo com as trevas no comando do orbe.

Sananda e Mestra Nada são almas gêmeas. Trabalham em conjunto por eras para que este planeta, esta embarcação de almas, evolua em amor… agora que a Terra saiu do período chamado “quarentena” Eles se revelariam como seres cósmicos que são. Como Eles, outros seres de luz se ocupam da evolução de outras constelações, outros planetas…a casa do Pai tem muitas moradas.

Mestra Nada, amada de Sananda sempre teve o apoio de Mãe Maria, que é tão adorada aqui na Terra. No início deste ano publiquei uma mensagem aqui em meu perfil, onde Mãe Maria prepara os corações quando diz assim:
“ Amados, tereis grandes revelações este ano, abram sua mente e seus corações e confiem que estão sendo guiado pela luz”.

Achei tão lindo isso! Postei. Mas nunca iria imaginar que na verdade, Mãe Maria estavas a falar principalmente de uma revelação sobre sua amada amiga e irmã que fora outrora tão erroneamente julgada e tão esquecida, sua companheira de trabalho na luz, Mestra Nada, a Maria Madalena.

Mãe Maria deu a luz ao ser de Luz, Jesus aqui na Terra, e recebeu esta honra por méritos próprios.
Mas Maria Madalena já é sua amada, O acompanha desde sempre, é sua consorte, é Mestra por méritos.

Sempre digo que o livre arbítrio no crer é assegurado pelas as inteligências angélicas a serviço de Deus Pai/ Mãe. As informações estão chegando e temos sempre a liberdade de acreditarmos nelas ou não.

Ah, amados, esta história de amor só deixa Jesus mais lindo ainda! Cercado de mulheres lindas e que traduzem o mais belo da energia feminina que é a pureza, a meiguice, o aconchego, o companheirismo e o AMOR… enfim, o mais belo de uma mulher.

A Mestra responsável por ancorar a energia feminina no orbe Terra, já tão sabotada desde ha muito, num contínuo e calculado processo de desgaste, sempre foi Madalena/Nada. E acreditem, Ela o fará. Ela já está presente.

Que a volta de Jesus nos traga o amor em sua pureza, a brandura em sua essência e a paz dos mundos de luz no âmago das almas.

Que seja revelado o sagrado feminino por sobre a Terra!

Ah, já está sendo… Como Jesus quer.
Sintam as energias…
Maria Madalena no silêncio trabalhou e vencedora saiu! Sorrindo…Namaste!

Amo vcs!

Paula De Paula Costa

*Mais sobre a Nova Terra em meu perfil…estão todos convidados. Ver mais

Fonte: MARIA MADALENA(GRATIDÃO AMIGA (Paula De Paula Costa) – Ignotus Rede Social