SOBRE O FESTIVAL DE ASALA, O POPULAR FESTIVAL DA BOA VONTADE…

Festival de Asala

FESTIVAL DE ASALA

Lord Gautama

Por: Heloísa Lassálvia

O Festival de Asala ou da Boa Vontade, que acontece na Lua Cheia de Gêmeos, também é conhecido como o Dia da Grande Invocação – prece que foi recebida pela teosofilista Alice Bailey, em canalização do Mestre Ascenso Djwal Kul.

O Príncipe Sidartha Gautama, depois de abandonar o conforto que o cercava dentro do Palácio de seu pai, o qual tinha esperança de que seu filho jamais conhecesse as mazelas do sofrimento, da doença e da morte, e após sete anos de muita busca da compreensão da vida, com árdua disciplina, sentou-se em profunda meditação sob a famosa e formosa Árvore Bodhi (a Árvore da Iluminação) e, repentinamente, obteve o esclarecimento final e definitivo de todas as suas buscas e dúvidas sobre o completo despertar, o que fez dele o Buda, o Desperto, o Iluminado.

Nesse momento, Sidharta jamais poderia compreender que, sendo o primeiro Ser a iluminar-se, Ele estava libertando o Mestre Sanat Kumara da promessa de permanecer na Terra até que esse fato se cumprisse, para então poder retornar a Vênus.

Após esse grande despertar, Gautama dirigiu-se ao Parque dos Cervos, em Sarnat, arredores de Benares, na Índia, a fim de pregar sua doutrina aos seus cinco colegas eremitas, expressando-a através das famosas Quatro Nobres Verdades, que são:

1. O sofrimento humano existe.
2. O sofrimento tem uma causa.
3. O sofrimento é causado pelo desejo e apego a coisas que não podem satisfazer o espírito.
4. O sofrimento pode findar se, no dia a dia, se seguir a senda das oito trilhas, que são:

1. Opiniões puras.
2. Aspirações puras.
3. Palavras puras.
4. Procedimentos puros.
5. Modo de viver puro.
6. Esforços puros.
7. Pensamentos puros.
8. Meditação ou contemplação puros.

A regra de ouro de Buda é que tudo o que somos é resultado do que pensamos, e nos orienta para o Caminho do Meio (o equilíbrio, a harmonia) através:

1. da reta crença.
2. da reta intenção.
3. do reto falar.
4. da reta ação.
5. do reto viver.
6. da reta aspiração.
7. do reto pensar.
8. da reta concentração.

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Nesse sermão em que anunciou o descobrimento da Verdade, conhecida como “Giro da Roda da Lei”, Lorde Maitreya, o Buda da Evolução na hierarquia cósmica, por amor ao seu antecessor, Lorde Gautama, hoje o Senhor do Mundo, decretou a celebração desse Festival em cada aniversário do Sermão, a fim de que ele fosse recitado e lembrado diante de todos os membros da Fraternidade Branca em seu Templo de Luz em Shambala, nas montanhas do Himalaia.

Esse ritual ocorre sempre na Lua Cheia do signo de Gêmeos, exatamente no plenilúnio, e não tem data fixa; em 2018, acontecerá no dia 29 de maio, exatamente às 11 horas e 20 minutos.

Na grande festa da Boa Vontade, os Mestres Ascensionados distribuem bênçãos especiais aos discípulos e a todos aqueles que, um dia, almejam ser. Conta-se que Lorde Maitreya faz o discurso na língua Pali original, e cada um dos presentes o escutam em sua língua natal.

A cada Festival, apesar de serem pronunciadas sempre as mesmas palavras, são renovados os ensinamentos da retidão, de acordo com cada época.

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RITUAL

1. Acenda uma vela dourada ou amarela e ofereça a Chama em gratidão a Lorde Gautama.

2. Coloque-se em uma posição confortável, coluna reta, e inspire e expire profundamente nove vezes.

3. Invoque o Mantra OM nove vezes.

4. Faça uma oração.

5. Repita três vezes cada frase:

— EU SOU A RETIDÃO DAS CRENÇAS
— EU SOU A RETIDÃO DAS INTENÇÕES
— EU SOU A RETIDÃO NO FALAR
— EU SOU A RETIDÃO NAS AÇÕES
— EU SOU A RETIDÃO NAS ASPIRAÇÕES
— EU SOU A RETIDÃO NO PENSAR
— EU SOU A RETIDÃO NA CONCENTRAÇÃO
— EU SOU A RETIDÃO EM MINHA VIDA
— PORQUE EU SOU O EU SOU .

6. Silencie a sua mente por alguns momentos.

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ORAÇÃO

Eu (dizer o seu nome completo), através da minha Presença Divina, neste Festival de Asala, recebo com gratidão, amor e Consciência Búdica as irradiações e ensinamentos da Sabedoria de Buda Gautama, o Iluminado e as bênçãos especiais de todos Mestres Ascensionados.

E, ao receber essas bênçãos especiais, possa eu discernir com retidão os caminhos a seguir, a fim de que eu possa cumprir a minha missão individual e coletiva no Planeta Terra sob a Luz da Paz, da Harmonia e da Perfeição.

Que a energia da Boa Vontade seja uma constante em meu dia a dia, em meu lar, em meu trabalho e junto à minha família, aos meus amigos e a quem por mim procurar.

Que possam todos meus irmãos, filhos da Mãe Terra, assim como fez Lorde Gautama, encontrar esclarecimentos para as suas buscas e anseios, a fim de que o grande despertar de cada um seja coroado na Iluminação, Sabedoria, Discernimento, Amor e Luz.

Paz na Terra aos homens de Boa Vontade!

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A GRANDE INVOCAÇÃO

DO PONTO DE LUZ NA MENTE DE DEUS
QUE FLUA LUZ ÀS MENTES DOS HOMENS
QUE A LUZ DESÇA À TERRA.

DO PONTO DE AMOR NO CORAÇÃO DE DEUS
QUE FLUA AMOR AOS CORAÇÕES DOS HOMENS
QUE CRISTO RETORNE À TERRA.

DO CENTRO, ONDE A VONTADE DE DEUS É CONHECIDA,
QUE O PROPÓSITO GUIE AS PEQUENAS VONTADES DOS HOMENS
O PROPÓSITO QUE OS MESTRES CONHECEM E SERVEM.

DO CENTRO A QUE CHAMAMOS A RAÇA DOS HOMENS,
QUE SE REALIZE O PLANO DE AMOR E DE LUZ
E FECHE A PORTA ONDE SE ENCONTRA O MAL.

QUE O AMOR, A LUZ E O PODER RESTABELEÇAM
O PLANO DIVINO SOBRE A TERRA
HOJE E POR TODA ETERNIDADE.

AMÉM.


Fonte: Fraternidade PAX Universal

Via: FESTIVAL DE ASALA | Blog da Ponte do Arco-íris |

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A IMPORTÂNCIA ESPIRITUAL DOS CABELOS, SEGUNDO OS POVOS ANTIGOS…

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Cabelo, antena cósmica do ser

Retirado do artigo publicado em Crónicas de la Tierra sin Mal, escrito por Paola Klug

 

O cabelo é a manifestação física de nossos pensamentos e uma extensão de nós mesmos.

O mesmo acontece com os pensamentos da Mãe Terra: podemos ver o crescimento constante de grama de cabelo; mesmo desde os tempos antigos, foram usados pelos povos indígenas para fins medicinais e rituais.

Eles usaram o cabelo da terra para fins cerimoniais de cura física e espiritual ou rituais considerados sagrados.

Nosso cabelo é a extensão natural de nossos pensamentos, nos dá sentido ao longo de nossas vidas; cada fio de nosso cabelo é nós mesmos, são pontos de forças, de conexão, tanto o nosso corpo e nosso espírito.

Os homens e mulheres de sabedoria têm longos cabelos; no entanto, em lugares onde a tirania foi apresentada, era obrigatório usar o cabelo curto e isso, juntamente com outros fatores, culminaram com a derrota física e espiritual dos povos.

O cabelo tem sua própria linguagem e personalidade,alguns significados de uso seguem a baixo:

–    A linha no meio representa a linha de pensamento.
–    A trança significa a unidade de pensamento com o coração.
–    O cabelo solto significa segurança.
–    O cabelo preso significa convicção.

Hoje as pessoas usam penteados sem saber o significado de suas ações. O estilo em que você usa o cabelo é importante, pondo de lado a vaidade ou praticidade, a maneira como se usa o cabelo tem um impacto direto sobre o nosso humor.

Se pensarmos nos povos indígenas veremos que a maneira como você usa seu cabelo penteado é importante porque, desta forma, é descrita e anunciada sua participação em vários eventos e emoções: o casamento ou a guerra, alegria ou tristeza, etc.

Através do cabelo os índios se apresentavam, usavam cocares para saber sobre a maturidade do povo, seu status na sociedade ou os tempos de paz e guerra.

Os penteados eram como as estações do ano; mudado em ocasiões públicas, privadas e cerimoniais.

O cabelo representava os pensamentos e o estado espiritual do indivíduo; mostrando as ligações e a unidade espiritual da sua família e definindo harmonia cultural e alinhamento espiritual de sua comunidade.

O cabelo representavam os estados da natureza, que flui em linha reta como cachoeiras ou estavam rolando como a água do rio.

As crianças indígenas eram ensinadas a lavar e enxaguar o cabelo.

O cuidado do cabelo delas era tão importante quanto a manutenção de sua saúde física e espiritual.

Elas também eram ensinados a criar rituais de penteados, utilizando madeira, ossos, penas e pedras como chapelaria.

O cabelo que caía ou que ficava acumulado no pente era recolhido e mantido em uma bolsa.

Ao chegar a lua cheia as mulheres se reuniam em uma cerimônia e ofereciam o registro de seus sentimentos e ideias acumuladas no cabelo caído aos espíritos do fogo, terra, água e ar para que fossem abençoados. Posteriormente as oferendas de cabelo eram colocadas no fogo sagrado e os pensamentos e emoções de cada uma delas se elevavam junto com suas orações através da fumaça e do vento até chegar à lua.

Para os povos indígenas o corte de cabelo não só representava o poder de cortar seu pensamento, mas em alguns casos uma desgraça.

Um guerreiro que sofresse um corte de cabelo em batalha não teria lugar dentro de seus antepassados, pois ele não tinha alma, nem memórias ou coração.

Ele automaticamente se torna um espírito cinzento preso entre mundos. Nos ensinamentos de muitas tribos indígenas o corte de cabelo representou um processo de luto ou proximidade com a morte.

O cabelo era um elemento místico em todos eles.

Não deixe ninguém tocar em seu cabelo sem a sua permissão.

Como podemos ver, o cabelo era de extrema importância para os povos indígenas, por muitas razões e apesar de hoje tais práticas têm quase desaparecido nunca é tarde demais para voltar a aprender e re-aprender tudo o que os nossos antepassados nos ensinaram.

Os ossos da testa são porosos e a sua função é a de transmitir luz para a glândula pineal, o que afeta a atividade cerebral, bem como da tireoide e hormônios sexuais, logo, cortar franja cobrindo a testa impede esse processo.

Quando Genghis Khan conquistou China, ele sabia que os chineses eram um povo inteligente e que não deixam se subjugar, portanto lançou a moda da franja e isso fez com que todas as mulheres no país passassem a vai usar franja como corte de cabelo, ele sabia que isso iria servir para torná-las tímidas e facilmente controláveis.

Tribos e sociedades inteiras foram conquistados com o corte de cabelo, e tornou-se tão frequentes que a importância do cabelo foi perdida após algumas gerações, e penteados de moda tornou-se o foco.

Quando o cabelo é deixada atingir a sua extensão máxima, então, fósforo, cálcio e vitamina D são produzidos, e entram no fluido linfático e finalmente, no fluido cerebrospinal, através de dois condutores na parte superior do cérebro.

Esta troca iônica torna a memória mais eficiente e leva a uma maior energia física, força e estoicismo.

Se você decidir cortar o cabelo, vai perder essa energia extra e nutrientes, fazendo com que seu corpo forneça uma grande quantidade de energia vital e nutrientes para os cabelos perdidos crescerem novamente.

Além disso, os cabelos são antenas que coletam e canalizar a energia do sol ou (prana) para os lobos frontais, a parte do cérebro usada para a meditação e visualização.

Estas antenas agem como condutores para uma maior quantidade de energia cósmica sutil.

Demora cerca de três anos desde a última vez que o cabelo foi cortado para formar novas antenas nas pontas do cabelo.

É muito benéfico para as mulheres a usar o cabelo à noite, em uma trança.

Trançar o cabelo durante a noite é uma das formas mais maravilhosas para cuidar da nossa energia antenas mais potentes.

Para a saúde dos nossos olhos, o ciclo menstrual e também para a manutenção da nossa juventude, é aconselhável usar um pente de madeira, pentear o cabelo para trás, para frente, para trás, e assim por diante.

Isto é para a circulação de área do couro cabeludo.

Homens com cabelos longos, é aconselhável recolher o cabelo em uma espécie de nó.

O cabelo de uma mulher deve ser recolhido exatamente no centro da cabeça, porque ele deve proteger os centros solares mais poderosos do que os homens.

Homens também devem pentear com um pente de madeira.

Pode parecer absurdo usar um pente de madeira, mas a madeira não acumular qualquer carga ou descarga de energia eletromagnética.

O cabelo nas pernas também têm um papel muito importante, pois eles regulam o sistema glandular e ajudar a estabilizar o nosso campo eletromagnético. Os pêlos das axilas também nos protege uma área muito sensível, como o sistema nervoso, simpático e parassimpático, que afeta o cérebro e seu nível de energia.

As sobrancelhas protegem os olhos do sol e suor. Pêlos faciais em homens protege de energia lunar excessiva.

• Cabelo Molhado

Quando você pegar o cabelo molhado deveria manuseá-lo com cuidado pois fica muito fácil ocorrer quebra, a melhor ideia é ocasionalmente ter o tempo para se sentar ao sol e permitir que seu cabelo limpo e úmido seja seco naturalmente e também absorva a vitamina D.

Yogis recomendam lavar o cabelo a cada 72 horas (ou mais frequentemente se couro cabeludo suar muito).

Também pode ser benéfico lavar o cabelo depois de estar chateado ou com raiva, para ajudar a processar emoções.

• Pente de madeira

Yogis também recomendam usar um pente de madeira ou uma escova para pentear o cabelo, pois oferece uma grande quantidade de circução e a estimulação para o couro cabeludo, e a madeira não gera eletricidade estática, o que provoca uma perda de energia do cabelo para o cérebro.

Você vai descobrir que se você pentear da frente para trás, de trás para frente, e depois várias vezes no sentido horário e anti-horário, vai renová-lo, não importa o comprimento de seu cabelo.

Toda a fadiga do dia terá ido.

O cabelo é uma extensão do sistema nervoso e que emite energia a partir do cérebro para o ambiente exterior.

É uma estrada para informação chegar ao cérebro, por isso, quando o cabelo é cortado, a recepção e o envio das transmissões de/e para o meio ambiente é dificultada.

Para as mulheres, diz-se que o uso desta técnica para pentear o cabelo duas vezes por dia pode ajudar a manter a juventude, um ciclo menstrual saudável e boa vista.

Se você é careca, falta de energia de cabelo pode ser combatida com mais meditação.

Se você está encontrando alguns fios de prata (cinza) no cabelo, tenha em conta que a prata ou branco aumenta o fluxo de energia e vitaminas para compensar o envelhecimento. Para a saúde do cérebro, à medida em que envelhece, tente manter o cabelo o mais saudável e natural possível.

Diz-se que quando você deixa seu cabelo crescer em todo o seu comprimento e o enrola no alto da cabeça, a energia do sol, prana, a energia vital, baixa na coluna vertebral.

Para contrariar esta tendência, a energia vital Kundalini sobe para criar equilíbrio.

“Seu cabelo não está aí por engano. Tem um propósito definido. “

 


Fonte: Crónicas de la Tierra sin Mal: Importancia del cabello
Tradução: Leona Brianna Sumitra

Via: Um novo olhar – Setas para o infinito: Cabelo, antena cósmica do ser

WESAK, O GRANDE FESTIVAL DO ORIENTE REALIZADO NA LUA CHEIA DE MAIO…

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FESTIVAL DE WESAK

Por: Anjo de Luz

O Festival de Wesak marca o nascimento, iluminação e morte de Gautama, o Buda  e é o grande Festival de Encontro Espiritual do Oriente com o Ocidente.

Na lua cheia de Touro é realizada a celebração máxima do Budismo, o Festival de Wesak, no vale dos Himalaias, na India, em homenagem a Lord Gautama.

A palavra WESAK origina-se no Sânscrito e quer dizer MAIO.

Na realidade (maio ou wesak) em sua Lua Cheia é comemorado com um festival mundial, onde pessoas de todas as partes do planeta celebram a Vitória de Gautama.

Em cada Lua Cheia do ano, ocorre grande derramamento de Luz e de energias de Bênçãos para a humanidade. Assim sendo, ocorrem 12 ou 13 plenilúnios, com força energética especial que tem correspondência direta com o signo do zodíaco atualmente na época, porém o WESAK (MAIO) é um momento muito especial de Encontro de Anjos, Arcanjos, Mestres Espirituais, Elohins, Seres Extraterrestres Benevolentes, enfim Consciências Já Despertas e Evoluídas, jorrando Bênçãos à humanidade.

O Wesak é um momento especial pois renova nossas forças no sentido de acelerar nossa própria Iluminação e o ápice desse momento é quando a Lua Cheia de Maio surge no céu trazendo energia adicional e luminosa a cada pessoa que de puro coração se propor a renascer em si mesmo como a ave FENIX.

Este sagrado Momentum favorece a avaliação de nossas imperfeições mergulhando nos registros do subconsciente para descobrir e transmutar padrões rígidos e escravizantes que ainda possuímos em Liberdade, Felicidade e Iluminação.

PODEMOS NOS SINTONIZAR COM ESSE ACONTECIMENTO ESPECIAL ATRAVÉS DE: Meditações e orações; individuais ou em grupos, ou ainda rituais apropriados: Dois dias antes e dois dias depois fazer alimentação natural e no dia, jejum ou somente frutas. No lar ou no local aonde irá se dedicar às preces, podem-se colocar flores, incensos, velas, cristais e músicas com sons da natureza ou ainda com mantras.

MEDITAÇÃO NA LUA CHEIA – POR QUE MEDITAÇÃO NA LUA CHEIA?

Porque há ciclos no fluxo e refluxo das energias espirituais, com os quais os grupos, tanto quanto os indivíduos, podem conscientemente cooperar. Um dos principais ciclos de energia coincide com as fases da Lua, alcançando seu pico, sua maré alta, durante a Lua Cheia. Este é o tempo, portanto, em que a canalização da energia, através da meditação grupal, pode ser eficaz de maneira ímpar. Hoje, centenas de grupos de serviços se reúnem mensalmente para meditar, de maneira regular, no mundo todo, por ocasião da Lua Cheia. A Lua mesma não tem nenhuma influência sobre o trabalho, mas a sua esfera, plenamente iluminada, é indicativa de um alinhamento livre e desimpedido entre nosso planeta e o Sol, o Centro Solar, a fonte de energia para toda a vida na Terra. Em tais ocasiões, estando a Lua “fora do caminho” e o contato entre o Centro Solar e o Planeta Terra alcançando seu ponto máximo, o homem pode fazer uma aproximação bem definida a Deus, o criador, o Centro da Vida e da Inteligência.

O ritmo plenilunar é usado para determinar as datas das meditações já que determina o tempo mensal em que o impacto das divinas energias de Luz, Amor e Poder é mais forte e pode ser registrado pelos grupos e irradiado dentro da consciência humana.

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MAIS SOBRE O FESTIVAL DE WESAK

Lua cheia de Buda (Touro)

O que deveria ser realizado em cada lua cheia de Touro?

1. A liberação de certas energias que podem afetar poderosamente a humanidade e que, se liberadas, estimularão o espírito de amor, de fraternidade e de boa vontade na Terra. Essas energias são tão definidas e reais como são as de que se ocupa a própria ciência que as chama de raios cósmicos.

2. A fusão de todos os homens de boa vontade no mundo em um todo integrado e com capacidade de resposta.

3. A invocação e a resposta de certos Grandes Seres, Cujo trabalho pode ser, e será possível, se o primeiro destes objetivos for atingido, graças à realização do segundo objetivo. Meditem nesta síntese dos três objetivos. Por que nome estas Forças Vivas são chamadas é inteiramente imaterial. Podem ser considerados como os vice-regentes de Deus, que podem e cooperarão com o Espírito de Vida e de Amor sobre o nosso planeta, aquele no qual vivemos, nos movemos e temos nosso ser. Certos pensadores podem considerá-los como os Arcanjos do Altíssimo, cujo trabalho tem sido possível pela atividade do Cristo e do Seu corpo de discípulos, a Igreja verdadeira e viva. Outros os considerarão como os Guias da Hierarquia planetária, que se encontram por detrás de nossa evolução planetária e que raramente tomam parte ativa exterior nas atividades do mundo, deixando isso para os Mestres de Sabedoria, salvo nos casos excepcionais como o atual. Qualquer que seja o nome pelo qual os chamemos, eles estão prontos para ajudar, se o apelo for feito com força e poder suficientes por parte dos aspirantes e discípulos no momento da lua cheia de Touro e da lua cheia de Gêmeos.

4. A evocação de uma atividade enérgica e concentrada do lado interno realizada pela Hierarquia de Mestres, essas  Mentes iluminadas à quais foi confiado o trabalho de direção do mundo. Deseja-se uma resposta e pode ser obtida entre os três grupos:

a. A expectante e (nesse momento) ansiosa Hierarquia – ansiosa porque nem mesmo Eles podem dizer como reagirá a humanidade, e se os homens serão suficientemente sensatos para aproveitar a oportunidade oferecida. Os Mestres  aguardam, organizados sob a direção do Cristo, o Mestre dos Mestres e Instrutor de anjos e homens. Ele foi instituído como o intermediário direto entre a Terra  e o Buda, Aquele que, por sua vez, é o intermediário consagrado entre a Hierarquia expectante e as forças atentas.

b. Novo Grupo de Servidores do Mundo, cujo objetivo é a paz do mundo, composto nesta época por todos os servidores sensíveis e consagrados da raça, que tem o propósito de estabelecer a  boa vontade na Terra, como a base para a futura vida e expansão mundiais. Originalmente, este grupo era formado por uns poucos discípulos aceitos e aspirantes consagrados. As suas fileiras foram abertas, ultimamente, a todos os  homens de boa vontade que trabalham ativamente por uma verdadeira compreensão, que estão prontos a se sacrificarem para ajudar a humanidade, que não veem  nenhuma linha de separação, mas têm, isso sim, o mesmo sentimento para com os homens de todas as raças, nacionalidades e credos.

c. As massas dos homens e mulheres que responderam às idéias que foram lançadas, e que reagiram  favoravelmente aos objetivos de compreensão internacional, interdependência  econômica e unidade religiosa.

À medida em que estes três grupos de pensadores e servidores se tenham contatado, quando os três grupos possam estar alinhados, ainda que momentaneamente, muito pode ser realizado; as portas da nova vida podem ser abertas para dar passagem ao influxo de novas forças espirituais. Tal é o objetivo e a idéia do Grupo.

Que importância tem para vocês, pessoalmente, esta lua cheia de Touro?

Parece-lhes ter suficiente importância para realmente significar tão grandes esforços a vocês?

Creem sinceramente que neste dia pode haver realmente uma liberação de energia espiritual suficientemente potente para mudar os assuntos do mundo, desde que os filhos dos homens desempenhem sua parte?

Acreditam realmente, e estão prontos na prática, a apoiar a crença de que nesse dia o Buda, em cooperação com Cristo e com a Hierarquia de Mestres Iluminados, mais a ajuda oferecida por alguns dos Tronos, Principados e Poderes da Luz, que são a correspondência superior dos poderes das trevas, estão prontos a executar os Planos de Deus, quando for dado o direito e a permissão dos homens?

A principal tarefa de vocês na atualidade, não é lutar contra os poderes do mal e as forças das trevas, mas despertar o interesse e mobilizar as Forças da Luz e os recursos dos homens de boa vontade e de inclinação correta no mundo atual. Não resistir ao mal, mas organizar e mobilizar o bem e assim fortalecer as mãos dos trabalhadores que estão do lado do direito e doar amor, para que o mal tenha menos oportunidades.

Se vocês tiverem fé no que lhes disse, – ainda que seja do tamanho de um grão de mostarda – se tiverem uma crença firme no trabalho do espírito de Deus e na divindade do homem, então esqueçam-se de si próprios e consagrem cada um de seus esforços, a partir do momento em que receberem esta comunicação, para a tarefa de cooperar no esforço organizado, a fim de mudar o curso dos assuntos mundiais, por meio de um acréscimo no espírito de amor e de boa vontade no mundo durante este mês.

ANTIGOS ENSINAMENTOS

Ensinamentos da Antiga Sabedoria consideram Wesak o momento mais significante do ano, quando um real evento celestial ocorre e se manifesta sobre a Terra. Considera-se que o Festival de Wesak seja um tempo em que o próprio Deus, transmitindo através de Buda e de Cristo, envia um benção para a Terra. Durante séculos tem sido celebrado na Índia e sempre ocorre na Lua Cheia de Buda. Durante esse tempo, a humanidade pode se alinhar completamente com forças espirituais que não estão à disposição em outras ocasiões do ano. A força dessa benção nos estimula espiritualmente e nos deixa mais preparados para servir completamente ao Plano Divino.

Próximo ao Nepal e rodeado pelas montanhas dos Himalaias, fica uma área de terra protegida. Um caminho, entre passagens estreitas, eventualmente se abre para um vale coberto de grama. Vários dias antes da Lua Cheia, buscadores espirituais entram no vale e aí montam tendas coloridas. Na parte norte do vale há uma grande rocha plana onde é colocada uma grande vasilha de cristal cheia de água. Logo antes da Lua Cheia, Cristo, os Senhores, os Mestres, os Arcanjos e os Iluminados que guiam o planeta Terra se reúnem ao redor dessa rocha para orar.

Poucos minutos antes do momento exato da Lua Cheia, pode se ver uma pequena luz no céu. À medida que ela se aproxima e cresce em claridade, a forma do Buda, com seu robe cor de açafrão e com as penas em posição cruzada, pode ser vista no céu.
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No momento exato da Lua Cheia, Buda, suspenso sobre a rocha, estende sua mão em uma benção em direção a Cristo, que, representando a Humanidade, a recebe para distribuição. Então é pronunciada a Grande Invocação, enviando uma forte corrente de gratidão, da Humanidade para o Próprio Deus. Enquanto Buda envia sua Benção de Iluminação e Cristo envia sua Benção de Amor, a estrutura atômica e molecular da água se altera, recebendo uma infusão de Sabedoria. Ela é então distribuída em pequenas porções e levada ao mundo para ser compartilhada.

O Festival de Wesak é um momento poderoso de intenso serviço espiritual, feito da Humanidade para Deus e de Deus para a Humanidade, através de Buda e de Cristo. Durante os 8 minutos dessa celebração, o universo inteiro faz uma ligação unindo a humanidade com a Fonte da nossa criação, a que chamamos Deus. Os efeitos espirituais permanecem até o próximo Festival de Wesak.

O festival de Wesak ou de Vaisakha é o festival do Buda. É marcado pelo nascimento, iluminação e morte de Buda. Este festival é celebrado anualmente na lua cheia de maio; é o grande festival do oriente. Buda é o intermediário espiritual entre o centro onde a vontade de Deus é conhecida e a hierarquia espiritual.

O momento pleno de Wesak acontece na entrada da Lua Cheia em Escorpião, e o Sol em Touro, porém o Festival é celebrado dois ou três dias antes e dois ou três dias após o plenilúnio. Segundo o Mestre Ascensionado Djwhal Khul afirmou nos livros de Alice Bailey:

“Wesak é o maior evento no nosso planeta e o que tem o maior efeito sobre a humanidade. Nenhum custo é tão alto para ser útil à Hierarquia Espiritual por ocasião da lua cheia do Wesak. Nenhum preço é tão caro para ganhar-se iluminação espiritual e que é possível particularmente nessa época”.

A cerimônia de Wesak é originalmente comemorada no Vale Wesak, no Himalaia, onde é honrado o nascimento, morte e iluminação de Sidartha Gautama. Atualmente simboliza a consciência de Buda e Cristo ligando o Oriente com o Ocidente na fé. Esotéricos dizem que no Wesak encontramos a chave para abrir a porta entre Shambala e a Hierarquia com energias para transformar escuridão em claridade, o irreal para o real, a morte para a imortalidade, o caos para a beleza.

O amor Divino e a Sabedoria, são as energias mais fortes para aqueles que estiverem abertos para receber. Através de Buda a Sabedoria de Deus, através de Cristo o Amor manifestado na humanidade. Um tempo para alinhar os nossos chacras e células do corpo físico. Os dias do festival podem ser usados para dar nosso amor, beleza e compaixão para a nossa família, nosso grupo e para o Mundo.

O festival de Wesak, é reconhecido por muitos como um dia de impacto espiritual supremo. Este festival não é uma celebração comemorativa mas um presente, um evento vivo, uma cerimônia sagrada que ocorre a cada ano entre Buda e o Cristo. A hierarquia espiritual une-se enquanto uma benção é derramada em nosso planeta.

Esta cerimonia marca um ponto elevado do ano espiritual e serve para vitalizar a aspiração de toda a humanidade, a evolução humana, os caminhos como uma fonte de luz e do amor, inspirando e estimulando todos os esforços que promovem a harmonia humana e planetária.

O esforço cooperativo da humanidade ao invocar as energias da luz e do amor, trabalhando junta na meditação e nas preces no festival de Wesak, a preservação de uma quietude interior, a atenção focalizada, engloba os participantes nessa força espiritual, possibilitando uma expansão da consciência mais intensa do que em qualquer outra época do ano.

OS MANTRAS DA ALMA E DA MÔNADA

O Mantra da Alma foi transmitido pelo Mestre Ascensionado Djwhal Khul para a Terra, através de Alice Bailey. É um dos mantras mais poderosos do planeta e deveria ser recitado todas as vezes em que se iniciar algum trabalho espiritual.

MANTRA DA ALMA

Eu sou a Alma,
Eu sou a Luz Divina,
Eu sou Amor,
Eu sou Vontade,
Eu sou o Desígnio Imutável.

MANTRA DA MÔNADA

Eu sou a Mônada,
Eu sou a Luz Divina,
Eu sou Amor,
Eu sou Vontade,
Eu sou o Desígnio Imutável.

Ao recitar esses mantras, estaremos ativando nosso Eu Superior e a poderosa Presença do Eu Sou (Mônada).

A GRANDE INVOCAÇÃO

Essa oração foi ofertada pelo Senhor Maitreya, o Cristo Planetário, entre 1945 e 1950. É uma das orações mais poderosas jamais entregues aos Trabalhadores da Luz e ao novo grupo dos Servidores do Mundo. Existem uma versão longa e uma versão mais curta. Essas orações foram extraídas do livro de Alice Bailey – The Externalization of the Hierarchy.

VERSAO BREVE

Do ponto de Luz na Mente de Deus
Que a Luz se irradie para a mente dos homens.
Que a Luz desça sobre a Terra.
Do ponto de Amor no Coração de Deus
Que o Amor se irradie para o coração dos homens.
Que o Cristo retorne à Terra
Do centro em que a Vontade de Deus é conhecida
Que o propósito oriente as pequenas vontades dos homens-
O propósito que os mestres conhecem e a que servem.
Do centro do que chamamos de raça dos homens
Que o Plano do Amor e da Luz se realize
E possa ele selar a porta onde o mal habita.
Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.

VERSÃO LONGA

 Que as Forças de Luz tragam a iluminação à humanidade,
Que o Espírito da Paz se faça presente em toda parte,
Que os homens de boa vontade de todos os lugares possam se unir num espírito de cooperação,
Que o perdão de todos os homens
Seja a linha mestra desta época,
Que o poder atenda aos esforços dos Grandes.
Assim seja, e ajude-nos a fazer a nossa parte.
Que os Senhores da Libertação fluam,
Que tragam auxílio aos filhos dos homens
Que o Cavaleiro do Lugar Oculto apareça,
E, ao chegar, salve.
Venha ó Poderoso,
Que as almas dos homens acordem para a Luz,
Que eles se unam na mesma intenção,
Que a ordem do Senhor possa se cumprir,
É chegado o fim do infortúnio!
Venha, ó Poderoso,
Agora chegou a hora de a Força Salvadora atuar.
Que ela possa se estender por toda a parte, ó Poderoso.
Que a Luz, o Amor, o Poder e a Morte
Possam cumprir o propósito daquele que há de vir.
A vontade de salvar está aqui,
O amor para continuar o trabalho está em todo lugar,
A ajuda ativa de todos aqueles que conhecem a verdade também está aqui,
Venha, ó Poderoso, e funda os três.
Construa uma grande muralha de proteção,
O domínio do mal tem de terminar.
Do ponto de Luz na Mente de Deus
Que a Luz se irradie para a mente dos homens.
Deixe que a luz desça sobre a terra.
Do ponto de Amor no Coração de Deus
Que o Amor se irradie para o coração dos homens.
Que o Cristo retorne à terra
Do centro em que a Vontade de Deus é conhecida
Que o propósito oriente a pequena vontade dos homens-
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.
Do centro do que chamamos de raça de homens
Que o Plano de Amor e de Luz se realize,
E possa ele selar a porta onde o mal habita.
Que a Luz, o Amor, e o Poder restabeleçam o Plano na terra.

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FAÇA SEU RITUAL

wesak8 (editado)

Em qualquer momento 12 horas antes e 12 horas após a LUA CHEIA você pode se sintonizar com todas as energias dos seres espirituais ao redor do mundo que participam do Festival Wesak.

Purifique-se com um banho de ervas, meditação ou um passeio na natureza.

Ouça músicas espirituais.

Faça um altar incluindo nele representações dos elementos fogo, terra, ar e água e também figuras ou imagens dos Mestres Ascensos, Buda, Cristo, Yogues ou Anjos.

Coloque flores no altar. Um quartzo rosa também é um bom elemento pois ele é um amplificador do Amor e Sabedoria, expandindo amor e beleza.

Coloque uma tigela de água em seu altar para que ela seja carregada com as vibrações de sua meditação, esta água servirá para usos futuros, aspergindo sobre pessoas e ambientes que precisam de purificação, ou mesmo ser jogada em um rio com a intenção de espalhar as energias do Wesak para todos os seres.

Faça orações, invocações de Luz, cante mantras.

Finalmente, faça a seguinte visualização, sozinho ou em grupo.

Visualize-se em um lindo vale, sinta o ar fresco da montanha e sinta seus pés pisando uma grama macia… Inspire profundamente procurando se relaxar, acalmando suas emoções e sua mente… Sinta a paz neste ambiente e dentro de você…

Procure então, com os olhos fechados, se interligar com todos os Trabalhadores da Luz e sinta a presença desses seres… participe então do chamado magnético que chega para todas Almas . Todos são chamados a reunirem-se no Amor e na Luz, criando então uma energia de paz que circunda todo o  Planeta como uma rede de luz.  Visualize a presença de seu Mestre, Arcanjos, e receba e transmita as poderosas energias espirituais que Eles enviam em benefício de toda a Humanidade .

Visualize essa energia em sua cabeça e no centro de seu coração.  Esse nivel de luz e amor chegam em sua Alma e em sua personalidade. Sinta-se banhado de Luz .

Conclua a visualização com um grande OM…

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Links visitados:
http://www.encontroespiritual.org/bmeditacao/bmeditacao_fasesdalua2014.html

Via Anjo de Luz | WESAK 2014


PARA A MELHOR LIGAÇÃO CORPO E MENTE: SO-HAM, O MANTRA UNIVERSAL…

so-ham meditation

SO-HAM

Por: 

So-Ham é um mantra utilizado desde a Índia antiga, hoje conhecido como o “Eu Sou”, cujo simbolismo é extremamente profundo.

Ele se manifesta através de nossa respiração. Quando inspiramos estamos em conexão com “So” que significa “Deus” e quando expiramos estamos em conexão com “Ham” que significa “Eu”. Repetimos este mantra todos os minutos de nossas vidas.

Com cada inspiração tomamos consciência de receber e de honrar o Eu. Com cada expiração tomamos consciência da ação de dar e de deixar ir.

A voz divina da natureza entoa ininterruptamente o som místico So-Ham. Este som sagrado é uma forma desdobrada de Om (o som primordial). O So-Ham é um aspecto sonoro da divindade e todo o universo ecoa sobre a vibração de So-Ham.

Aum So-Ham é um mantra que estava presente no inicio da criação e que irradia sua sagrada sinfonia a todos aqueles que se sintonizam com seu teor vibratório.

Apesar de So-Ham ser um desdobramento de Om, So-Ham também é Om. Om e So-Ham são apenas um mantra, que não é nem um nem outro, mas uma essência cósmica, ou como dizem alguns uma idéia-força.

Todo mantra tem a sua contraparte sutil, ligado a frequências mais elevadas do cósmico, que são portais para estados de consciência e planos de manifestação. Assim como todo mantra, So-Ham pode ser usado para elevar nossa energia e abrir nossa mente a diferentes realidades perceptivas.

So-ham significa literalmente – Eu Sou, eu sou existência, eu sou essência, ou seja, So-ham é a essência de cada pessoa, cada pessoa é So-ham, recordar da essência é descobrir So-ham.

Segundo as sagradas tradições filosóficas e religiosas da Índia, existem diversos importantes mantras. No entanto, So-ham é considerado por muitos sábios (rishis), yogues, grandes mestres (mahagurus) e vaidyas (médicos ayurvédicos) como sendo o verdadeiro, o melhor e o mais elevado de todos os mantras.

Tal mantra sânscrito relaciona-se com o som interior do próprio corpo humano, ou, mais precisamente, com a própria respiração. Por causa disso, e pelo seu profundo significado, é considerado o mantra supremo e universal.

Soham é o considerado o mantra da respiração.

Mantra Natural: É dito que o  mantra So-ham é um mantra natural, porque já faz parte da nossa natureza.

“Sooooo”  é o som presente na inalação, e é percebido pela mente enquanto inalamos.

“Hummmm” é o som da expiração e é lembrado pela mente junto à exalação.

Mantra Universal: O mantra So-ham é considerado um mantra universal devido ao fato da sua vibração fazer parte da respiração, princípio básico de todos.

Outros nomes ou designações: O mantra é também designado como Hamsa, Hansa, Sohum, So Ham, ou so Hum.

Eu sou isso: Enquanto a tradução em Inglês pode não ser tão importante quanto a qualidade da vibração do som, traduz-se Soham como “eu sou isso”. Quando lembrado várias vezes, ele declara: “eu sou isso que sou”. Repetindo o mantra Soham algumas vezes durante o dia pode ser uma prática muito útil.

A melhor ligação entre o corpo e a mente

A respiração é uma ponte entre o corpo e a mente. Ao tentar meditar é muito comum ter a tensão nos músculos e pensamentos ruidosos na mente. O sistema nervoso é o árbitro entre o corpo tenso e a mente barulhenta. Uma das melhores maneiras de regular o sistema nervoso e, por sua vez, o corpo e a mente, é através da respiração.

Tal fato é conhecido pelos Yogues há milhares de anos, e, recentemente, também passou a ser amplamente difundido pela comunidade médica moderna e psicológica.

Japa e Ajapa japa

A recitação de um mantra é chamado de japa. À medida em que a lembrança vem automaticamente, isso é chamado ajapa japa, o que significa que a repetição acontece sem esforço.

Swarodaya: Em sânscrito, a ciência da respiração é chamada de swarodaya. O significado de “swara” é uma onda de som, ao passo que swarodaya significa oceano.

Assim, a ciência da respiração é a ciência das ondas do som no oceano da consciência. Aquele som, “so-ham”, “so-ham”, nunca se repete, declarando: Eu sou isso, eu sou isso, eu sou isso, como as ondas sempre fluem no oceano da felicidade.

A palavra carrega de volta para o som

O som cria uma forma de onda, a forma de onda cria uma palavra, e a palavra tem um significado externo.

Ao começar com o sentido externo do mantra So-ham, a respiração “so-ham” volta através da forma de onda na qual ela veio.

Use o som, não a palavra

Para a meditação, pode-se começar usando a palavra e com sua tradução literal: “eu sou isso”.

Alguém poderia pensar que  “so-ham” pode ser ouvido através da passagem do ar nas narinas. No entanto, a experiência profunda, mais verdadeira para o estudante de meditação, é buscar o nível mais sutil do mantra So-ham, e ir para o som em si, permitindo que ele se torne o guia, levando mais atenção para dentro.

As palavras certamente têm o seu lugar em relação ao mundo externo, mas a vibração do som em si é uma forma mais sutil, que nos guia poderosamente para dentro.

A atenção é necessária: há uma habilidade que é de extrema importância para a meditação: treinar a atenção.

Isso significa desenvolver um relacionamento estável e ininterrupto com o “so-ham” da respiração, independentemente das outras atividades da mente.

Não se trata de reprimir os pensamentos, mas é como ouvir atentamente o sussurro de um querido amigo em uma sala lotada. É sua convicção de atenção que faz a voz clara, e não a eliminação das outras pessoas.

Da mesma forma, os pensamentos da mente podem se fazer presentes na sua vida, enquanto você ouve apaixonadamente o “so-ham”, no fluxo e refluxo da respiração, através dos corpos (denso e sutil), e da mente.

Ao treinar a respiração com mantra Soham, atentando para cima e para baixo do canal central de Sushumna, os chakras,  entram em alinhamento e equilíbrio.

Isto traz a mente a um estado agradável e pacífico, que é a preparação para o avanço nas profundezas da meditação. O mantra Soham é um método simples e direto que pode ser feito por praticamente todas as pessoas.

A energia espiritual latente da kundalini é desperta por meio da agitação do fogo da kundalini-shakti. A respiração é um meio de despertar o fogo.

Emitir a vibração “so-ham” continuamente é como soprar suavemente uma brasa. Aos poucos, e com certeza, o brilho se transforma em fogo, cada vez maior e mais brilhante.

Encontrar o som do silêncio

Todos esses sons, um após o outro, levam-nos para dentro, guiando-nos até onde o  silêncio emerge. O processo vem em etapas.

Na primeira, o mantra tem uma vibração bruta e significativa. Em seguida, há o sentimento associado, que é em si uma versão sutil do mantra. Então, há uma presença constante ou a consciência do mantra.

Finalmente, há o som sem som, a essência do mantra. Se alguém quiser saber o significado do som silencioso do mantra So-ham, só há uma maneira de fazê-lo: seguir o som para dentro, para até aquele lugar.

No interior, o significado é revelado na experiência direta.

Fonte:http://www.musicaindianabrasil.com/2011/01/o-mantra-da-respiracao-so-ham.html
https://hugolapa.wordpress.com/2009/07/17/o-mantra-so-ham/
http://www.vyaestelar.com.br/post/8157/soham-pranayama-o-supremo-mantra-da-respiracao

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Via: MUITO ALÉM DAS PALAVRAS E SENTIDOS: SO-HAM

 


Você pode praticar o mantra SoHam com a a técnica Trataka apresentada no vídeo abaixo:

Prática de Trataka com o mantra SoHam: Meditação de Yoga e Tantra

 

Trataka (1) é olhar fixamente, e é uma técnica de meditação tradicional de Yoga e Tantra.

SoHum (ou SoHam) é um Mantra Universal, já que está relacionado com a respiração e todas as pessoas respiram.

SoHum é uma palavra sânscrita que significa Eu Sou Isso, ou Eu Sou O Que Eu Sou.

Inspire ao som de So e expire ao som de Hum. Permita que os sons se repitam silenciosamente em sua mente, sem dizê-los em voz alta.

Há um total de 40 SoHum e repetições de respiração. A tempo de uma repetição é de 9 segundos por respiração, o que faz 6 2/3 respirações por minuto. Este ritmo é ideal para relaxamento e também para preparação para meditação profunda.

Respire como o diafragma, enquanto olha fixamente para o centro, silenciosamente lembrando So, na  inspiração e Hum. na expiração.


(1) Nota: Trataka é um termo sânscrito (em devanagari त्राटक), que significa fixar o olhar. é um exercício utilizado no yoga para limpar e tonificar os músculos dos nervos ópticos, assim como descansar à vista. Desenvolve a força de vontade e a intuição e favorece a meditação. Basicamente, os diferentes tipos de tratakas consistem em fixar o olhar em um ponto ou fazer certos movimentos de rotação, alongando músculos e nervos ópticos. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Trataka


 


Origem: Trataka gazing with Soham mantra: Yoga and Tantra meditation – YouTube
Publicado por yogabindu em 3 de dezembro de 2008
Tradução e Divulgação: Cida Pereira AFINIDADES ESPIRITUAIS


MUDRAS FÁCEIS E PRÁTICOS PARA VOCÊ UTILIZAR NO SEU DIA A DIA…

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5 mudras poderosos para utilizar no seu dia-a-dia

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Por: Ricardo Cardoso

 .

Sabe o que são Mudras?

Os mudras, resumidamente, são gestos de posição das mãos que podem aumentar nossa capacidade de captar energia durante a meditação.

Ajudam a entrar em estado de consciência e a equilibrar alguns centros energéticos.

A utilização de mudras é bem antiga, muito poderosa e utilizada por muitos sacerdotes.

Existem muitos tipos de mudras mas neste artigo vou mostrar os mudras mais eficazes:

“Meditação traz sabedoria; a falta de meditação deixa-o na ignorância. Saiba bem o que o conduz para a frente e o que o prende atrás, e escolha o caminho que o guie à sabedoria.”

Buda Mestre Ascencionado

Assim, o passo a passo para meditar consiste em:

1. Mudra Caracol

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Prática: A mão direita abraça o polegar da mão esquerda estendida tocando o dedo anelar da mão esquerda.

Benefício: Auxilia a resolver problemas de garganta, resfriados e inflamações.

2. Mudra do céu

Prática: Dobre os dedos médios pressionando para baixo os polegares deixando o restante dos dedos estendidos.

Benefício: Utilizado para superar ou melhorar relacionamentos e também ajuda a resolver problemas de ouvido.

  • Ele ajuda a aliviar dores e problemas no ouvido.
  • É o mudra da sabedoria e ajuda a ter claridade mental.

3. Mudra Mahasirs

Prática: Junte os dedos polegares, indicadores e médios.

Benefício: Mahasirs mudra é indicado contra dores de cabeça, porque ele elimina o estresse, favorecendo a circulação do sangue por isso.

  • É muito útil para a enxaqueca.
  • Alivia a fadiga ocular. Ela reduz a congestão de mucosas.
  • Alivia a dor nas costas.
  • Equilibra a energia.

4. Mudra Anjali

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Prática: Junte as mãos uma contra a outra em frente o peito.

Benefício: Reduz estresse e ansiedade e utilizado para adoração.

Conhecido como mudra da prece/oração, representa o “salve a totalidade”. Transmite sentimentos positivos, cordialidade e boas intenções. Na Índia, este mudra é geralmente acompanhado pela palavra Namastê.

BENEFÍCIOS

  • Acalma a mente.
  • Alivia o estresse e a ansiedade.
  • Melhora a flexibilidade dos pulsos.
  • Diz-se que abre o coração.

4. Mudra da Sabedoria | JNANA MUDRA

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Prática: Junte a ponta do polegar com a ponta do dedo indicador formando um círculo, estique os outros dedos.

Benefício: Este mudra ajuda a conectar-se com a sabedoria do Universo.

Quando o Jnana Mudra é praticado no coração, é algo maravilhoso. A mão está novamente no nível do coração, o dedo indicador e o polegar estão tocando, embora agora sejam direcionados para dentro e para cima. Assim, simplesmente simbolizam a sabedoria de Deus.

5. Mudra Ushas

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Prática:

  1. Feche os dedos para que o polegar direito esteja acima da esquerda.
  2. O polegar direito deve empurrar o polegar esquerdo suavemente
  3. As mulheres devem ajustar a posição sempre tão ligeiramente para que o polegar direito esteja entre o polegar esquerdo e o dedo indicador.
  4. Mantenha esta posição por 15 minutos.

Benefício:

O Ushas mudra é usado para ativar energia no segundo chakra.
O segundo chakra, o chakra sacral, é o centro da criatividade e da sexualidade. Há energia no chakra que é vital para o prazer, o estado de alerta mental e para produzir essa atitude de “levantar-se e ir”.


Aconselho a todos a ver o artigo Como meditar corretamente.

Ricardo Cardoso


Via: 5 mudras poderosos para utilizar no seu dia-a-dia – Ascencionados

CONHECENDO A HISTÓRIA E A SIMBOLOGIA DE SHIVA, O DEUS DA RENOVAÇÃO…

Shiva-Blessing

SHIVA – O DESTRUIDOR

Shiva

 

Há muitíssimo tempo, havia três grandes deuses, filhos do Grande Deus Desconhecido, assim chamado porque – segundo narram os sábios – nenhum homem podia Dele se aproximar, a menos que tivesse o coração puro e limpo e merecesse, por suas virtudes, a graça de Sua visão.

Estas três divindades eram, como seu próprio Pai, imaculadas. Brahma, o primogênito, teve por tarefa a criação de todo o universo; o segundo, Vishnu, dedicou-se á conservação e cuidado da obra de seu irmão; enquanto que o mais difícil de todos os trabalhos, coube a Shiva.

– Eu modelo os mundos disse Brahma – para que todas as almas manifestadas tenham a oportunidade de cumprir seu ciclo e retornar à Consciência de nosso Pai Celeste. E por esta razão que crio estrelas e gotas de orvalho, e algum dia, todos seremos novamente UNO. Tempo e Espaço poderão então descansar, pois ninguém necessitará deles.

– Eu cuido da tua obra – falou Vishnu – e velarei por ela dia após dia, minuto após minuto, para que se mantenha tal qual tu a criaste. Não terei sossego enquanto existir uma só criatura que deva transitar pela “casa das formas” em busca da essência de nosso Divino Pai.

– E tu Shiva? – interrogaram ao terceiro.

– Meu papel é muito difícil, queridos irmãos. Os homens que me contemplam, mas que permanecem aferrados à matéria, verão em mim seu destruidor, porque certamente serei eu quem levará suas almas de regresso ao reino de nosso Senhor. Os sábios, em troca, amar-me-ão buscando-me; e eu, prazeiroso, procurá-los-ei para orientá-los no caminho de retorno àquele mundo do qual jamais voltarão; mundo esse que só podem habitar os homens que alcançaram o supremo estado de perfeição espiritual.

– Sim – disse Vishnu – teu trabalho é árduo, e poucos poderão entendê-lo. Deverás ensinar aos homens que todo este universo criado por Brahma, e custodiado por mim, é pálido reflexo do outro, o real, que mora no coração de nosso Pai. Deverás fazer com que entendam que, ficar apegado a estas formas plasmadas por nós, é pueril. O sábio vê o intimo das coisas, e se une á Essência Suprema da qual tudo isto provém.

Assim foi sempre, e o é ainda agora. Enquanto Brahma cria o cosmos, Vishnu o protege, e Shiva ensina ao coração de todas as coisas, o meio pelo qual atingir a divina meta. Shiva, deus da Misericórdia e do Amor, com infinita ternura, alerta os homens para não se extraviarem na busca daquela Essência Suprema.

– Se souberdes abandonar todos os bens terrenos – diz a seus discípulos -, podereis achar o caminho da Imortalidade, nunca antes. Deveis matar todo apego físico e mental às coisas transitórias, a fim de que vos ilumine a glória dos bens eternos.

E como bom mestre de almas, ele próprio pratica uma austeridade tão rígida, que se tornou conhecido como o maior dos ascetas religiosos. Nada possui na casa-criação de seu irmão Brahma; nela, nada lhe pertence, a não ser as almas que ele, ansiosamente, busca elevar para uni-las a seu Divino Pai. Ainda que príncipe, veste uma humilde túnica de anacoreta, anda descalço, não participa de festa alguma neste mundo, e tudo quanto faz é concentrar sua mente e seu coração naquela amadissima Essência. Na mais alta montanha da índia, lá nos Himalaias, costuma-se vê-lo junto aos monges penitentes que vivem nas neves orando ao Deus Supremo. Eles também adoram Shiva, que reconhecem como seu mestre; e dizem que ele mora no monte Kailasa, perto do lago Mansarovara. Nesse louvado cume onde só chega o vento gelado, ele fica submerso em profunda meditação, tentando colocar toda sua vontade e seu amor na tarefa de despertar almas.

O Kailasa é um monte estranho: quando Shiva está meditando, afirmam que o próprio céu estremece de regozijo, agita-se a neve de suas encostas e as altas montanhas inclinam-se reverentes para, ansiosamente perguntar-lhe:

– Ó misericordioso Shiva! Quando estaremos libertas de nossos corpos de matéria, a fim de nos unirmos outra vez Àquele, nosso Senhor?

Os sábios contam que numa ocasião, quando Shiva estava absorto em profundas meditações, pareceu-lhe por um instante que todos haviam abandonado suas formas materiais; não existiam já nem pássaros, nem estrelas, nem homens, pois tinham-se convertido nesse Grande Desconhecido. Ao ver a criação reintegrada a seu primeiro lar, sentiu-se tão feliz que, no meio do vazio infinito, começou a dançar. Essa maravilhosa dança de Shiva é evocada ainda hoje, em toda a Índia; assim, uma vez por ano os monges a representam, querendo significar com isto que chegará o dia em que o universo inteiro tornar-se-á uma Única Realidade.

Shiva nada pede a seus devotos; uma vareta de incenso, uma flor ou uma simples oração é suficiente para louvá-lo. Todavia, para ele também são louvores as lágrimas de todos os que sofrem as misérias da vida terrestre.

Existe uma árvore que particularmente aprecia, e sob sua generosa sombra costuma abstrair-se em longas meditações. Na Índia chamam-na bael, e os devotos do Misericordioso depositam aos pés de suas estátuas, flores, folhas e pequenas lascas dessa madeira.

Diz a tradição que um dia, quando Shiva orava ao Deus Supremo, foi atacado por uma quadrilha de ladrões que, o desconhecendo e acreditando que fosse um rei, não por suas roupas, mas por seu porte, golpearam-no com bastões de bael para roubar-lhe o dinheiro que, imaginavam, possuía. Shiva não interpretou este ato como uma agressão; ao contrário, pensou que se tratava de devotos que lhe ofertavam pedaços daquela madeira, de um modo muito particular; entretanto, o único que pareciam conhecer. Nem por um instante cogitou em castigá-los, e sim agradeceu-lhes a dádiva de seu amado lenho. Os ladrões fugiram espavoridos, pois não compreendiam como alguém podia sorrir e agradecer cada golpe que recebia.

Numa outra oportunidade, descendo de seu monte Kailasa, pôs-se a contemplar todas as criaturas. Assim, viu nas selvas dos Himalaias um poderoso leão, respeitado por sua ferocidade e admirado por seu porte, que perambulava pelos intrincados caminhos; observou o tigre, as gazelas, o cordeiro, os pássaros, descobrindo com profunda alegria os cuidados e esmeros que havia tido seu irmão Brahma quando lhes deu suas formas adequadas. Por uma ou outra razão, todos eles eram queridos, procurados e elogiados. Mas, ai! quanto sofreu ao ver as serpentes, fugindo sempre das águias, dos homens de todo mundo!

– Ó Senhor da Piedade! – queixou-se tristemente Takshaka, o rei das serpentes – Ninguém nos quer; absolutamente ninguém! Homens e animais procuram sempre nos matar! Não há em todo o reino deste mundo, criatura mais desditosa que o réptil…

E o senhor Shiva, com infinito amor, alçou várias delas e lhes disse:

– Como ninguém vos ama, dar-vos-ei meu coração e proteger-vos-ei com todo zelo. E assim o fez. Para que ninguém as atacasse, acolheu-as junto de si. Timidamente, algumas se enroscaram em seus braços, outras em seu pescoço e cabeça. Desde aqueles remotos tempos, pintores e escultores vêm fazendo quadros e estátuas do deus Shiva e suas serpentes… Muitos procuram um estranho simbolismo neste fato, cujo verdadeiro significado é o infinito amor que Shiva prodigaliza aos desamparados. Entre estes, também está o homem. O Senhor da Misericórdia, dá abrigo àqueles que o mundo rejeita, pois sabe que o Deus Desconhecido depositou sua essência em todas as criaturas, ainda que estas sejam – na aparência – decrépitas ou mentalmente aleijadas. Eis porque ele também ama os maus. Logo serão perfeitos – diz suspirando – Chegarão a descobrir-se e ser realmente o que são, isto é, filhos de nosso Pai Celeste.

Desta forma, Shiva vai de era em era, de cultura em cultura, ensinando às almas o caminho do retorno à Morada Eterna.

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Fonte: Portal Indu

Via: SHIVA – O DESTRUIDOR | O Mundo de Gaya

 


Ouça também, através deste vídeo, um dos mantras dedicados a Shiva, para que sintonizando-se com ele, você possa atrair a harmonia e a paz interior…

Shiva, Shiva, Shiva Shamboo. “Mantra Alcançar a Paz Interior.”

Shiva (Deus Hindu) é considerado o criador do yoga e da dança indiana. Defende os desprotegidos e conduz os ignorantes á luz.

Shiva possue um tridente que se chama Trishula, é a arma que destrói a ignorância dos homens. Neste tridente, suas pontas representam a qualidade da matéria: Tamas – a inércia, Rajas – o movimento e Sattva – o equilíbrio. A cobra naja representa a imortalidade e a energia do fogo. No alto da cabeça de Shiva tem um jorro de água que alude o rio Ganges, que era um rio muito violento, o qual deixava que primeiro caísse sobre sua cabeça para então correr sobre terra, assim ajudava os homens com sua misericórdia.

Shiva significa “o benevolente” “o favorável”, está ligado ao culto solar. Shiva é conhecido por muitos nomes: de Shamboo – fonte de todas as delícias; e Shankara – que concede a alegria e a serenidade. Ainda como Mahashvara – o “Grande Senhor”; Pashupati – o “Senhor dos Animais”; Mahadeva – “Grande Deus”; Tryambakam – o de Três Olhos; Bhagavat – o Senhor.

Shiva é o primeiro avatar (manifestação da lei divina ou do caminho da iluminação) que veio à Terra e é apontado como o criador do Yoga.

O mantra de Shiva, ou Shiva Mantra, é utilizado nas práticas de Yoga e proporciona consciência, saúde longevidade e alegria com a elevação da energia kundalinî.

SHAMBA SHIVO JAYA MANTRA

Shamba Shiva Jaya Shambha Shivo Jaya Shamba Shivo Jaya Shamba Shivo Om Mata Om Mata Om Sri Mata Shambha Shivo Om Sri Mata Shambha Shivo

Tradução: (Viva o Senhor Supremo, aquele que é auspicioso que traz felicidade, alegria e paz interior , que habita nos corações de todos.)

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Shiva, Shiva, Shiva Shamboo. “Mantra Alcançar a Paz Interior.”

Publicado por Papo Reto Paula Donegá em 8 de fevereiro de 2017.

Via: Shiva, Shiva, Shiva Shamboo.” Mantra Alcançar a Paz Interior.” – YouTube


PERCEBENDO OS PROBLEMAS COMO DESAFIOS INESPERADOS…

goldfish jumping out of the water

RECEITA PARA SUPERAR QUALQUER PROBLEMA NA VIDA

SUPERAR (editado)

Por: Giridhari Das

 

A vida não é fácil. Todo dia temos que encarar ditos problemas. Veja como o Caminho 3T lhe confere todas as ferramentas e saberes que você precisa para reduzir, ou até mesmo superar, os problemas da vida.

Esse poder vem do fato de que você estará lidando com os altos e baixos da vida de dentro para fora. Você tem pouquíssimo poder para mudar os fatos externos da vida, mas você pode desenvolver completo poder para mudar seu interior – como você lida com a vida. Assumir o controle da sua vida de dentro para fora é o cerne e o segredo de todo o caminho do yoga e a chave para superar ou pelo menos suavizar o seu sofrimento.

Qual É o Problema?

Na verdade, não há problemas. Pense sobre isto: o que você chama de problema é quando acontece algo que você não esperava ou não desejava. Onde estavam essa expectativa e esse desejo? No futuro. Isso foi realista? Aparentemente, não. Isso foi fantasia. Isto está no âmago do Caminho 3T: mudar do paradigma de fantasia para o paradigma de realidade. Viver a vida como ela é, aqui e agora.

E o que você tem aqui e agora são desafios: dos menores, como sair da cama, tomar banho e meditar um pouco; aos maiores, como lidar com um cliente difícil ou combater uma gripe; aos épicos, como lidar com uma grande perda ou com a morte de um ente querido. Contudo, isto é a vida: uma série de desafios, desde o começo. Você teve o desafio de lidar com o seu próprio parto, aprender a engatinhar, depender de sono e conforto materno. E isso nunca parou: primeiro dia de aula, dividir os brinquedos, esportes, escola, puberdade, vida social… desafios sem fim. A vida é assim.

O que você chama de problema é simplesmente outro desafio – a vida acontecendo, como sempre aconteceu. Não existem problemas, apenas a realidade. E se isso é diferente do que você esperava ou queria, você pode ver o quanto estava errado em ter expectativas e apegos indevidos, vivendo no futuro em vez de viver no presente. O que você chama de problema tem, no mínimo, o benefício de trazer você de volta para o aqui e agora e fazer você se centrar em sua ação e em ser você mesmo, exercitando sua sabedoria e sua devoção.

Aceite, Seja Grato, Confie e Entregue

Você pode se preparar para lidar com qualquer desafio valendo-se de um processo de quatro passos: 1) aceite, 2) seja grato, 3) confie, e 4) entregue: faça disso uma oferenda.

Primeiro vem o passo mais difícil: aceitar o desafio. Aceite completamente. Você não fará nenhum progresso até fazer isso.

A pior coisa que você pode fazer é se lamentar. Somente vítimas se lamentam. Não tenha pena de si mesmo; não se queixe. Não pragueje que o mundo é injusto, que Deus abandonou você ou como alguém é ruim. Não perca seu tempo precioso com isso. Nada de bom virá disso. Mesmo se você estiver lidando com um desafio de proporções épicas, lamentar e afogar-se em tristeza e depressão não ajudará em nada.

Uma vez que você supere a lamentação e tenha aceitado o desafio, virá a gratidão. Lembre-se de que a gratidão é um instrumento poderoso: use-a para lidar com os desafios da vida. Seja grato. Isso pode parecer estranho a princípio, mas é efetivo e empoderador. Seja grato pela chance de aprender e crescer. Seja grato pelo fato de algo pior não ter acontecido. Seja grato por estar vivo e se mantenha em boa consciência para lidar com quaisquer desafios que se apresentem a você. Acima de tudo, seja grato pelo próprio desafio. Se você estudar a vida das pessoas, verá que são os maiores desafios que as levam à grandeza e ao sucesso. Enfrentando esses desafios, você entra em uma zona de autodescoberta e autodomínio que, de outro modo, seria inalcançável.

Em um estado de aceitação e gratidão, você consegue depositar sua confiança em Deus. Se você ainda não trabalhou sua devoção, você pode investir sua confiança no universo ou na “providência”. Confie que o que está acontecendo a você é exatamente o que você precisa, o que é, em última instância, o melhor para você evoluir. E confie na realidade; ela quer o seu bem. Existe um propósito em tudo, e nada acontece por acaso. Existe uma força de bondade pura controlando o seu destino. Confie que essa força está atuante em apresentar desafios para você.

Agora é ação. Ação em dharma. Qual é seu dever? Qual é a melhor de você? Dentro de quem você é, onde está e o que tem, qual sua melhor resposta? Foco sempre no dharma. Não se trata do que é mais fácil, mais divertido ou que impressionará os outros. Trata-se de quem você é e como você pode se valer de cada desafio para ser a melhor pessoa possível, o mais sincero consigo mesmo.

Por fim, faça de sua resposta uma oferenda. Não deseje algum resultado futuro. Não crie apegos indevidos. Deixe fluir. Faça o seu melhor, aqui e agora, deste ponto em diante. Você não está nisso pelos resultados. O foco primário é o ato em si. Apenas faça o seu melhor com o que a vida lhe deu, dando um passo de cada vez. Entrega, ofereça. A resposta é um presente que você está dando ao mundo. Se você já ativou sua devoção, é uma oferenda a Deus.

Agora você está pronto para lidar com qualquer coisa que cruze seu caminho: aceite, agradeça, faça a ação com foco no dharma, e entregue o resultado.

No livro “O Caminho 3T” (www.3T.org.br) encontrará uma seção inteira sobre este tema de como superar os desafios da vida.

Veja aqui meu vídeo sobre este tema.


Via: RECEITA PARA SUPERAR QUALQUER PROBLEMA NA VIDA – Giridhari Das

UM IMPORTANTE TEXTO TIBETANO SOBRE A TRANSFORMAÇÃO DA MENTE…

Chenrezig Bodhisattva

Ensinamentos: Oito Versos que Transformam a Mente

Sua Santidade o Dalai Lama

Por: Sua Santidade O Dalai Lama

Vou agora ler e explicar brevemente um dos mais importantes textos sobre a transformação da mente, Lojong Tsigyema (Oito Versos que Transformam a Mente). Este texto foi composto por Geshe Langri Tangba, um bodisatva bastante incomum. Eu próprio o leio todos os dias, tendo recebido a transmissão do comentário de Kyabje Trijang Rinpoche.

1. Com a determinação de alcançar
O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,
Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,
Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.

Aqui, estamos pedindo: “Possa eu ser capaz de enxergar os seres como uma jóia preciosa, já que são o objeto por conta do qual poderei alcançar a onisciência; portanto, possa eu ser capaz de prezá-los e estimá-los.”

2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender
A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,
E, com todo respeito, considerá-las supremas,
Do fundo do meu coração.

“Com todo respeito considerá-las supremas” significa não as ver como um objeto de pena, o qual olhamos de cima, mas, sim, as ver como um objeto elevado. Tomemos, por exemplo, os insetos: eles são inferiores a nós porque desconhecem as coisas certas a serem adotadas ou descartadas, ao passo que nós conhecemos essas coisas, já que percebemos a natureza destrutiva das emoções negativas. Embora seja essa a situação, podemos também enxergar os fatos de um outro ponto de vista. Apesar de termos consciência da natureza destrutiva das emoções negativas, deixamo-nos ficar sob a influência delas e, nesse sentido, somos inferiores aos insetos.

3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente
E, sempre que surgir uma emoção negativa,
Pondo em risco a mim mesmo e aos outros,
Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.

Quando nos propomos uma prática desse tipo, a única coisa que constitui obstáculo são as negatividades presentes no nosso fluxo mental; já espíritos e outros que tais não representam obstáculo algum. Assim, não devemos ter uma atitude de preguiça e passividade diante do inimigo interno; antes, devemos ser alertas e ativos, contrapondo-nos às negatividades de imediato.

4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa
E aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,
Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,
Muito difícil de achar.

Essas linhas enfatizam a transformação dos nossos pensamentos em relação aos seres sencientes que carregam fortes negatividades. De modo geral, é mais difícil termos compaixão por pessoas afligidas pelo sofrimento e coisas assim, quando sua natureza e personalidade são muito perversas. Na verdade, essas pessoas deveriam ser vistas como objeto supremo da nossa compaixão. Nossa atitude, quando nos deparamos com gente assim, deveria ser a de quem encontrou um tesouro.

5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,
Ou a insultarem e caluniarem,
Vou aprender a aceitar a derrota,
E a eles oferecer a vitória.

Falando de modo geral, sempre que os outros, injustificadamente, fazem algo de errado em relação à nossa pessoa, é lícito retaliar, dentro de uma ética mundana. Porém, o praticante das técnicas da transformaçãqo da mente devem sempre oferecer a vitória aos outros.

6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança
Magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,
Vou aprender a ver essa outra pessoa
Como um excelente guia espiritual.

Normalmente, esperamos que os seres sencientes a quem muito auxiliamos retribuam a nossa bondade; é essa a nossa expectativa. Ao contrário, porém, deveríamos pensar: “Se essa pessoa me fere em vez de retribuir a minha bondade, possa eu não retaliar mas, sim, refletir sobre a bondade dela e ser capaz de vê-la como um guia especial.”

7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,
Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,
E a tomar sobre mim, em sigilo,
Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães
.

O verso diz: “Em suma, possa eu ser capaz de oferecer todas as qualidades boas que possuo a todos os seres sencientes,” – essa  é a prática da generosidade – e ainda: “Possa eu ser capaz, em sigilo, de tomar sobre mim todos os males e sofrimentos deles, nesta vida e em vidas futuras.” Essas palavras estão ligadas ao processo da inspiração e expiração.

Até aqui, os versos trataram da prática no nível da bodhicitta convencional. As técnicas para cultivo da bodhicitta convencional não devem ser influenciadas por atitudes como: “Se eu fizer a prática do dar e receber, terei melhor saúde, e coisas assim”, pois elas denotam a influência de considerações mundanas. Nossa atitude não deve ser: “Se eu fizer uma prática assim, as pessoas vão me respeitar e me considerar um bom praticante.” Em suma, nossa prática destas técnicas não deve ser influenciada por nenhuma motivação mundana.

8. Vou aprender a manter estas práticas
Isentas das máculas das oito preocupações mundanas(1),
E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,
Serei libertado da escravidão do apego.

Essas linhas falam da prática da bodhicitta última. Quando falamos dos antídotos contra as oito atitudes mundanas, existem muitos níveis. O verdadeiro antídoto capaz de suplantar a influência das atitudes mundanas é a compreensão de que os fenômenos são desprovidos de natureza intrínseca. Os fenômenos, todos eles, não possuem existência própria – eles  são como ilusões. Embora apareçam aos nossos olhos como dotados de existência verdadeira, não possuem nenhuma realidade. “Ao compreender sua natureza relativa, possa eu ficar livre das cadeias do apego.”

Deveríamos ler Lojong Tsigyema todos os dias e, assim, incrementarmos nossa prática do ideal do bodisatva.

(Extraído de The Union Of Bliss And Emptiness.)

………………………………………………………………………………………………………………….

Via: Dalai Lama Brasil | Ensinamentos: Oito Versos que Transformam a Mente


(1) Nota de Afinidades Espirituais:

As oito preocupações mundanas consistem em quatro pares de prioridades:

(1) buscar aquisições materiais e (2) evitar sua perda;
(3) buscar o prazer dirigido pelo estímulo e (4) evitar o desconforto;
(5) buscar o elogio e (6) evitar a crítica; e
(7) manter a boa reputação e (8) evitar a má reputação.

Essas oito preocupações resumem, em geral, nossa motivação pela busca da felicidade, e este é exatamente o problema. As oito preocupações mundanas – que  não são erradas em si – são  a base de nossa motivação, e é a motivação, mais do que qualquer outro factor, que determina o resultado da prática espiritual.

Trecho do livro “Buddhism with an Attitude” (2001, pg. 15), de B. Alan Wallace (Traduzido e divulgado por Olhar Budista)

Fonte: Olhar Budista | 8 preocupações mundanas | Alan Wallace

 


SUA VIDA JÁ ESTÁ NO MELHOR CAMINHO DO JEITO QUE ESTÁ…

A vida está acontecendo AQUI e AGORA.
Fique longe das expectativas e viva a realidade DIVINA de cada momento.

 

Por: Giridhari Das
Com colaboração de: Harlley Alvez 

 

Quanto mais conseguimos nos sintonizar com a realidade, mais felizes ficamos. Sendo a melhor pessoa que você pode ser hoje, neste exato momento, sincero consigo. Entenda por que criar expectativas é a pior atitude que temos com os outros – e com nós mesmos. O #mantradodia nos pede para viver o amor hoje e no presente! E o que acontece em nossa mente e com nossa vida quando criamos expectativas? Veja aqui as respostas a estas importantes dúvidas e mude HOJE as suas atitudes.

 

Criar expectativas é como mover a sua vida em torno de profecias que não podem se cumprir. A decepção é certa. Afinal, por qual motivo alguém gastaria seu tempo e dinheiro em um corredor que não tem chance alguma de vencer. Pois é… viver de expectativas é apostar em um atleta que nunca teve estrutura para ganhar o páreo. Então, por que fazemos isso?

A mente frequentemente está vagueando para encontrar soluções externas para a vida. Em um processo interminável, a pessoa constantemente busca ajustar a realidade externa para adequá-la a seus desejos, por vezes, perdendo-se em fantasias e em zonas de conforto. A expectativa é fruto da ilusão que alguma situação no futuro vai lhe deixar mais feliz, do que a realidade que está vivendo. Realidade que com um olhar mais generoso, pode mostrar que sua vida já está no melhor caminho do jeito que está. Agradecer o que já temos, nos torna disponíveis para receber mais e sair das dificuldades. Eu chamo isso do paradigma da fantasia no livro “O Caminho 3T”, onde eu explico:

“… A mente destreinada, portanto, passa muito tempo no futuro, no que chamo de “mundo de fantasia”, sonhando acordada com o que parece um futuro melhor.  Listas de felicidades condicionais são sempre atualizadas, despertando um comportamento insaciável, sempre buscando novos motivos, para sair do presente.”

Basicamente, esses desejos envolvem mudar o futuro de três maneiras:

1) obtendo coisas (novo carro, telefone, casa, etc.);

2) fazendo pessoas cooperarem com seus planos (como encontrando um esposo ou esposa, ou esperando que o patrão trate você melhor);

e 3) tendo a esperança de que situações favoráveis surgirão (como obter um emprego, ficar em forma ou fechar um contrato).

Como dito anteriormente, é frequente que nada significativo aconteça quando alguém atinge uma dessas metas. Desejos, uma vez que realizados, frequentemente satisfazem muito pouco, e logo outros desejos começam a exercer pressão e assumirem o centro do palco da mente.

Viver assim é um dos principais componentes para se ter uma vida muito ruim. As razões para isso foram exploradas na seção Mindfulness. Quando a mente está no futuro, desejando resultados futuros, ansiedades em relação a consequências futuras são inevitáveis.

Nessa situação, igualmente inevitável é a frustração com a vida como ela é hoje, a ira quando surgem obstáculos que aparentemente adiam a realização desses desejos, e o medo de que tudo termine muito mal. Sejamos honestos: todos nós já tentamos viver assim, e simplesmente não funciona. Nunca funcionou. Esse não é um caminho para se obter paz, satisfação e felicidade.

Então, a mudança de paradigma é necessária.

Em vez de focar no futuro, na crença ilusória de que alguma combinação de realidade externa (estas coisas, com aquelas pessoas naquela situação) será a chave para a sua felicidade, o foco está em simplesmente viver bem a vida, aqui e agora, centrado no seu dharma.

Veja também:

“A Urgência do Despertar nos Dias de Hoje”

UM VIVA À REALIDADE!

A vida está acontecendo a todo momento. É um fluxo, uma constante corrente de eventos. O desafio é estar completamente presente conforme acontece. Diferenciando a Vida, da Fantasia. A felicidade surge de cumprir o seu dharma bem, aqui e agora, indo de um dharma a outro, ao longo do seu dia.

Sendo a melhor pessoa que você pode ser hoje, neste exato momento, sincero consigo.

É simples assim. Não há necessidade (e, francamente, pouquíssima utilidade) em ficar sonhando acordado com um futuro. Pense nisso… quantas vezes você já se desapontou porque algo não saiu do jeito que você esperava? Expectativa é torturar-se e garantia de que vai se machucar.

A realidade é mais bela do que qualquer sonho, se você simplesmente aprender a acessar isso por completo. Eventos futuros se descortinarão sob a força todo-poderosa do tempo. A vida, em sua maior parte, acontece de maneira muito diferente do que qualquer coisa que você imaginou anteriormente. E isso não é algo ruim, nem algo bom. Apenas é.

Trata-se da realidade. Quanto mais conseguimos nos sintonizar com a realidade, mais felizes ficamos. Em vez de imaginar que certa combinação de coisas, pessoas e situações trará paz e felicidade para você no futuro, você deve buscar paz e felicidade na vida como ela é, na bênção maravilhosa de estar ativo em seu dharma, de estar vivo, agora mesmo.

A solução é vigiar sua mente. Sempre que cair nesta cilada, de empurrar sua felicidade para uma data futura, na ilusão que algo externo vai definir seu bem-estar, você para, respira fundo e traz sua mente de volta para o aqui e agora.

Traga de volta para o milagre da vida, do ser, da chance de fazer seu melhor aqui e agora. O verdadeiro prazer está em amar, em ser carinhoso, prestativo e gentil, aqui e agora.

Cada ato de amor e carinho, cada momento que passou em gratidão, em serviço amoroso e devoção… é uma gota de pura bem-aventurança em sua vida.

Fique longe das expectativas e viva a realidade divina de cada momento. Busque o Sagrado nos pequenos e grandes momentos do seu dia a dia. Tudo isso está em  você, sempre esteve. Então, vamos ser generosos com a gente: vamos viver de amor e no presente!

#viverDeAMORhojeEnoPRESENTE #OmantradoDIA

#GiridhariDAS

Veja aqui meu vídeo sobre este tema:

Seu amigo,

Giridhari Das

 


Sobre Giridhari Das:

Imagem autorGiridhari Das é mestre espiritual brasileiro e autor de livros de autoaprimoramento e autorrealização em yoga. Seus ensinamentos podem ser vistos em palestras, livros e vídeos gratuitos na internet e ao vivo no Yoga Resort e Fazenda Retiro que fundou na Chapada dos Veadeiros, o Paraíso dos Pândavas. O foco de seus conhecimentos é o Caminho 3T, onde ele transmite centenas de dicas, fatos e técnicas testadas pelo tempo e confirmadas pela ciência para o autoaperfeiçoamento.

Encontre-o na Web e nas Redes Sociais:
Informações para a imprensa:

 


 

CADÊ ESSA TAL FELICIDADE?…

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QUERO TANTO ME SENTIR BEM,

MAS AINDA NÃO SEI COMO

Por: Giridhari Das
com a colaboração de: Harlley Alvez

 

Quando eu me volto para o passado…
Ou quando mergulho meus pensamentos no futuro…
O presente fica de lado.
Renegado.

Mas quando um homem deixa-se ser generoso consigo mesmo.
E quando uma mulher permite-se ser generosa com ela própria.
Doando-se um tempo para respirar, olhar ao redor e ver o que está disponível para o dia, podem escolher conscientemente como responder às situações e é aí que a vida se torna mais equilibrada e centrada novamente.
Era assim quando eramos crianças.
Precisamos reaprender esse tipo de olhar, associando-o a um estado de observância e autoanálise… assoprando para transformar as faíscas da alma, em Fogo.

Reserve um tempo para fazer uma pausa e se reconectar.
Faça algumas respirações profundas antes de continuar com o texto…
Retire de ti o que você não o é, e você será feliz.
Você já é Perfeito.
Você já é Perfeita.
O problema é que agora estamos convencidos pelo ego de sermos coisas que não nascemos para ser:

egoísmo,
inveja, ganância,

um tal status social…

– ter em vez de Ser –

quer uma personagem…
uma roupa, uma marca,
quer um partido,
curtidas…
um time,
carros,
coisas

Em vez de sermos apenas
Luzes Nascidas de Deus
Agora vivendo em corpos materiais neste planeta
para cumprir uma missão pessoal.
que nos dá créditos para retornar
ao Supremo.

Por mais que você queira desfrutar o mundo material, você não é material.
É, de fato, uma consciência.
E consciências não são do mundo material.
A sua consciência é transcendental, por isso não fica totalmente bem na matéria tridimensional.
É quando a alma começa a buscar algo que perdeu – sente falta, mas nem sabe o quê.
Seria ótimo se lazer, prazer e desfrute nos iluminasse e suprissem essa falta. Mas não.
Não é rico quem tem mais, e, sim, quem deseja menos.

Desfrute mundano como a única meta da vida, com gozo desmedido dos sentidos é uma filosofia falsa e imprópria para o interesse verdadeiro da pessoa que vive dentro do seu peito. Escute a Pessoa do Seu Coração.

Angústia,
ansiedade, ganância,
luxúria, inveja, loucura
e depressão são o os estados
que o desfrute e desejo material trazem.
A busca pela matéria é o início da Inquietude.
Na afinidade com eles não tem como
sermos FELIZES

¨¨¨¨¨

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Foto: Blobby, By Laura Stwart – https://vimeo.com/92254750

¨¨¨¨¨

Já centrar-se e praticar o desapego, aquietar a mente, meditar, orar, entrar no aqui e agora geram o prazer de estar satisfeito, desejando menos. Experimente esse bem estar de ser a pessoa que está dentro do corpo, que é uma pessoa que não precisa das coisas do mundo, quer apenas paz, bem estar, contentamento… harmonia e essa tal felicidade, que também pode ser o seu reencontro com DEUS, seja o nome que dê a Ele. E nenhuma dessas benesses o mundo material pode produzir por si só. O corpo pode gostar e até viciar no desfrute, mas a consciência não. Pelo contrário, a frugalidade e a superficialidade do mundo a alma entristecem.

Faço um desafio:

O mundo material não pode produzir nada além de agito mental na sua vida. E isso é o que te deixa sem eixos, andando meio que sem rumo, meio desnorteado(a).

Experimente investir a sua energia no seu dharma e na conexão com Deus.
#Experimente uma semana, sem quebrar. Dois dia apenas se para você for muito, um depois outro, para reforçar o experimento. E depois nos conte o que aconteceu ao usar os Cinco Passos na sua rotina. O QUE VOCÊ SENTIU?

DA RODA DE CONVERSAS:

ASSISTA o que a nossa SatSanga falou sobre isso:

“O Defeito de Buscar Apenas o Prazer Material”

 

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A alma, como um Eco-Agricultor Divino, veio semear e colher sentimentos para levá-los ao Cosmos. Não busca coisas. A infelicidade vem quando trabalhamos contra o Dharma, buscando ser algo ou alguém que não nascemos para ser. E cada um desses defeitos ou refúgios e desfrutes focados no material… pensando melhor, FUGAS, deixa-nos um pouco mais infelizes, frustrados, pois a alma sente quais caminhos são certos ou incoerentes. E, logo, nos faz um pouco mais distantes de nossa Perfeição Divina. Mas há uma saída, ou melhor, CINCO!

  • Pratique a auto-observação;
  • Assuma o comando de sua vida;
  • Fique sempre presente (mindfulness);
  • Viva sua essência (seu dharma);
  • Cultive devoção a Deus (bhakti);

Podemos simplificar o caminho para uma vida perfeita em apenas cinco passos. Cinco etapas que vão lhe levar a viver cada dia melhor, cada passo baseado no caminho anterior.

Veja aqui por que são tão eficazes,
à medida que você assume a responsabilidade
por seus próprios pensamentos e decisões.

Lembre-se: #EuVivoaVidaqueEuFiz.

  • Primeiro Passo – Auto-observação

Seja a testemunha de sua mente. Observe seus pensamentos e suas emoções. Observe seu foco. Não só olhe para fora. Acompanhe sempre como você está reagindo aos acontecimentos externos. Onde está seu foco? Está pensando em que? Está atento ao que está acontecendo aqui e agora, ou está perdido no passado ou futuro? Como estão seus filtros? Está vendo a realidade sempre no negativo, vendo problema em tudo? Consegue ter gratidão e ver a beleza da vida?

Quando dirigimos, olhamos para frente, mas também temos os retrovisores. Enxergue o mundo, mas sempre de olho para dentro. Como diz o ditado, “Quem olha para fora, sonha, mas quem olha para dentro, desperta”.

  • Segundo Passo – Auto-comando

Uma vez que estamos de olho na mente, acompanhando seus movimentos, surge então a possibilidade de assumirmos comando das flutuações, foco e o estado em geral da mente.

Aprendemos que além de observar, podemos modificar e direcionar os pensamentos e emoções. Este poder é ignorado por muitos, e o custo de ignorar ele é incalculável. Não é exagero dizer que quem não assume comando de sua vida perde a possiblidade de ser feliz.

Aqui um artigo e vídeo que fiz sobre o assunto: http://giridhari.com.br/ensinamentos/assuma-comando-de-sua-vida/. O resumo: você vive a vida que você fez. Você pode completamente assumir comando de sua mente, radicalmente mudando seu padrão de felicidade e qualidade de vida.

  • Terceiro Passo – Mindfulness

Uma vez assumindo comando de sua mente, o primeiro e mais essencial passo para acessar tudo mais de bom é manter sua mente no aqui e agora. A raiz de toda infelicidade é a mente fora do aqui e agora. Veja este vídeo onde eu explico a questão: https://www.youtube.com/watch?v=8ULG3crkj5M.

“Totalidade na ação” é o termo chave aqui. Na medida que você aprende a direcionar sua mente, verá que nada é melhor do trazer toda sua mente para aquilo que está fazendo aqui e agora. Estar 100% presente em toda e cada ação de sua vida é o portal dos estados superiores de existência e a elevados níveis de bem-estar.

  • Quarto Passo – Dharma

Se totalidade na ação é o caminho, surge a pergunta essencial: qual ação devo realizar? A resposta está no conceito do dharma. Dharma é sua essência em ação. Dharma é o dever que surge de quem você é. Dharma é propósito.

Dharma nos traz o norte do que fazer, e de onde colocar nossa mente. Qual ação se pede de mim agora? A cada momento, de cada dia, para cada um, tem um chamado e este chamado é o dharma. Dharma significa você vivendo a sua vida, a vida que veio viver.

Quem acompanha meu trabalho, sabe que enfatizo bastante a importância de dharma.
Veja aqui um playlist de muitos vídeos sobre o tema: https://www.youtube.com/watch?v=djqMYQC3EHk&list=PLPf150sJ1O JU1Wa-8IlxUlT0Uk3rhSdwj.

  • Quinto Passo – Bhakti

Bhakti significa AMOR, e amor é a perfeição da vida. Agir, acima de tudo, com devoção amorosa é a expressão última da alma. O propósito final da vida é despertar e reviver seu amor por Deus. A força e felicidade que advém de bhakti é inigualável. Quem não conhece, considera que é fantasia ou ilusão e faz graça ou vê com desdém aqueles que tem fé. Mas quem já ativou sua conexão, que já está em yoga, sabe. Quem já está desperto sabe que nada supera e nada jamais pode superar bhakti e que não há posição superior do que estar em crescente amor por Deus, fazendo de tudo na vida uma oferenda amorosa a Deus.

E, mais, quem seguiu o caminho completo, entende que bhakti sem os outros passos pode ser até perigoso. Bhakti é o objetivo final, mas precisa do suporte de uma mente sob controle e pacífica para brilhar. Bhakti precisa do solo fértil do dharma, de uma vida de princípios e moralidade para florescer.

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Conclusão

É impressionante como o simples ato de trazer a mente para o aqui e agora é suficiente para trazer enorme bem-estar, e nos livrar do sofrimento. Observe você mesmo: sempre que não estiver se sentindo bem, sentindo ansiedade, etc., veja onde está sua mente. Veja se está no passado, presente ou futuro. Vai ver que não está no aqui e agora. Com seu crescente poder de auto-comando, direcione sua mente sempre que puder, para sua ação, para o cumprir de seu dharma, para a vida.

Fiz aqui uma brevíssima apresentação de cada passo. Nos vídeos explico mais.

No livro “O Caminho 3T” (www.3T.org.br) encontrará uma descrição detalhada de cada elemento, como também de técnicas e ferramentas para você colocar isso tudo em prática em sua vida.

A META é… #SerVocê…

ANDAR na… #SuaHistoria

SER… #QuemRealmenteÉ

Viver… no #AGORA

ATUANDO no seu melhor #SEMPRE.

¨¨¨¨¨

Veja aqui meu vídeo sobre este tema:

Seu amigo,

#GiridhariDas

#kdessatalFELICIDADE?
#vivendoavidaQUEnasciparaviver
#EXPERIMENTE
#DESAFIOdoDHARMA


Sobre Giridhari Das:

Imagem autorGiridhari Das é mestre espiritual brasileiro e autor de livros de autoaprimoramento e autorrealização em yoga. Seus ensinamentos podem ser vistos em palestras, livros e vídeos gratuitos na internet e ao vivo no Yoga Resort e Fazenda Retiro que fundou na Chapada dos Veadeiros, o Paraíso dos Pândavas. O foco de seus conhecimentos é o Caminho 3T, onde ele transmite centenas de dicas, fatos e técnicas testadas pelo tempo e confirmadas pela ciência para o autoaperfeiçoamento.

Encontre-o na Web e nas Redes Sociais:
Informações para a imprensa:

AS SETE DIFERENTES FORMAS DE VOCÊ VIVER DE ACORDO COM SEU DHARMA…

Dharma

Os 7 Dharmas

os 7 dharmas

Por: Giridhari Das
Da obra O Caminho 3T

.

Desde nossas necessidades fisiológicas até nossa relação com Deus, muitos detalhes formam nossa natureza, e darmos a devida atenção a tudo que nos constitui é uma condição fundamental para podermos nos realizar plenamente.

.Dharma é um conceito muito rico, e a palavra tem muitos significados, mas meu foco será no dharma como aquilo que precisa ser feito – essência e dever. O dever pode ser algo imposto. A essência não pode ser imposta. Dharma, portanto, é aquele dever que nasce de quem você realmente é, que nasce de sua natureza. Não é uma imposição externa ou social. É o que você precisa fazer, em qualquer dado momento, para ser a melhor pessoa que você pode ser. É fazer a coisa certa na hora certa. Ser dhármico é mais do que simplesmente fazer o que é bom ou evitar uma conduta danosa ou violenta, embora isso certamente esteja incluído no conceito, e pode-se reduzir isso a uma lista do que se deve evitar. O dharma é fluídico, vivo e sensível aos diferentes aspectos de sua vida. Grandes mudanças no seu dharma podem ocorrer, literalmente, de um segundo para o outro. Uma maneira de entender o dharma é refrasear os clássicos dizeres: “Não pergunte o que o mundo pode fazer por você, mas pergunte o que você pode fazer pelo mundo”.

Dharma é o princípio orientador da vida, a cada momento lhe demonstrando o que você deve fazer, respondendo suas dúvidas em relação a que curso seguir e simplificando as ações da vida. Dharma é sua integridade na ação e a verdadeira expressão do seu ser. Você encontrará seu lugar no mundo uma vez que você se afine com seu dharma.

dharma é fluídico

O dharma é fluídico, vivo e sensível aos diferentes aspectos de sua vida.

O dharma é uma parte integral da natureza. Não é uma construção psicológica ou um conceito religioso. O nível de fidelidade que você tem ao seu dharma afetará diretamente como você se sente diariamente. Ser fiel a si mesmo significa agir de acordo com seu dharma. Assim, quanto mais você pode se afinar com seu dharma, mais você pode agir com base no seu dharma e mais você se sentirá satisfeito, completo, real e feliz. Quanto mais dhármico for o seu comportamento, mais você se sentirá satisfeito com quem você é agora. Por fim, quanto mais dhármica for a sua vida, mais você poderá recapitulá-la com alegria e com um sentimento de realização.

Estar na Zona

Mindfulness e dharma andam lado a lado. Dharma é algo tão natural que o que você precisa para estar cada vez mais afinado com ele é remover o que não é natural, em especial egoísmo, medo e cobiça. Outra maneira de dizer o mesmo é que, se você for vítima de sua lista de felicidades condicionais, ou simplesmente carecer de consciência suficiente de suas ações, você não conseguirá ver o seu dharma. O foco perfeito no aqui e agora é centrar-se no seu dharma e colocar toda a sua atenção em realizar seu dharma no máximo de sua capacidade. Isso, por si só, trará uma felicidade imediata e sustentável. Você já experimentou isso muitas e muitas vezes. Você talvez se lembre de muitos momentos em que você se focou totalmente em fazer algo que era seu dever, sem qualquer consideração em relação a si mesmo ou a recompensas futuras ou mesmo a perigos. Pais, em especial mães com bebês, experimentam isso com frequência. Essa experiência é chamada de “estar na zona”. A psicologia positiva (o ramo da psicologia que estuda o que torna as pessoas felizes) aponta “estar na zona” como um dos pilares primários de uma vida feliz. Estar focado na ação implica, necessariamente, não estar focado nos sacrifícios ou benefícios materiais que a ação possa suscitar no futuro. Estes dois são diretamente opostos: focar-se no seu dharma aqui e agora, e ansiar por resultados futuros. Este ponto é tão importante que Krishna não o menciona menos do que dez vezes na Bhagavad-gita. Esta mudança de paradigma é a chave para um grande salto de bem-estar.

A Mudança de Paradigma: Vida vs. Fantasia

A mente destreinada frequentemente se esforça por encontrar soluções externas para a vida. Em um processo interminável, a pessoa constantemente busca ajustar a realidade externa para adequá-la a seus desejos. Listas de felicidades condicionais são sempre atualizadas. A mente destreinada, portanto, passa muito tempo no futuro, no que chamo de “mundo de fantasia”, sonhando acordada com o que parece um futuro melhor. Basicamente, esses desejos envolvem mudar o futuro de três maneiras: 1) obtendo coisas (novo carro, telefone, casa, etc.), 2) fazendo pessoas cooperarem com seus planos (como encontrando um esposo ou esposa, ou esperando que o patrão trate você melhor), e 3) tendo a esperança de que situações favoráveis surgirão (como obter um emprego, ficar em forma ou fechar um contrato). É frequente que nada significativo aconteça quando alguém atinge uma dessas metas. Desejos, uma vez realizados, frequentemente satisfazem muito pouco, e logo outros desejos começam a exercer pressão e assumirem o centro do palco da mente. Viver assim é um dos principais componentes para se ter uma vida muito ruim. Quando a mente está no futuro, desejando resultados futuros, ansiedades em relação a consequências futuras são inevitáveis. Nessa situação, igualmente inevitável é a frustração com a vida como ela é hoje, a ira quando surgem obstáculos que aparentemente adiam a realização desses desejos, e o medo de que tudo termine muito mal. Sejamos honestos: todos nós já tentamos viver assim, e simplesmente não funciona. Nunca funcionou. Esse não é um caminho para se obter paz, satisfação e felicidade.

quando-a-mente (editado)

Quando a mente deseja resultados futuros, a ansiedade é algo inevitável.

Então, a mudança de paradigma é necessária. Em vez de focar no futuro, na crença ilusória de que alguma combinação de realidade externa (estas coisas, com aquelas pessoas, naquela situação) será a chave para a sua felicidade, o foco está em simplesmente viver bem a vida, aqui e agora, centrado no seu dharma. Vida vs. fantasia. A vida está acontecendo a todo momento. É um fluxo, uma constante corrente de eventos. O desafio é estar completamente presente conforme acontece. A felicidade surge de cumprir o seu dharma bem, aqui e agora, indo de um dharma a outro, ao longo do seu dia – sendo a melhor pessoa que você pode ser hoje, neste exato momento, sincero consigo. É simples assim. Não há necessidade (e, francamente, pouquíssima utilidade) em ficar sonhando acordado com um futuro. A realidade é mais bela do que qualquer sonho, se você simplesmente aprender a acessar isso por completo. Eventos futuros se descortinarão sob a força todo-poderosa do tempo. A vida, em sua maior parte, acontece de maneira muito diferente do que qualquer coisa que você imaginou anteriormente. E isso não é algo ruim, nem algo bom. Apenas é. Trata-se da realidade. Quanto mais conseguimos nos sintonizar com a realidade, mais felizes ficamos. Em vez de imaginar que certa combinação de coisas, pessoas e situações trará paz e felicidade para você no futuro, você deve buscar paz e felicidade na vida como ela é, na bênção maravilhosa de estar ativo em seu dharma, de estar vivo, agora mesmo.

Os 7 Dharmas

Listarei, agora, sete categorias básicas de dharma para ajudar em um melhor entendimento do que é o dharma e como é fácil identificá-lo. É claro que há sutilezas, mas estas sete categorias maiores servem como forte diretriz.

1. Dharma Vocacional

O primeiro dharma, eu costumo dizer, é o mais difícil de todos, pelo menos para a maior parte das pessoas. O primeiro dharma é o chamado de sua vida, sua vocação. Nasce de sua natureza psicofísica. Algumas pessoas têm a bênção de conhecer sua vocação ainda com pouca idade. Já vi isso pessoalmente no caso de alguns dançarinos, artistas plásticos e atores com que me encontrei. São comuns histórias de atletas que se destacaram tanto que seus parentes e professores naturalmente os orientaram para se tornarem profissionais do esporte. Há outros que têm um QI tão aguçado que naturalmente gravitam em torno de trabalhos acadêmicos e científicos. Para a maioria, isso pode ser uma batalha.

sofrem-por-se-formarem-e-atuarem-em-areas (editado)

Muitos sofrem por se formarem e atuarem em áreas que não correspondem à sua natureza psicofísica.

A razão para isso ser uma batalha é que a sociedade ensina às pessoas desde tenra idade que o que elas realmente precisam é dinheiro, com metas secundárias de estabilidade e respeito. Em outras palavras, quase todos aprendem, desde o nascimento, a escolher o paradigma fantasia. Em vez de ensinarem as pessoas a fazerem aquilo em que são boas e ajudarem-nas a desenvolverem suas inclinações e talentos únicos, o mais frequente é que os pais, a cultura e o sistema escolar tratem as pessoas como folhas em branco, dando-lhes uma educação que supostamente serve para todos e os encorajando a fazer tanto dinheiro quanto possível.

Então, aqui estão algumas dicas para ajudar você a encontrar sua vocação. Lembre-se de que nunca é tarde demais.

  • Quando estiver meditando sobre o que você gostaria de fazer, remova de sua equação qualquer fator externo. A questão é quem você é, e não preocupações práticas.
  • Esqueça o dinheiro. Não pense: “Ah! Não posso trabalhar com arte porque isso não pagará minhas contas”, “Não posso cursar Filosofia porque que tipo de emprego eu conseguiria?” Remova tais considerações da mente. Uma maneira de fazer isso é pensar: “Se eu ganhasse na loteria, eu gostaria de trabalhar com…”
  • Esqueça a pressão social e o orgulho. Não se trata do que seus pais querem que você faça. Se você não se atrai pela vida militar, não faz diferença se existem cinco gerações contínuas de militares na sua família. Não se trata de status social também. Talvez a sociedade não aprecie um porteiro ou garçom, mas são profissões perfeitamente nobres. Quem possui a natureza psicofísica para o ofício de porteiro e está fazendo isso está muito melhor situado do que alguém exercendo a profissão de advogado apesar de ter a natureza psicofísica, na verdade, para a ocupação de musicista. O porteiro pode facilmente encontrar paz e felicidade em seu trabalho, enquanto o advogado sempre se sentirá frustrado e não realizado.
  • Não pense apenas no que você gostaria de fazer. Você talvez goste de fazer muitas coisas. Em vez disso, pense no que é aquela atividade específica que você não consegue ficar sem. Tente pensar qual é o tipo dominante de atividade para a qual você é naturalmente atraído.
  • Uma nota para professores: professores têm uma vocação dupla. Primeiramente, têm de aceitar que nasceram para ensinar e, em seguida, têm que encontrar a temática de ensino para a qual têm maior inclinação.

Encontrar sua vocação envolve quem você é agora e é algo que está ali para ser descoberto, de modo que há ferramentas e processos que você pode usar para ajudá-lo quanto a isso, incluindo: testes vocacionais, conversar com pessoas que são próximas a você e até mesmo astrologia védica. O melhor a fazer é apenas olhar seriamente para dentro do próprio coração e sentir sua natureza. Passe algum tempo sozinho, em silêncio, e reflita demoradamente. Seja corajoso e esteja disposto a aceitar sua verdadeira natureza. Não se traia. Não deixe o medo do futuro parar você.

Encontrar sua natureza é essencial. Passar suas horas de trabalho fazendo algo não adequado à sua natureza psicofísica desgastará suas chances de felicidade. É uma ofensa à sua pessoa. É como manter seu verdadeiro eu trancado em algum lugar distante.

2. Dharma Natural

Krishna explica na Bhagavad-gita que, entre outras coisas, um yogi tem que satisfazer três necessidades naturais: 1) dormir, 2) comer e 3) recrear. Chamo isso de nosso “dharma natural”, porque se tratam de necessidades naturais centrais do corpo e da mente. Krishna enfatiza que não se deve comer ou dormir em excesso nem comer ou dormir menos do que o necessário. Quanto é “em excesso”? Bem, o que seja em excesso para você. Somos todos diferentes. E, em diferentes momentos de sua vida, o que é demais ou insuficiente para você irá variar. Portanto, você tem que encontrar o seu equilíbrio. Viver o seu dharma é, precisamente, ter equilíbrio, sabendo quando mudar de um dharma para outro, em seu limitado dia de 24 horas. O dharma natural significa que você tem que levar a sério, como um dever, como parte de sua essência, os atos simples de comer, dormir e recrear.

Você tem que reservar um tempo para comer, para valorizar esse momento. Comer não deve ser empurrar comida para dentro da boca enquanto se faz um milhão de outras coisas. Não deve ser algo corrido. É algo que deve ser tratado como um dever sagrado. Um tempo para pensar sobre suas escolhas alimentares, sobre o que você está colocando em sua boca. É o momento crucial do dia em que você está reabastecendo o seu corpo. “Esta refeição é compatível com quem eu sou? É realmente boa para mim? É boa para o planeta?” São escolhas sérias, com consequências sérias. Em um mundo onde as pessoas estão se matando e destruindo o planeta com más escolhas alimentares, é fácil ver como tomarmos o ato de comer como um dos dharmas fundamentais pode ser muito importante.

Dormir não é uma perda de tempo. É um componente essencial para sua saúde mental e física. Falta de sono pode ter um impacto negativo tremendo em sua saúde, e até mesmo matar, no caso de dormir ao volante ou em outra situação similar. É seu dever fazer todos os arranjos necessários para dormir bem e dormir o bastante. Dormir não deve ser algo que você faz quando não é mais capaz de ficar de pé e algo que você interrompe porque é forçado a se levantar para trabalhar. Como dormir o bastante é seu dharma, é seu dever, você tem que organizar sua vida de forma que essa necessidade mental e corpórea crucial seja acomodada. Ver o sono como seu dharma significa também que, quando você vai para a cama, não deve estar pensando em outros dharmas, como o trabalho. Você deve simplesmente dormir. Limpe sua mente e esteja no aqui e agora de simplesmente dormir.

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Dormir não é uma perda de tempo. É um componente essencial para sua saúde mental e física.

Ver a recreação como um dos seus dharmas significa que você pode dispersar todo sentimento de culpa quando você consegue tempo para se divertir ou sair de férias. Isso também significa que você deve reservar um tempo para se divertir e sair de férias. Alguém que trabalha demais e não se diverte nada acaba se tornando alguém muito carrancudo… e pouco dhármico também. Eu, pessoalmente, acho fascinante e confortador que um texto clássico como a Bhagavad-gita, descrevendo o que é preciso para se iluminar, mencione a importância da recreação.

3. Dharma Ocupacional

Independente de se você encontrou sua verdadeira natureza, quando você aceita um emprego, gerencia seu próprio negócio ou se matricula em um programa de estudo de horário integral, você aceitou um grande dharma. Chamo isso de “dharma ocupacional”. É, em geral, o que mais exige horas do seu dia, em virtude do que é muito importante que você veja seu trabalho ou estudo como um dharma, e não como um fardo ou imposição externa.

Porque é um dharma, você não deve aceitar um trabalho que cause dor e destruição desumana. A expressão de sua vida, por exemplo, não pode ser ajudar a causar câncer e vícios em milhões de pessoas, roubar ou utilizar indevidamente recursos públicos, destruir a economia, tirar o dinheiro de outras pessoas através de mentiras, matar animais inocentes ou contribuir para a destruição do planeta. Não pode haver felicidade nisso, e nenhum argumento deve conseguir convencer você da necessidade de aceitar uma ocupação tão degradante como essas exemplificadas.

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Nenhum argumento deve convencê-lo a aceitar uma ocupação degradante, como promover vício e doenças entre a população.

Ver seu trabalho como dharma significa aplicar o mesmo princípio de mindfulness para as muitas ações que o circundam. Isso quer dizer que você jamais deve ver seu trabalho ou estudo como um meio para um fim. O trabalho jamais deve se destinar a ganhar dinheiro, e seus estudos jamais devem ter por finalidade conseguir um diploma para conseguir um emprego. Esse tipo de pensamento torturará você e tornará seus dias longos e sofridos. Em vez disso, cada atividade para a qual você é convocado deve ser feita tão bem quanto você seja capaz, com tanto de sua atenção dedicada a isso quanto possível. O foco deve ser a ação em si, não o dia como um todo, nem a carreira, nem o salário ou outra meta no futuro.

Se você está se sentindo estressado no seu trabalho, é um sinal bem claro de que sua mente está fora de controle. Estresse é um indicador de que você ou está ansiando por algum futuro positivo ou está temendo algum acontecimento negativo. Em outras palavras, sua mente o está arrastando para o futuro e o enlouquecendo. Então, traga seu foco de volta para uma ação por vez. Se é hora de se sentar em uma reunião ou sala de aula, esteja ali, presente, sendo a melhor pessoa que você pode ser naquele momento. Se é hora de preparar uma apresentação, para vender papel ou qualquer outra coisa, então faça isso somente, faça o melhor que pode fazer e não fique se desgastando com pensamentos do que virá depois, não fique percorrendo as postagens de redes sociais ou respondendo a e-mails. Mantenha sua completa atenção em uma coisa de cada vez.

4. Dharma Pessoal

Toda relação pessoal cria uma demanda dhármica. A qualidade e o tipo de relação determina “o peso” das demandas dhármicas ou, em outras palavras, quanto do seu tempo você tem que investir na relação e o quanto de responsabilidade existe no seu papel nesse relacionamento. Mães e pais têm a maior demanda de todas. O dharma de criar os filhos é seríssimo. Donos de animais de estimação também assumem um dharma similar ao de maternidade e paternidade em relação aos seus companheiros animais. O dharma de ser filho ou filha é o segundo mais importante, mas não se compara ao de ser mãe e pai. Amigos muito próximos também criam laços dhármicos. Existem variados níveis de responsabilidade com outros membros familiares, irmãos, vizinhos, colegas de trabalho, etc.

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Você tem que perceber o que cada relacionamento exige de você e estar pronto para cumprir sua responsabilidade.

Ver toda relação pessoal como dharma, como parte de uma definição de quem somos, como um dever sagrado, significa que você tem que ir além do egoísmo e da preguiça. Você tem que estar ciente dessa relação e sentir o que é preciso para honrá-la, para apreciá-la. Também significa que você quer estar completamente presente quando lida com a pessoa. Se é o momento de dar um telefonema para exercitar seu dharma pessoal com sua esposa, esteja completamente presente, exercendo tanta conexão e tanto amor quanto você seja capaz. Se é hora de passar algum tempo brincando e educando seus filhos, esteja ali por completo. Se entregue a isso. Não deixe sua mente arrastar você para pensamentos referentes ao trabalho. Não dê atenção para sua mente lhe dizendo que, em vez de brincar com um carrinho barulhento, ela preferiria estar malhando na academia ou lendo um livro em um ambiente tranquilo.

O dharma pessoal possui uma importância enorme. Se você não der tempo e energia suficientes para seus relacionamentos pessoais, você está fadado a sofrer, independente do que mais você acredite estar obtendo. Você tem que ter a sensibilidade de perceber o que cada relacionamento exige de você e estar pronto para cumprir essa responsabilidade com plena atenção, dando o seu melhor.

5. Dharma Comunitário

Você é parte de uma comunidade, residente de uma cidade e estado, e cidadão de um país. Isso significa que você tem benefícios e responsabilidades compartilhados. Espera-se que o governo providencie estradas, iluminação pública, eletricidade, água, proteção contra criminosos e invasores estrangeiros, etc., e, em troca, pelo menos, você tem que pagar seus impostos e obedecer às leis. Ainda melhor, você deve ver seu dharma comunitário como um chamado para tornar melhor a vida daqueles que vivem em seu entorno. Você pode ajudar com ideias ou com serviço voluntário? Você pode se engajar na exigência de melhores direitos civis, melhores serviços públicos? Você pode ajudar aprimorando a escola dos seus filhos? Não podemos, todos nós, pensar que isso é problema dos outros. Onde há um crescimento dessa tendência de pensar que outra pessoa deveria se preocupar com o bem público, ali encontraremos políticos corruptos e péssimos serviços governamentais. Assim, de um lado, devemos ser ao menos membros conscientes de nossa comunidade, pagando nossos tributos e seguindo as leis, e, por outro lado, devemos participar ativamente no aprimoramento da sociedade.

6. Dharma Universal

O dharma comunitário possui um foco mais imediato na comunidade e no país em que você vive. Contudo, estamos todos interconectados. Não apenas compartilhamos de uma conexão natural com aqueles da nossa espécie, mas também uma conexão com todos os habitantes do planeta Terra. Essa conexão nos define, é parte de quem somos, diante do que é parte do nosso dharma como um todo. Chamo isso de nosso “dharma universal”. Conforme você evolui, naturalmente você se torna mais e mais afinado com o mundo ao seu redor, sensível ao que está acontecendo. Uma pessoa espiritualmente madura não é indiferente à destruição do planeta e ao sofrimento de outros, e assume a parte que lhe cabe para tornar o mundo um lugar melhor. Isso se chama compaixão.

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Ser ecológico é uma das manifestações do dharma universal.

 

7. Dharma Espiritual

Por último, mas certamente não menos importante, está a categoria do dharma espiritual. Seu eu espiritual é a definição última de quem você é, sua essência no sentido último da palavra. Mesmo se, neste ponto, você não “assina embaixo” da ideia de ser mais do que este corpo, você ainda pode compreender o dharma espiritual como seu dever de ser a melhor pessoa possível, de ser completamente justo consigo mesmo.

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A conexão com Deus, quando experimentada de forma madura, é a parte mais profunda do dharma.

Com o tempo, uma vez que você entenda que você só pode se definir perfeitamente quando entenda sua relação com Deus, então, como parte de sua essência mais íntima, como a definição central de si mesmo, você gozará alegremente dessa conexão, chamada devoção, como a parte mais profunda do seu dharma espiritual. Exercitar seu dharma espiritual é assumir seriamente a responsabilidade de aprimorar-se e de conhecer-se.

Mudança de Dharma e Mindfulness

Foco no dharma é uma ótima maneira de checar se você está praticando o mindfulness; em outras palavras, se você está realmente focado no aqui e agora. Por exemplo, você está se divertindo com um passeio de bicicleta e um pneu estoura, ou você está trabalhando e recebe uma ligação e toma conhecimento de uma emergência familiar com a qual você tem que lidar. A tendência natural é você se perturbar. Quando isso acontece, simplesmente pare. Respire fundo algumas vezes. O que acabou de acontecer foi uma mudança de dharma. Você estava contente no seu dharma de recreação, andando de bicicleta, então, de repente, isso mudou para o dharma de arrumar a bicicleta. Você estava absorto no seu dharma ocupacional, trabalhando no computador, mas, então, você foi forçado a interromper isso para lidar com um dharma pessoal. Não se perturbe. Apenas entenda que aconteceu uma mudança de dharma. Se fixe no novo dharma, fixe sua mente nele, aqui e agora. Viva bem o novo momento. Não resista ao fluxo da vida e às demandas dhármicas sempre em mutação, que podem vir em momentos muito inesperados.

Antes de fazer qualquer coisa, certifique-se, primeiramente, que é seu dharma fazer isso. Algumas vezes, surgem em nossa mente ideias sem sentido que é melhor não executarmos. Outras vezes, alguém talvez queira pressioná-lo a fazer algo que é contra o seu dharma. Então, primeiro cheque e, então, seja firme o bastante para dizer não a você mesmo ou a outros caso a ação em questão não seja o seu dharma. Se é, entretanto, se fixe nisso, apesar de algum apego por fazer outra coisa, preguiça ou mesmo medo. Se é o seu dever, seu dharma, simplesmente faça, com sua mente inteiramente centrada nisso. Não permita que sua mente torture você. Não faça uma coisa desejando fazer outra. Se você tem que fazer algo, se é parte do seu dharma, realmente se entregue a isso, mesmo caso não estivesse nos seus planos ou mesmo caso não se sinta apto para isso. O resultado será que você mais uma vez se sentirá harmônico e em paz.

Dharma como um Guia e um Caminho para Simplificar a Vida

Conforme você desenvolva sua sensibilidade às demandas dhármicas do momento, saber o que fazer de um momento a outro se torna tão claro e fácil quanto trafegar por uma rodovia. À medida que você desenvolve essa habilidade, você terá a clareza de conhecer qual é a melhor coisa para se fazer agora, e terá, portanto, a determinação natural, nascida de estar livre de dúvidas, para se fixar completamente nisso. Isso permite que você aproveite ao máximo cada dia, aproveite ao máximo cada ato, absorto em mindfulness, sendo o melhor que você pode ser.

O dharma também ajudará você a se aliviar do estresse de múltiplas demandas, seja no trabalho, seja em casa ou, ainda pior, por múltiplos desejos. Dharma é sinônimo de uma ação principal por vez. Desejos são ilimitados, e, se você permitir isso, clientes, membros familiares, colegas e seu patrão irão colocar em cima de você uma lista infindável de demandas. Todavia, uma vez que você fique confiante no exercício de identificar seu dharma, de priorizar suas ações de acordo com seu dharma, você terá a paz de fazer uma coisa de cada vez, com sua mente focada nessa única ação. Nunca é seu dharma fazer mais do que você consegue – somente fazer o melhor que você pode.

Focar-se no seu dharma conduz ao desenvolvimento de simplicidade, que é uma qualidade maravilhosa. Quanto mais você foca naquilo que você tem que fazer, na expressão de si mesmo, você naturalmente se interessa menos em criar demandas desnecessárias em sua vida ou em comprar coisas que você não precisa. Você desejará comprar apenas coisas que ajudem na realização do seu dharma e nada mais. Viver essa mudança de paradigma de se centrar no seu dharma significa que você dedica cada vez menos atenção aos desejos caprichosos e planos ilusórios e extravagantes para a felicidade. Simplesmente viver seu dharma em mindfulness é algo tão completo e recompensador que você não sente mais a necessidade de buscar felicidade em comprar coisas que você não precisa. Conforme você desenvolva uma crescente sensibilidade em relação ao seu dharma, você não precisará buscar coisas para ocupar seu tempo. Você saberá o que fazer de um momento ao outro, e você valorizará ter tanta liberdade quanto possível para exercer os seus dharmas com toda a sua atenção. Você entenderá que tempo é a posse mais valiosa. Quanto mais demandas você conseguir remover do seu cronograma, mais paz você experimentará em relação a ser capaz de focar em seus dharmas centrais. Casas menores significam menos manutenção e menos tempo gasto com limpeza. Menos roupas significam guarda-roupas menores. Andar de bicicleta ou usar o transporte público, em vez de dirigir, significa menos tempo cuidando do carro. Viver perto do trabalho significa menos tempo no trânsito. Qualquer coisa que você possa fazer para simplificar sua vida resultará em mais paz e, então, mais felicidade. Essa simplicidade é priorizar o seu verdadeiro eu.

Visite o site: www.3T.org.br

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Via: Os 7 Dharmas | Volta ao Supremo Pagina Oficial

DVALI, O FESTIVAL DAS LUZES DEDICADO A LAKSHIMI, A DEUSA DA PROSPERIDADE…

Lakshmi, deusa da prosperidade

Festival Dvali, o Festival das Luzes (da lua nova de outubro a lua nova de novembro)

 

LaxmiLAKSHIMI, A DEUSA DA FORTUNA E DA PROSPERIDADE

Por: Heloísa Lassálvia

Dusehra é uma festa hinduísta baseada no livro mitológico RAMAYANA, na qual se celebra a vitória de RAMA sobre Ravana que havia sequestrado a sua bela mulher SITA. Nesta celebração são apresentadas peças teatrais que contam a história da origem de VISHNU e sua consorte LAKSHIMI. (Deidades Hinduístas). Rama e Krishna são encarnações de VISHNU e Radha e Sita, suas respectivas esposas, são encarnações da Deusa LAKSHIMI.

Vinte dias após a celebração do Dusehra, na Lua Nova do mês de Outubro até a Lua Nova de Novembro é realizado o FESTIVAL DVALI, também conhecido como FESTIVAL DAS LUZES, no qual Rama é aclamado triunfante. É a maior celebração da Índia, as casas são pintadas com antecedência por acreditar-se que LAKSHIMI, a deusa da Riqueza e da Prosperidade, visita e abençoa as casas limpas e iluminadas, de forma que cada um procura acender o maior número de lâmpadas e velas para a Prosperidade entrar na sua casa. A palavra “Lakshimi” é derivada da palavra sânscrita “Laksya”, que significa “objetivo ou meta. E é ela a Deusa da Riqueza e da Prosperidade, tanto material quanto espiritual. O Aroma dedicado a Deusa Lakshimi é o jasmim.

LAKSHIMI, sendo a deusa da Fortuna é adorada e reverenciada por todos, principalmente pelos empresários e comerciantes. Belíssima, a sua beleza é comparada com a de Vênus, como também é considerada a esposa ideal pelo seu amor e dedicação. Sua imagem é sempre representada sobre uma flor de lótus, símbolo da pureza e tem uma das mãos levantada em postura de benções de prosperidade. Ela é considerada o aspecto feminino de Deus em todas as suas manifestações.

Para que você possa atrair para a sua vida a força da Prosperidade, passamos a seguir o Ritual para ser feito durante o Festival das Luzes como também o Ritual de LAKSHIMI que poderá ser feito em qualquer ocasião:

O QUE FAZER PARA ATRAIR AS ENERGIAS DURANTE O FESTIVAL DVALI:

  • Iluminar a porta da casa e as janelas (acender as luzes), abrindo o caminho para a Prosperidade entrar.
  • Fazer uma cesta de frutas: maçãs, bananas e laranjas como símbolos de fartura. Abençoa-las e compartilhar com outras pessoas.
  • Acender velas durante o festival, nas cores: laranja, vermelha ou amarela.
  • Fazer uma oração pedindo as bênçãos de Prosperidade e Abundância a Deusa LAKSHIMI para o seu lar e para o seu trabalho.
  • Emitir diariamente 9 vezes consecutivamente o Pravana “S H R I M” dedicado a LAKSHIMI o que atrai a Abundância, é o mantra da Prosperidade.

ORAÇÃO A DEUSA LAKSHIMI

LAKSHIMI, Deusa da Prosperidade e da Abundância, abro meu coração e meu lar com muito amor e exuberante alegria para recebê-La no meu Templo interno e no Templo da minha morada.

Que suas bênçãos cheguem a mim trazendo a pureza da flor de lótus, a harmonia nos meus relacionamentos e a prosperidade em tudo o que eu executar com fé, entusiasmo e altruísmo.

Que o aspecto feminino de Deus em todas as suas manifestações me tragam intuição, percepção, dedicação e receptividade para que eu possa realizar todas as minhas atividades com alegria e felicidade.

Que sua majestosa beleza reflita em meus pensamentos para que eu possa sentir, falar, ouvir e agir somente com a consciência da minha Presença Divina.

Que a sua Luz me envolva dentro de um campo magnético de Abundância para que eu possa ter tudo o que necessito e expandir essa minha Prosperidade para todos .

Tudo o que me for ofertado eu abençoo e consagro para a realização do Plano Divino.

Amada LAKSHIMI, bem vinda a minha vida e ao meu lar!

Eu Sou, Eu Sou, Eu Sou a manifestação de tudo o que desejo neste instante, hoje e sempre!

Que as bênçãos de Prosperidade e Abundância de LAKSHIMI ilumine você, seu lar e seu trabalho, hoje e sempre.

SHRIM! SHRIM!! SHRIM! SHRIM! SHRIM! SHRIM! SHRIM! SHRIM! SHRIM!!”

MEDITAÇÃO PARA ATRAIR LIBERDADE FINANCEIRA E MATERIAL

Feche os olhos e concentre-se no seu coração físico que pulsa e vibra paz, harmonia e equilíbrio.

Então respire profundamente 3 vezes concentrando-se nessas 3 respirações através do aroma de jasmim que é dedicado à Deusa Lakshimi, complemento Divino de Deus Vishnú, Deus da Preservação da Vida e do Universo. Pelo aroma de Jasmim e pela própria energia de Prosperidade de Deusa Lakshimi, abençoe o seu lar que é o local sagrado onde você busca paz, descanso, conforto, amor para que a abundância infinita se manifeste na sua vida.

Concentre-se agora em algum local do seu lar. Você está só. É um dia muito importante na sua vida porque você sente-se em paz, fortalecido e repleto de boa vontade e ânimo para tomar novas decisões internas e ancorar a energia da VITÓRIA DA LUZ.

Dê, então, uma boa olhada na sua casa. Você receberá, mais uma vez, no dia de hoje a visita da Bem Amada Deusa Lakshimi que hoje abençoa toda a humanidade com a sua força e poder proporcionando a energia da Liberdade financeira e material.

Então mentalmente prepare a sua casa. Comece abrindo as janelas para a luz revigoradora do Sol entrar.

Agora verifique se alguma coisa lhe incomoda. Se algo lhe lembra de doenças ou dores ou tristeza, mude a energia deslocando, tirando, substituindo móveis ou objetos. Deixe sua mente criativa fluir. Acenda as luzes, permita que seu lar se ilumine de paz, e alegria.

Respire profundamente e ande por toda casa e perceba nos detalhes se há mais alguma coisa para mudar. Transforme tudo o que for necessário para que seu lar tenha uma aparência e a vibração de um ambiente saudável. À medida que for passando pelos ambientes, vá preenchendo-os com flores, aromas e música. (pausa)

Agora você está passando diante de um grande espelho. Olhe-se e sorria. A sua aparência lhe agrada, você está saudável e exala jovialidade. Tudo em você e ao seu redor está harmônico e perfeito. Mantenha essa sensação.

Respire mais uma vez profundamente e uma pequena esfera de luz dourada começa a dançar na sua frente. Fixe o olhar nesses movimentos. Lentamente essa esfera de luz dourada vai crescendo, crescendo, crescendo até tornar-se um enorme sol flutuando.

Esse sol que está dentro do seu lar, pulsa, vibra, gira e explode. E dessa explosão de luz surge a belíssima Deusa LAKSHIMI, a Deusa da Riqueza e da Prosperidade que vem lhe visitar. Tão bela como Vênus, paira sobre uma flor de lótus que representa a força da Pureza. Ela tem uma mão levantada dirigida a você em postura de bênçãos e de consagração.

Com amor e humildade, ofereça o seu lar a LAKSHIMI para que ela faça dele também o seu lar e o torne fonte da Prosperidade, da Abundância Infinita e da Vitória em Luz em todas as suas atividades.

Silencie por alguns momentos, pois das mãos de Deusa Lakshimi são jorradas cascatas de luz dourada abençoando você e seu lar com a força da Paz, da Felicidade e da Plenitude, consagrando o seu EU SOU, para que doravante e conscientemente você possa valer-se dessas energias em todos os momentos de sua vida e como um Cocriador perfeito, também, redistribui-las através da sua própria vibração e irradiação a todos que façam ou venham a fazer parte de sua existência terrena.

Que assim seja e assim será!

 

Via: Festival Dvali, o Festival das Luzes (da lua nova de outubro a lua nova de novembro) « Heloisa Lassalvia « Orações

 


Ouça também, através deste vídeo, um dos mantras dedicados a Lakshimi, para que sintonizando-se com ela, você possa atrair a harmonia nos seus relacionamentos, prosperidade e a abundância em sua vida…

MANTRA PARA ATRAIR PROSPERIDADE E RIQUEZA

“Lakshimi, Deusa da Prosperidade e da Abundância, abro meu coração e meu lar com muito amor e exuberante alegria para recebê-la no meu Templo interno e no Templo da minha morada.

Que suas bênçãos cheguem a mim trazendo a pureza da flor de lótus, a harmonia nos meus relacionamentos e a prosperidade em tudo o que eu executar com fé, entusiasmo e altruísmo.

Que o aspecto feminino de Deus em todas as suas manifestações me tragam intuição, percepção, dedicação e receptividade, para que eu possa realizar todas as minhas atividades com alegria e felicidade.

Que sua majestosa beleza se reflita em meus pensamentos para que eu possa sentir, falar, ouvir e agir somente com a consciência da minha Presença Divina.

Que a sua Luz me envolva dentro de um campo magnético de Abundância para que eu possa ter tudo o que necessito e expandir essa minha Prosperidade para todos.

Tudo o que me for ofertado eu abençoo e consagro para a realização do Plano Divino.

Amada Lakshimi, bem vinda à minha vida e ao meu lar!

Eu Sou, Eu Sou, Eu Sou a manifestação de tudo o que desejo neste instante, hoje e sempre!

SHRIM!”

Que as bênçãos de Prosperidade e Abundância de Lakshmi iluminem você, seu lar e seu trabalho, hoje e sempre.

Deusa Lakshimi significa “boa sorte” para os hindus. É uma deusa reverenciada em todo o mundo. Em tempos de grande desafio, ela traz a cura e senso de fortuna, mesmo nos momentos mais sombrios. É uma poderosa conexão cósmica, uma mulher divina que se parece com a gente e um sentido de coragem, de esperança, de poder. Ela é a deusa da riqueza e prosperidade, tanto material como espiritual. Lakshimi é representada por uma mulher de pele dourada, com quatro mãos, sentada ou em pé sobre uma flor de lótus desabrochada e segurando um botão de lótus – que representa a beleza, pureza e fertilidade.

Letra: OM LAKSHMI VIGAN SHRI KAMALA DKHARIGAN SVAKHA
Pronúncia: OM LAQUIXIMI VIGA XI CAMALA DÁRIGA SUÁCA

Mantra para Atrair Prosperidade e Riqueza

Publicado por Papo Reto Paula Donegá em 10 de abr de 2017

Via: Mantra para Atrair Prosperidade e Riqueza – YouTube


 

A RESPIRAÇÃO É UMA PONTE ENTRE VOCÊ E O UNIVERSO…

Deep Breath_Melanie Weidner

Respiração: Porta para uma Nova Dimensão

BREATH DOORWAY TO A NEW DIMENSION (edited)

Por: Osho

Estamos respirando continuamente desde o momento do nascimento até o momento da morte. Tudo muda entre esses dois pontos. Tudo muda, nada permanece o mesmo;

Somente a respiração é algo constante entre o nascimento e a morte.

A criança se tornará um jovem; o jovem envelhecerá. Ele ficará doente, seu corpo se tornará feio, doente; tudo mudará. Ele será feliz, infeliz, em sofrimento; tudo continuará mudando. Mas o que quer que aconteça entre esses dois pontos, a pessoa tem que respirar. Seja feliz ou infeliz, jovem ou idoso, bem sucedido ou não – o que quer que você seja, isso é irrelevante – uma coisa é certa: entre esses dois pontos do nascimento e da morte você precisa respirar.

Respirar será um fluxo continuo; nenhum intervalo é possível. Se mesmo por um instante você esquecer de respirar, você não será mais. Eis porque não é exigido de você respirar, porque então seria difícil. Alguém poderia esquecer de respirar por um momento, e então nada poderia ser feito. Assim, realmente, você não está respirando, porque você não é necessário. Você está bem adormecido, e a respiração continua; você está inconsciente, e a respiração continua; você está em coma profundo, e a respiração continua. Você não é solicitado; o respirar é algo que continua apesar de você.

Esse é um dos fatores constantes na sua personalidade – essa é a primeira coisa. É algo que é muito essencial e básico para a vida – essa é a segunda coisa.

Você não pode viver sem a respiração. Portanto, respiração e vida se tornaram sinônimos. Respirar é o mecanismo da vida, e a vida está profundamente relacionada com o respirar. Eis porque na Índia chamamos isso de prana. Temos dado uma palavra para ambos: prana significa vitalidade, vivacidade. Sua vida é a sua respiração.

Terceiro, sua respiração é uma ponte entre você e seu corpo.

Constantemente, a respiração está interligando você com o seu corpo, lhe conectando, lhe relacionando com o seu corpo. A respiração não é somente uma ponte para o seu corpo, é também uma ponte entre você e o universo. O corpo é apenas o universo que veio até você, que está mais perto de você.

Seu corpo é parte do universo. Tudo no corpo é parte do universo – cada partícula, cada célula. È a abordagem mais próxima para o universo. A respiração é a ponte. Se a ponte for partida, você não está mais no corpo. Se a ponte for partida, você não está mais no universo. Você se move para alguma dimensão desconhecida; então você não pode ser mais encontrado no espaço/tempo.

A respiração, portanto, se torna muito importante… a coisa mais significativa. Se você puder fazer alguma coisa com a respiração, você irá repentinamente estar no presente. Se você puder fazer alguma coisa com a respiração, você irá alcançar a fonte da vida. Se você puder fazer alguma coisa com a respiração, você pode transcender o tempo e o espaço. Se você puder fazer alguma coisa com a respiração, você estará no mundo e também além dele.

A respiração tem dois pontos. Um é onde ela toca o corpo e o universo, e o outro é onde ela toca você e aquilo que transcende o universo.

Conhecemos somente uma parte da respiração. Quando ela se move para o universo, para o corpo, nós a conhecemos. Mas ela está sempre se movendo do corpo para o “não-corpo”, do “não-corpo” para o corpo. Não conhecemos o outro ponto. Se você se tornar cônscio do outro ponto, do outro lado da ponte, do outro pólo da ponte, repentinamente você será transformado, transplantado para uma dimensão diferente.

O indivíduo não precisa praticar um estilo particular de respiração, um sistema particular de respiração ou um ritmo particular de respiração – não! A pessoa precisa tomar a respiração como ela é. A pessoa precisa apenas tornar-se cônscia de certos pontos da respiração.

Existem certos pontos, mas não estamos cônscios deles. Temos estado respirando e continuaremos a respirar – nascemos respirando e morreremos respirando – mas não estamos cônscios de certos pontos. E isso é estranho. O homem está buscando, investigando fundo no espaço. O homem está indo para a lua; o homem está tentando alcançar mais longe, da terra para o espaço, e o homem ainda não aprendeu a parte mais próxima de sua vida.

Existem certos pontos na respiração os quais você nunca observou, e esses pontos são as portas – as portas mais próximas a você, de onde você pode entrar para um mundo diferente, para um ser diferente, para uma consciência diferente.

Osho, The Book of Secrets, Discurso #3

Para continuar a ler em inglês, click aqui


Via: Respiração: Porta para uma Nova Dimensão OSHO Meditation – Mindfulness and the Science of the Inner

OS REGISTROS DE TODAS AS VIDAS DO UNIVERSO ACESSÍVEIS A TODOS…

Akashic Records

Registros Akáshicos

Conhecimentos da Experiência Humana e da História do Cosmos

 

post-09-30-1-editado_thumb1Por: THE OTHERS

 

Registros Akáshicos (A palavra Akasha em Sânscrito significa “céu”, “espaço” ou “Éter”) é um termo usado por autores esotéricos na teosofia (e Antroposofia) para descrever um compêndio de conhecimento místico codificado em planos existenciais não físicos. Estes registros são ditos conter todo o conhecimento da experiência humana e da história do Cosmos.

Em sânscrito, o termo “Akasha” refere-se ao “éter” ou à substância primordial da vida, da qual absolutamente tudo existe no mundo. É uma consciência coletiva, a “mente da Fonte”, contém a informação ou a vibração energética de todo pensamento já gerado nos Universos que existem desde a primeira divisão do UM, a Fonte.

Sal Rachele diz que “os registros Akáshicos são uma série de impressões energéticas no campo causal do Universo” e que qualquer um pode acessá-los.

Existe uma parte do Akasha sobre a crônica deste mundo em que vivemos e onde encontramos registros de qualquer ser que tenha se “envolvido” de forma cármica ou quântica com a energia da Terra.

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A informação no Akasha está em vários níveis, cada nível “superior” é mais complexo e mais abrangente do que o anterior: planetário, galáctico, universal… Onde estão estruturados em várias dimensões, é como uma enorme biblioteca de vários níveis.

Sadhguru: é o que chamamos de internet hoje. Existem muitas maneiras pelas quais você pode ser ativo na vida. Você pode fazer um movimento físico, você pode fazer um movimento mental ou pode mover seu prana. Se você faz algo com seu corpo o resultado terá uma certa vida.

O que você faz com a mente tem uma vida muito mais longa. Se você faz algo com o prana, o resultado disto tem uma vida muito maior. Quando você trabalha além desta dimensão física, o que você faz é para sempre. Ninguém pode destruir o que você fez.

Descrição e Explicação

“Registros Akáshicos” é um termo teosófico referindo-se a um sistema de arquivos universal que grava qualquer pensamento criado, palavra ou ação. As gravações são feitas em uma substância sutil chamada akasha (ou condutor etérico).

No misticismo hindu, este Akasha é considerado o princípio inicial da natureza, dos quais os outros quatro princípios naturais são criados: fogo, ar, terra e água. Estes cinco princípios também representam os cinco sentidos do ser humano.

Embora os registros Akáshicos sejam um registro de tudo o que já existiu, de tudo o que é e será, estas gravações estão em constante evolução e mudança. Isso pode ser difícil de entender por causa da crença que temos que o tempo é linear.

A compreensão de que os registros Akáshicos estão mudando, evoluindo, é a chave para entender como a história, os eventos passados e futuros e os caminhos do nosso destino estão mudando constantemente.

Usamos o passado e o futuro para entender uma explicação. Quando você muda uma crença, aprende uma lição de vida, supera um desafio ou cresce e evolui sua consciência, você basicamente muda todas as suas versões que já existiram.

Este conhecimento é registrado nos registros Akáshicos para que todas as outras almas tenham acesso através do subconsciente e possam se beneficiar deste conhecimento se elas optarem por fazê-lo.

Estas gravações mudam constantemente e evoluem a cada escolha que todo ser faz. A realidade que provavelmente se manifesta muitas vezes muda através da mudança de escolhas e das decisões que tomamos em cada momento.

Nesta perspectiva, o passado é tão provável quanto o futuro. Isso pode parecer estranho devido à percepção do tempo que costumamos ter. Simultaneamente as escolhas que você faz hoje afetam seu passado, presente e futuro. O problema é que nossas mentes não são treinadas para perceber o passado além do que você experimentou.

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É metaforicamente descrito como uma coleção na biblioteca, outras analogias comuns encontradas nos discursos sobre o tema dão a ideia de “computador universal” ou “Mente Divina”.

As descrições da memória Akáshica atestam que a informação contida aqui é constantemente atualizada conforme a vida na Terra e o próprio Universo evolui, sendo acessado do universo material através da projeção astral. O conceito tem suas origens nos movimentos teosóficos do século XIX, permanecendo atualizado nos discursos da nova era.

De acordo com os princípios teosóficos, cujo pai espiritual é o filósofo, esoterista, artista e pedagogo de origem austríaca, Rudolf Steiner, a memória ativa é um sistema universal que armazena fielmente todos os eventos já realizados neste universo, pensamento, palavra e ação como uma espécie de biblioteca do destino. As memórias ficam impressas com uma substância sutil chamada Akasha (ou éter).

O exemplo de uma pessoa que muitos afirmam que fazia a leitura dos registros Akáshicos é o místico americano, Edgar Cayce. Ele fazia as leituras em estado de sono ou transe. O método de Cayce foi descrito pelo Dr. Wesley H. Ketchum, que durante alguns anos usou Cayce como representante de sua prática médica.

“O subconsciente de Cayce estava em comunicação direta com todas as outras mentes subconscientes e era capaz de interpretar através de sua mente e compartilhar as impressões recebidas de outras mentes, reunindo assim todo o conhecimento adquirido pelos milhões de outras mentes subconscientes”.

No livro “Lei do Um: Volume 1”, uma entidade identificada na canalização como Ra confirmou em 1981 que Edgar Cayce realmente acessava os registros Akáshicos e não se comunicava com alguma entidade

A Importância Dos Registros Akáshicos

Sem Akasha, não podemos existir aqui. Sem o ar, não podemos existir aqui. Não vemos o ar, mas é mais vital do que o cabelo, embora alguns gastem mais dinheiro em cuidados com o cabelo do que com o cérebro! Veja onde estão os nossos valores. Você não pode mais viver sem cabelo. Sem ouvidos, você ainda pode viver.

Sem nariz, você ainda pode viver. Na maioria das vezes, você nem está ciente de saber se o ar existe ou não, mas sem ar, você não pode viver. O mesmo sem Akasha, você não pode viver sem ele.

Como Podemos Acessar os Registros Akáshicos?

Na transição do mundo físico para o não físico, cada alma tem a oportunidade de acessar os registros Akáshicos conscientemente para rever a vida que viveu. Em certo sentido, é como olhar para um holograma de toda a sua vida.

Este filme registra cada pensamento, fé, experiência e decisão que tomou em sua vida para ajudá-lo a aprender e crescer a partir do que você experimentou.

Imagine agora que esses registros armazenam não apenas essa vida, mas todas as suas vidas. Imagine que estes registros não só armazenam nossas vidas, mas de todas as vidas de cada alma no Universo. Tão genial são estes registros. É a totalidade de tudo o que é.

Os registros Akáshicos podem ser comparados a uma enorme biblioteca universal em que todas as almas podem ter acesso ao conhecimento universal para aprender e crescer.

Ramshi: Pode ser feito de várias maneiras. A tecnologia pode ser usada para acessar a informação. Ele é parecido com um projetor de filme. Mesmo quando você não está usando uma máquina, você ainda tem a capacidade de acessar estes registros.

Para fazer isto, você precisa alinhar sua matriz cristalina com a de um cristal. Você alinha a sua frequência com o cristal, e quando ressoa na mesma frequência você pode expandir sua percepção para incluir a informação na matriz do cristal.

O som deve ser usado para encontrar a frequência correta. Os sons na frequência certa farão vibrar o cristal na sua mão. O som é a chave para encontrar a ressonância perfeita.

Então, se você produzir o tom correto, ele fará vibrar a sua própria matriz interna, e você pode se sintoniza com a frequência do cristal. Foi criado um método externo muito similar usando gravação de CDs em computadores. Basta usar diferentes materiais para imprimir, e uma máquina para fazer o trabalho necessário.

Estas gravações são melhoradas e evoluem junto com as experiências de atualização. Quando uma alma aprende ou cria alguma coisa, essa receita fica disponível para todos os outros acessar e desenvolver este conhecimento.

Desta forma, tudo o que existe continua a crescer, aprender e evoluir. Os registros Akáshicos dão a cada ser a capacidade de inovar constantemente o que foi descoberto.

Muitos se perguntam onde esses registros são armazenados. Eles estão em toda parte e em todos os lugares. O espaço é outra ilusão. Dizemos que está em todos os lugares porque estes registros são codificados em cada célula, em cada cadeia de ADN de cada ser, e ainda assim ele não é físico. Ele não é um lugar, mas um estado de existência e realidade vibratória.

Todos os seres têm acesso a estes registros, não existem exceções. A maneira de você ter acesso conscientemente a estes registros é a vibração, ressonância e sua frequência.

Você pode obter acesso a estes registros, estabelecendo conscientemente a sua intenção de fazer isto e estar pronto para receber. Todo ser tem esta habilidade, mas muitos deixaram esses “músculos” atrofiados. Como resultado, muitos acham difícil se conectar com esses reinos elevados.

Você precisa ter uma mente tranquila e um estado interno focado em receber para se abrir a informações dos reinos elevados. Com esta intenção e prática, podemos recuperar esta habilidade.

Para obter mais informações sobre o tópico, assista os seguintes vídeos:

OBS: Para acionar a legenda clique no ícone legendas, depois em detalhes, clique em legendas CC e traduzir automaticamente, então escolha português (tradução + – do Google).

 

 


Fonte: MATRIX WORD DISCLOSURE | Akashic Records | Knowledge of human experience & history of cosmos
Tradução e Divulgação: A Luz é Invencível ☼

Via: Registros Akáshicos Conhecimentos da Experiência Humana e da História do Cosmos A Luz é Invencível

SUA MEDITAÇÃO PODE AFETAR O MUNDO…

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VOCÊ QUER MUDAR O MUNDO? MEDITE!

Por: Spirit Science

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A meditação de Plena Consciência vem tendo muitas boas notícias ultimamente pelo mundo, com cada vez mais pessoas começando a meditar diariamente e falando sobre todos os benefícios que acompanham a prática.

Uma nova pesquisa da Universidade de Waterloo, em Ontário, está descobrindo que um mínimo de 25 minutos de yoga e meditação diária pode aumentar a função cerebral, o controle emocional e os níveis de energia! Os benefícios incluem a liberação de endorfinas, aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro e foco reduzido em pensamentos repetitivos.

No entanto, além de tudo isso, ainda há um aspecto excepcional da meditação que tem um impacto profundo no modo como vemos o mundo, e esse é a relação entre meditações regulares e os padrões comportamentais da sociedade em geral.

A MEDITAÇÃO EM MASSA BAIXA O ÍNDICE DE CRIMINALIDADE

Em 1960, Maharishi Mahesh Yogi previu que, se apenas 1% de uma população se reunisse e meditasse junto, haveria um efeito benéfico em toda a população. Esta teoria foi posta à prova em 1976, quando se descobriu uma redução de 16% no índice de criminalidade, quando 1% da população local meditava em um grande grupo. Este fenômeno foi denominado “O efeito Maharishi “, que foi definido como a influência da prática meditativa sobre o ambiente social e natural em torno dos que meditavam.

Desde então, foram realizadas várias experiências que demonstraram ainda mais essa habilidade, gerando números inovadores na redução do crime e no apoio à saúde, bem como na influência positiva sobre a sociedade em geral. Talvez o que seja mais notável, e o que fornece mais evidências para esse efeito, é que ele é antecipadamente previsível, em todas as ocasiões.Menina meditando

Um dos estudos mais importantes realizados sobre este efeito ocorreu em 1993, quando um grande grupo em Washington DC conseguiu reduzir os crimes violentos em mais de 20% na cidade.

Um dos estudos mais recentes foi realizado entre 2007 e 2010. Durante este período, a Direção da Universidade Mararishi, em Iowa, criou um grupo de meditação suficientemente grande para influenciar os Estados Unidos como um todo. A análise estatística dos resultados mostrou uma diminuição maciça da taxa nacional de homicídios e crimes violentos urbanos, em relação ao período anterior de 2002 a 2006.

No total, a taxa de homicídios foi 21,2% inferior ao longo dos quatro anos. Com isso, os analistas estimaram que, aproximadamente, 8.167 mortes foram evitadas em função dessa mudança significativa.

Esta revelação nos últimos anos teve um efeito considerável em muitos cientistas do mundo, que estão se aproximando da teoria do campo quântico a partir da perspectiva de que a própria consciência pode ser algo muito maior do que jamais acreditamos que pudesse ser.

COMO VOCÊ PODE MUDAR O MUNDO

É fácil ficar sobrecarregado ao observar o estado do planeta; as coisas estão ficando realmente intensas no mundo, sejam desastres naturais ou dramas políticos, é claro que existe uma grande destruição no caminho. No entanto, esta nuvem escura tem um vislumbre positivo, porque há tanta informação chegando, que continua a revelar o nosso lugar no cosmos e a oportunidade com a qual nos deparamos, deveriamos escolher seguir por esse caminho.

Este conhecimento sobre meditação e seus efeitos sobre o mundo que nos rodeia é uma importante ponte entre o que o mundo é e como ele pode ser. Apenas 1% de uma população pode baixar os índices de criminalidade em 20%, então o que aconteceria se houvesse 5% de uma população em particular meditando?!

Agora, é lógico, há aproximadamente 7,4 bilhões de pessoas neste planeta, e assim levaria cerca de 74 milhões de pessoas meditando para ser 1% da população global, mas a equipe da universidade Mararishi sugere que não é necessário um 1% para fazer uma mudança no mundo, mas apenas a raiz quadrada de 1%, que é apenas cerca de 7.000 pessoas! Isso não é muito!

Em última análise, podemos nos transformar em catalisadores de mudanças em nossas próprias famílias, comunidades e além, simplesmente meditando.

Meditação

Pense nisso desta forma: quantas pessoas há em sua família? Em sua família imediata, talvez algo entre três e seis? Talvez um pouco mais, talvez um pouco menos. E o seu círculo social? Quem são seus amigos mais próximos e confiáveis? Quantos deles estão em sua vida? Esse número pode variar entre um e dez, e é claro que conhecemos muitas pessoas além disso também.

Digamos, por este exemplo, que você tenha 9 amigos e familiares próximos em sua vida; pessoas com quem você passa a maior parte do tempo ou com quem está mais conectado ocasionalmante.

Em relação a este pequeno grupo de pessoas em sua vida, você mesmo não é apenas 1% da população, mas quase 10%! Isso é notável, porque implica que, se você meditasse regularmente por uma quantidade significativa de tempo, esse seu pequeno círculo social poderia potencialmente ver uma diminuição maciça da negatividade geral em suas vidas! Estamos usando “negatividade geral ” aqui, simplesmente nos baseando no fato de que a maioria das pessoas em sua vida não sejam pessoas excessivamente violentas, mas para aquelas que são… isso pode ser particularmente útil!

Você vê, ao olhar para o mundo inteiro em larga escala, é fácil ficar sobrecarregado e pensar: “Eu sou apenas uma pessoa, como posso afetar todo o mundo?”. E quando você entra em meditação, a resposta se torna muito simples – comece com você, e com uma pessoa, e com um grupo e comunidade de cada vez.

O QUANTO DE MEDITAÇÃO É SUFICIENTE?

Esta é sempre uma pergunta comum, algumas pessoas querem saltar e começar a fazer horas a cada vez, e para outras, mesmo dez minutos podem ser difíceis de início. A partir de nossas experiências, definitivamente temos experimentado o benefício de meditar mais de uma a duas horas por dia, e para experientes mestres de meditação, isso não deve ser um problema. Para aqueles que estão apenas começando, nós encorajamos a criar um espaço para você meditar por pelo menos vinte e cinco minutos ao dia, e trabalhar a partir daí.

Galaxy MeditateIsso pode parecer muito, mas nós realmente queremos encorajá-lo a dar o máximo de si para levar a meditação a sério. Se é a única experiência espiritual que você deseja ter, na nossa visão é, de longe, a mais importante, devido não só aos efeitos que tem sobre sua própria saúde mental, emocional, física e espiritual, mas ao efeito que ela  tem no mundo em geral.

Se cada pessoa que lê este artigo meditasse pelo menos uma hora por dia todos os dias, haveria uma mudança de consciência bastante significativa, que poderia levar essa prática a se tornar cada vez mais conhecida no mundo!

Então, para responder a esta pergunta; O quanto de meditação é suficiente? Nossa resposta é que você nunca pode ter meditação suficiente! Além do mais, geralmente, quando você está meditando, você sabe quando já terminou.

Tente praticar meditação regularmente em sua vida e veja as mudanças que começam a acontecer! Como estamos todos basicamente conectados, isso não só expandirá sua própria consciência, mas ajudará nosso mundo a nível global, e até mesmo universal!

Fontes:
http://www.medicalnewstoday.com/articles/319333.php
http://www.dailymail.co.uk/health/article-4857548/Yoga-meditation-help-promotion.html
https://tmhome.com/benefits/study-maharishi-effect-group-meditation-crime-rate/
http://www.worldpeacegroup.org/washington_crime_study.html
http://www.nytimes.com/1993/08/01/nyregion/meditating-to-try-to-lower-crime-rate.html?mcubz=0
http://www.chopra.com/articles/how-meditation-benefits-everyone-around-you#sm.0001229qicviqdhezx02cykuhwp6d
https://nccih.nih.gov/health/meditation/overview.htm
http://articles.latimes.com/1986-05-08/news/vw-4487_1_square-root

 


Origem: You want to Change the World? Meditate! – Spirit Science Central
Tradução e Divulgação: Cida Pereira AFINIDADES ESPIRITUAIS

APRENDENDO COM O TAO, A SABEDORIA DO SILÊNCIO…

O Tao

O Tao do Silêncio…

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Por: Elciene Galindo

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Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem  condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e  envia-nos o  reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se você se  identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações  externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se  impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluida.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida  íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário.  Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si  mesmo.  Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não  sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incomodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, quer sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e  concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível.

Faça uso regular  do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.

Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO.

Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo.

Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO.

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Como procede o sincero praticante do TAO?
Ele procede assim:

01 – Não critica nenhuma atitude.
02 – Não condena nenhum procedimento.
03 – Não reclama de nenhuma situação.
04 – Não espera reconhecimento de nada.
05 – Não busca nenhum tipo de aplauso.
06 – Evita com toda energia qualquer discussão.
07 – Jamais aponta os erros dos outros.
08 – Jamais da ordem de correção ou mudança nas pessoas.
09 – Respeita sempre as opiniões alheias.
10 – Elogia as pessoas fazendo-as ver DEUS dentro delas.
11 – Aprecia qualquer pessoa com respeito e atenção.
12 – Encoraja a todos em qualquer situação.
13 – Procura despertar nas pessoas o gosto pelas coisas corretas.
14 – Interessa-se pelos problemas dos outros, mesmo banais.
15 – Ouve atentamente qualquer explanação.
16 – Estuda os interesses e objetivos da outra pessoa.
17 – Controla seus próprios impulsos em qualquer situação.
18 – Vive bem consigo mesmo, porque não erra mais.
19 – Usa de diplomacia em tudo. Usa de cortesia em tudo.
20 – Usa de sinceridade em tudo que fala.
21 – O incentivo brota de seus lábios como o mel brota do favo.
22 – Jamais toma para sí o que não lhe pertence.
23 – Não participa nem estimula opiniões negativas.
24 – É contrário a qualquer ação negativa.
25 – Respeita as pessoas em qualquer crença religiosa ou política.
26 – É o maior defensor da vida. Jamais aceitará abortos, eutanásia etc.
27 – Nunca fala mentiras, pois percebe que isso o muda de fases.
28 – Por saber que é filho da luz, não abraça nenhuma ilusão.
29 – Experimenta o ponto de vista da outra pessoa e desperta nela um vigoroso desejo de         sucesso.
30 – Desenvolve inúmeros impulsos positivos em prol da VIDA.
31 – Adora pensar grande.

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O Taoísmo ensina que é preciso superar as dicotomias aparentes da realidade para poder equilibrar-se no caminho, em direção à elevação espiritual.

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Via: O Tao do Silêncio… | novaconsciência

AS HISTÓRIAS E A SIMBOLOGIA DE GANESHA, O DEUS DA BOA FORTUNA…

God Ganesh by Satish Verma

Lord Ganesha

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Por: Nowmastê

No hinduísmo, Ganexa ou Ganesha (sânscrito: गणेश ou श्रीगणेश (quando usado para distinguir status de Senhor) (ou “senhor dos obstáculos,” seu nome é também escrito como Ganesa ou Ganesh e algumas vezes referido como Ganapati) é uma das mais conhecidas e veneradas representações de deus. Ele é o primeiro filho de Shiva e Parvati, e o esposo de Buddhi (também chamada Riddhi) e Siddhi. Ele é chamado também de Vinayaka em Kannada, Malayalam e Marathi, Vinayagar e Pillayar (em tâmil), e Vinayakudu em Telugu. ‘Ga’ simboliza Buddhi (intelecto) e ‘Na’ simboliza Vijnana (sabedoria). Ganesha é então considerado o mestre do intelecto e da sabedoria. Ele é representado como uma divindade amarela ou vermelha, com uma grande barriga, quatro braços e a cabeça de elefante com uma única presa, montado em um rato. É habitualmente representado sentado, com uma perna levantada e curvada por cima da outra. Em geral, antepõe-se ao seu nome o título Hindu de respeito ‘Shri’ ou Sri.

Ganesha é o símbolo das soluções lógicas e deve ser interpretado como tal. Seu corpo é humano enquanto que a cabeça é de um elefante; ao mesmo tempo, seu transporte (vahana) é um rato. Desta forma Ganesha representa uma solução lógica para os problemas, ou “Destruidor de Obstáculos”. Sua consorte é Buddhi (um sinônimo de mente) e ele é adorado junto de Lakshmi (a deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócio. A razão sendo a solução lógica para os problemas e a prosperidade são inseparáveis.

O culto de Ganesha é amplamente difundido, mesmo fora da Índia. Seus devotos são chamados Ganapatyas.

Iconografia

Assim como acontece com todas as outras formas externas nas quais o Hinduísmo representa deus, no sentido da aparência pessoal de Brahman (também chamada de Ishvara, o Senhor), a figura de Ganesha é também um arquétipo cheio de múltiplos sentidos e simbolismo que expressa um estado de perfeição assim como os meios de obtê-la. Ganesha, de facto, é o símbolo daquele que descobriu a Divindade dentro de si mesmo.

Ganesha é o som primordial, OM, do qual todos os hinos nasceram. Quando Shakti (Energia) e Shiva (Matéria) se encontram, ambos o Som (Ganesha) e a Luz (Skanda) nascem. Ele representa o perfeito equilíbrio entre força e bondade, poder e beleza. Ele também simboliza as capacidades discriminativas que provê a habilidade de perceber a distinção entre verdade e ilusão, o real e o irreal.

Uma descrição de todas as características e atributos de Ganesha podem ser encontradas no Ganapati Upanishad (um Upanishad dedicado a Ganesha) do rishi Atharva, no qual Ganesha é identificado com Brahman e Atman. [1] Este Hino Védico também contém um dos mais famosos mantras associados com esta divindade: Om Gam Ganapataye Namah (literalmente: “eu Te saúdo, Senhor das tropas”).

Nos Vedas pode-se encontrar uma das mais importantes e comuns orações a Ganesha, na parte que constitui o início do Ganapati Prarthana:

Om ganaman tva ganapatigm havamahe kavim kavinamupamashravastanam

jyestharajam brahmanam brahmanaspata a nah shrunvannutibhih sida sadanam

De acordo às estritas regras da iconografia Hindu, as figuras de Ganesha com somente duas mãos são tabu. Por isso, as figuras de Ganesha são vistas habitualmente com quatro mãos que significam sua divindade. Algumas figuras podem ter seis, outras oito, algumas dez, algumas doze e outras catorze mãos, cada uma carregando um símbolo que difere dos símbolos nas outras mãos, havendo aproximadamente cinquenta e sete símbolos no total, segundo alguns estudiosos.

A imagem de Ganesha é composta de quatro animais, homem, elefante, serpente e o rato. Eles contribuem para formar a imagem. Todos eles individualmente e coletivamente tem profunda significância simbólica.

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O deus da boa fortuna

Em termos gerais, Ganesha é uma divindade muito amada e frequentemente invocada, já que é o Deus da Boa Fortuna quem proporciona prosperidade e fortuna e também o Destruidor de Obstáculos de ordem material ou espiritual. É por este motivo que sua graça é invocada antes de iniciar qualquer tarefa (por exemplo, viajar, prestar uma prova, realizar um assunto de negócios, uma entrevista de trabalho, realizar uma cerimônia) com Mantras como: Aum Shri Ganeshaya Namah (salve o nome de ganesha), ou similares. É também por esse motivo, que tradicionalmente, todas as sessões de bhajan (cântico devocional) iniciam com uma invocação de Ganesha, o Senhor dos “bons inícios”. Por toda a Índia de cultura hindu, o Senhor Ganesha é o primeiro ídolo colocado em qualquer nova casa ou templo

Além disso, Ganesha é associado com o primeiro chakra, que representa o instinto de conservação e sobrevivência e de procriação. O nome desse chakra é muladhara.

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Atributos Corporais

Cada elemento do corpo de Ganesha tem seu próprio valor e seu próprio significado:

A cabeça de elefante indica fidelidade, inteligência e poder discriminatório;

O fato dele ter apenas uma única presa (a outra estando quebrada) indica a habilidade de Ganesha de superar todas as formas de dualismo;

As orelhas abertas denotam sabedoria, habilidade de escutar pessoas que procuram ajuda e para refletir verdades espirituais. Elas simbolizam a importância de escutar para poder assimilar idéias. Orelhas são usadas para ganhar conhecimento. As grandes orelhas indicam que quando Deus é conhecido, todo conhecimento também é;

A tromba curvada indica as potencialidades intelectuais que se manifestam na faculdade de discriminação entre o real e o irreal;

Na testa, o Trishula (arma de Shiva, similar a um Tridente) é desenhado, simbolizando o tempo (passado, presente e futuro) e a superioridade de Ganesha sobre ele;

A barriga de Ganesha contém infinitos universos. Ela simboliza a benevolência da natureza e equanimidade, a habilidade de Ganesha de sugar os sofrimentos do Universo e proteger o mundo;

A posição de suas pernas (uma descansando no chão e a outra em pé) indica a importância da vivência e participação no mundo material assim como no mundo espiritual, a habilidade de viver no mundo sem ser do mundo.

Os quatro braços de Ganesha representam os quatro atributos do corpo sutil, que são: mente (Manas), intelecto (Buddhi), ego (Ahamkara), e consciência condicionada (Chitta). O Senhor Ganesha representa a pura consciência – o Atman – que permite que estes quatro atributos funcionem em nós;

A mão segurando uma machadinha, é um símbolo da restrição de todos os desejos, que trazem dor e sofrimento. Com esta machadinha Ganesha pode repelir e destruir os obstáculos. A machadinha é também para levar o homem para o caminho da verdade e da retidão;

A segunda mão segura um chicote, símbolo da força que leva o devoto para a eterna beatitude de Deus. O chicote nos fala que os apegos mundanos e desejos devem ser deixados de lado;

A terceira mão, que está em direção ao devoto, está em uma pose de bênçãos, refúgio e proteção (abhaya);

A quarta mão segura uma flor de lótus (padma), e ela simboliza o mais alto objetivo da evolução humana, a realização do seu verdadeiro eu.

O Senhor cuja forma é Om

Ganesha é também definido como Omkara ou Aumkara, que significa “tendo a forma de Om (ou Aum) (veja a seção Os nomes de Ganesha). De fato, a forma do seu corpo é uma cópia do traçado da letra Devanagari que indica este grande Bija Mantra. Por causa disso, Ganesha é considerado a encarnação corporal do Cosmos inteiro, Ele que está na base de todo o mundo fenomenal (Vishvadhara,Jagadoddhara). Além disso, na língua tâmil, a sílaba sagrada é indicada precisamente por uma letra que relembra o formato da cabeça de Ganesha.

A presa quebrada

Estátua de Ganesha do Distrito de Andra Pradesh, Índia.A presa quebrada de Ganesha, como descrita acima, simboliza inicialmente sua habilidade de superar ou “quebrar” as ilusões da dualidade. Porém, existem muitos outros sentidos que têm sido associados a este símbolo.

Um elefante normalmente tem duas presas. A mente também freqüentemente propõe duas alternativas: o bom e o mau, o excelente e o expediente, fato e fantasia. A cabeça de elefante do Senhor Ganesha porém tem apenas uma presa por isso ele é chamado “Ekadantha,” que significa “Ele que tem apenas uma presa”, para lembrar a todos que é necessário possuir determinação mental.

(Sathya Sai Baba)

Existem várias anedotas que explicam as origens deste atributo particular (veja seção Como Ganesha quebrou uma de suas presas?)

Ganesha e o rato

Ganesha montado em seu rato. Note as flores oferecidas pelos devotos. Uma escultura do Templo de Vaidyeshwara em Talakkadu, Karnataka, ÍndiaDe acordo com uma interpretação, o divino veículo de Ganesha, o rato ou mushika representa sabedoria, talento e inteligência. Ele simboliza investigação diminuta de um assunto difícil. Um rato vive uma vida clandestina nos esgotos. Então ele é também um símbolo da ignorância que é dominante nas trevas e que teme a luz do conhecimento. Como veículo do Senhor Ganesha, o rato nos ensina a estar sempre alerta e iluminar nosso eu interior com a luz do conhecimento.

Ambos Ganesha e Mushika amam modaka, um doce que é tradicionalmente oferecido para os dois durante cerimônias de adoração. O Mushika é normalmente representado como sendo muito pequeno em relação a Ganesha, em contraste para as representações dos veículos das outras divindades. Porém, já foi tradicional na arte Maharashtriana representar Mushika como um rato muito grande, e Ganesha estando montado nele como se fosse um cavalo.

Outra interpretação diz que o rato (Mushika ou Akhu) representa o ego, a mente com todos os seus desejos, e o orgulho da individualidade. Ganesha, guiando sobre o rato, se torna o mestre (e não o escravo) dessas tendências, indicando o poder que o intelecto e as faculdades discriminatórias têm sobre a mente. O rato (extremamente voraz por natureza) é habitualmente representado próximo a uma bandeja de doces com seus olhos virados em direção de Ganesha, enquanto ele segura um punhado de comida entre suas patas, como se esperando uma ordem de Ganesha. Isto representa a mente que foi completamente subordinada à faculdade superior do intelecto, a mente sob estrita supervisão, que olha fixamente para Ganesha e não se aproxima da comida sem sua permissão.

Casado ou Celibatário?

É interessante notar como, de acordo com a tradição, Ganesha foi gerado por sua mãe Parvati sem a intervenção de Shiva, seu marido. Shiva, de fato, sendo eterno (Sadashiva), não sentia nenhuma necessidade de ter filhos. Consequentemente, o relacionamento entre Ganesha e sua mãe é único e especial.

Essa devoção é o motivo pelo qual as tradições do sul da Índia o representam como celibatário (veja o conto Devoção por sua mãe). É dito que Ganesha, acreditando ser sua mãe a mais bela e perfeita mulher no universo, exclamou: “Traga-me uma mulher tão bonita quanto minha mãe e eu me casarei com ela”.

No Norte da Índia, por outro lado, Ganesha é freqüentemente representado como casado com as duas filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder espiritual). Popularmente no norte da Índia Ganesha é representado acompanhado por Sarasvati (deusa da cultura e da arte) e Lakshmi (deusa da sorte e prosperidade), simbolizando que essas características sempre acompanham aquele que descobre sua própria divindade interior. Simbolicamente isso representa o fato de que a abundância, prosperidade e sucesso acompanham aqueles que possuem as qualidades da sabedoria, prudência, paciência, etc. que Ganesha simboliza.

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Histórias Mitológicas

Como ele obteve sua cabeça de elefante?

A mitologia altamente articulada do Hinduísmo apresenta muitas histórias na qual é explicada a maneira que Ganesha obteve sua cabeça de elefante; freqüentemente a origem desse atributo particular é encontrado nas mesmas histórias que narram seu nascimento. E muitas dessas mesmas histórias revelam as origens da enorme popularidade do culto a Ganesha.

Decapitado e reanimado por Shiva

A mais conhecida história é provavelmente aquela encontrada no Shiva Purana. Uma vez, quando sua mãe Parvati queria tomar banho, não havia guardas na área para protegê-la de alguém que poderia entrar na sala. Então ela criou um ídolo na forma de um garoto, esse ídolo foi feito da pasta que Parvati havia preparado para lavar seu corpo. A deusa infundiu vida no boneco, então Ganesha nasceu. Parvati ordenou a Ganesha que não permitisse que ninguém entrasse na casa e Ganesha obedientemente seguiu as ordens de sua mãe. Dali a pouco Shiva retornou da floresta e tentou entrar na casa, Ganesha parou o Deus. Shiva se enfureceu com esse garotinho estranho que tentava desafiá-lo. Ele disse a Ganesha que ele era o esposo de Parvati e disse que Ganesha poderia deixá-lo entrar. Mas Ganesha não obedecia a ninguém que não fosse sua querida mãe. Shiva perdeu a paciência e teve uma feroz batalha com Ganesha. No fim, ele decepou a cabeça de Ganesha com seu Trishula (tridente). Quando Parvati saiu e viu o corpo sem vida de seu filho, ela ficou triste e com muita raiva. Ela ordenou que Shiva devolvesse a vida de Ganesha imediatamente. Mas, infortunadamente, o Trishula de Shiva foi tão poderoso que jogou a cabeça de Ganesha muito longe. Todas as tentativas de encontrar a cabeça foram em vão. Como último recurso, Shiva foi pedir ajuda para Brahma que sugeriu que ele substituísse a cabeça de Ganesha com o primeiro ser vivo que aparecesse em seu caminho com sua cabeça na direção norte. Shiva então mandou seu exército celestial (Gana) para encontrar e tomar a cabeça de qualquer criatura que encontrarem dormindo com a cabeça na direção norte. Eles encontraram um elefante moribundo que dormia desta maneira e após sua morte, tomaram sua cabeça, e colocaram a cabeça do elefante no corpo de Ganesha trazendo-o de volta à vida. Dali em diante ele é chamado de Ganapathi, ou o chefe do exército celestial, que deve ser adorado antes de iniciar qualquer atividade.

Shiva e Gajasura

Essa estátua de Ganesha foi criada no Distrito de Mysore de Karnataka no século XIII.Outra história a respeito da origem de Ganesha e sua cabeça de elefante narra que, uma vez, existiu um Asura (demônio) com todas as características de um elefante, chamado Gajasura, que estava praticando austeridades (ou tapas). Shiva, satisfeito por esta austeridade, decidiu dar-lhe, como recompensa, qualquer coisa que ele pedisse. O demônio desejou emanar fogo continuamente do seu próprio corpo. Desse modo, ninguém poderia se aproximar dele. Shiva concedeu o que foi pedido. Gajasura continuou sua penitência e Shiva, que aparecia a ele de tempos em tempos, perguntou, mais uma vez, o que desejava. O demônio respondeu: “desejo que você habite meu estômago.”

Shiva atendeu até mesmo a este pedido e, então, passou a residir no estômago do demônio. De fato, Shiva também é conhecido como Bhola Shankara porque é uma deidade facilmente agradada; quando está satisfeito com um devoto, concede-lhe o que for pedido e, isso, de tempos em tempos, gera situações particularmente intrincadas. Por esse motivo Parvati, sua esposa, procurou por ele em todos os lugares sem obter resultado algum. Como último recurso, foi ao seu irmão, Vishnu, pedir a ele que encontrasse seu marido. Vishnu, que conhece a tudo, respondeu: “Não se preocupe minha irmã; seu marido é Bhola Shankara e prontamente garante aos seus devotos tudo o que eles pedem, sem se preocupar com as conseqüências; acho que ele se meteu em algum problema. Vou procurar saber o que aconteceu.”

Então Vishnu, o onisciente diretor do jogo cósmico, elaborou uma pequena encenação: transformou Nandi (o touro de Shiva) em um touro dançarino e o conduziu à frente de Gajasura, assumindo, ao mesmo tempo, a aparência de um flautista. A encantadora performance do touro fez o demônio entrar em êxtase e perguntar ao flautista o que ele desejava. O músico respondeu: “Você pode mesmo me dar qualquer coisa que eu pedir?” Gajasura respondeu: “Por quem me tomas? Eu posso lhe dar qualquer coisa que você pedir imediatamente!” O flautista então respondeu: “Se é assim, libere Shiva do seu estômago.” Gajasura entendeu, então, que este não poderia ser outro senão o próprio Vishnu, o único que poderia saber desse segredo. Nesse momento, o demônio se jogou aos pés de Vishnu e, tendo liberado Shiva, pediu a este um último presente: “Tenho sido abençoado por você muitas vezes; meu último pedido é que todo mundo se lembre de mim adorando minha cabeça quando eu estiver morto.” Shiva, então, trouxe seu próprio filho até ali e substituiu sua cabeça pela de Gajasura. Desde então, na Índia, é tradição que qualquer ação, para poder prosperar, deva ser iniciada com a adoração de Ganesha. Este é o resultado do presente que Shiva deu à Gajasura.

O Olhar de Shani

Uma história menos conhecida do Brahma Vaivarta Purana narra uma versão diferente do nascimento de Ganesha. Pela insistência de Shiva,Parvati jejuou por um ano (punyaka vrata) para propiciar Vishnu para que lhe desse um filho. O Senhor Krishna, após o fim do sacrifício, anunciou que ele mesmo encarnaria como seu filho em cada kalpa (era). Então, Krishna nasceu para Parvati como uma charmosa criança. Esse evento foi celebrado com grande entusiasmo e todos os deuses foram convidados para olhar o bebê. Porém Shani, o filho de Surya, hesitou em olhar ao bebê pois é dito que o olhar de Shani é prejudicial. Porém Parvati insistiu que ele olhasse para o bebê, então Shani o fez, e imediatamente a cabeça da criança caiu e voou para Goloka. Vendo Shiva e Parvati feridos de aflição, Vishnu montou em Garuda, sua águia divina, e apressou-se para a ribeira do rio Pushpa-Bhadra, donde ele trouxe a cabeça de um jovem elefante. A cabeça do elefante se juntou com o corpo do filho de Parvati, revivendo-o. A criança foi chamada Ganesha e todos os Deuses abençoaram Ganesha e desejaram a ele poder e prosperidade.

Outras versões

Outro conto do nascimento de Ganesha relata um incidente no qual Shiva matou Aditya, o filho de um sábio. Porém Shiva restaurou a vida ao corpo da criança morta, mas isso não conseguiu pacificar o sábio enfurecido Kashyapa, que era um dos sete grandes Rishis. Kashyap amaldiçoou Shiva e declarou que o filho de Shiva perderia sua cabeça. Quando isto aconteceu, a cabeça do elefante de Indra foi colocada em seu lugar.

Outra versão diz que em uma ocasião, a água de banho usada de Parvati foi jogada no Ganges e esta água foi bebida por Malini, a Deusa com cabeça de elefante, que logo após deu à luz um bebê de quatro braços e cinco cabeças de elefante. Ganga, a Deusa do rio o reivindicou como seu filho, mas Shiva declarou que ele era filho de Parvati, reduziu suas cinco cabeças a uma e o empossou como o Controlador de obstáculos (Vigneshwara).

Ganesha o escrivão

Na primeira parte do poema épico Mahabharata, está escrito que o sábio Vyasa pediu para Ganesha que transcrevesse o poema enquanto ele ditava. Ganesha concordou, mas somente na condição de que o sábio Vyasa recitasse o poema sem interrupções ou pausas. O sábio, por sua vez, colocou a condição que Ganesha não teria somente que escrever, mas também entender tudo o que ele escutasse antes de escrever. Dessa forma, Vyasa se recuperaria um pouco de seu falatório cansativo ao simplesmente recitando um verso bem difícil que Ganesha não conseguisse entender rapidamente. Começou o ditado, mas no corre-corre de escrever, a caneta de Ganesha se quebrou. Então ele quebrou uma de suas presas e a usou como caneta, só assim a transcrição pôde prosseguir sem interrupções, permitindo a ele manter sua palavra.

Ganesha e Parashurama

Um dia Parashurama, um avatar de Vishnu, foi fazer uma visita a Shiva, mas no caminho ele foi bloqueado por Ganesha. Parashurama lançou seu machado em direção a Ganesha, e Ganesha (sabendo que esse machado foi dado a ele por Shiva) se deixou golpear e perdeu sua presa como resultado.

Ganesha e a Lua

Dizem que certa vez, Ganesha após ter recebido de muitos de seus devotos uma enorme quantidade de doces (Modak), para poder digerir melhor essa incrível quantidade de comida, decidiu ir passear. Ele montou em seu rato, que utiliza como veículo, e foi adiante. Foi uma noite magnífica e a lua estava resplandecente. De repente uma cobra apareceu do nada e assustou o rato, que pulou e tirou Ganesha de sua montaria. O grande estômago de Ganesha foi empurrado contra o chão com tanta força que sua barriga abriu e todos os doces que ele comeu foram espalhados a seu redor. No entanto, ele era muito inteligente para se enraivecer por causa deste pequeno acidente e, sem perder tempo em lamentações inúteis, ele tentou remediar a situação da melhor maneira possível. Ele pegou a cobra que causou o acidente e a usou como cinturão para manter seu estômago fechado e reparar o dano. Satisfeito com essa solução, ele remontou em seu rato e continuou sua excursão. Chandradev (O Deus da Lua) observou toda aquela cena e caiu na gargalhada. Ganesha, sendo de temperamento curto, amaldiçoou Chandradev por sua arrogância e quebrando uma de suas presas, a atirou contra a lua, partindo em duas sua luminosa face. Então ele a amaldiçoou, decretando que qualquer um que olhasse para a lua teria má sorte. Escutando isso, Chandradev percebeu sua loucura e pediu perdão para Ganesha. Ganesha cedeu e como uma maldição não pode ser revocada, ele apenas a abrandou. A maldição então ficou sendo de que a lua iria minguar em intensidade a cada quinze dias e qualquer um que olhar para a lua durante o Ganesh Chaturthi teria má-sorte. Isto explica porque, em certos momentos, a luz da Lua diminui, e então começa gradualmente a reaparecer; mas sua face só aparece por completo somente por um curto período de tempo.

Ganesha, chefe do exército celestial

Estátua de Ganesha com uma flor.Uma vez ocorreu uma grande competição entre os Devas para decidir quem entre eles seria o chefe do Gana (tropas de semideuses à serviço de Shiva). Foi pedido aos competidores que eles dessem a volta ao mundo o mais rápido possível e retornassem para os pés de Shiva. Os deuses foram, cada um em seu próprio veículo, e mesmo Ganesha participou com entusiasmo desta corrida; mas ele era extremamente pesado e seu veículo era um rato! Conseqüentemente, seu passo era muito devagar e isso foi uma grande desvantagem. Dali a pouco apareceu a sua frente o sábio Narada (filho de Brahma), que perguntou a ele aonde estava indo. Ganesha estava muito aborrecido e entrou em fúria porque é considerado um sinal de má-sorte encontrar um Brahmin solitário no começo de uma viagem. Mesmo que Narada seja o maior dos Brahmins, filho do próprio Brahma, isso ainda era um mau presságio. Além disso, não é considerado um bom sinal ser perguntado aonde está indo quando já se está no caminho; então, Ganesha se sentiu duplamente infeliz. No entanto, o grande Brahmin conseguiu acalmar sua fúria. O filho de Shiva explicou a ele os motivos de sua tristeza e seu terrível desejo de vencer. Narada o consolou, o exortando a não entrar em desespero, e deu a ele um conselho:

“Assim como uma grande árvore nasce de uma única semente, o nome de Rama é a semente da qual emergiu aquela grande árvore chamada Universo. Então, escreva no chão o nome “Rama”, ande ao seu redor uma vez, e corra para Shiva para pedir seu prêmio.”

Ganesha retornou a seu pai, que perguntou a ele como conseguiu terminar a corrida tão rapidamente. Ganesha contou a ele de seu encontro com Narada e do conselho do Brahmin. Shiva, satisfeito com essa resposta, declarou seu filho como vencedor e, daquele momento em diante, ele foi aclamado com o nome de Ganapati (Condutor do exército celestial) e Vinayaka (Senhor de todos os seres).

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O apetite de Ganesha

Ganesha é conhecido também como o destruidor da vaidade, egoísmo e orgulho.

Um conto, retirado dos Puranas, narra que Kubera, o tesoureiro do Svarga (paraíso) e deus da riqueza, foi ao monte Kailasa para receber o darshan (visão) de Shiva. Como ele era extremamente vaidoso, ele convidou Shiva para um banquete na sua fabulosa cidade, Alakapuri, assim ele poderia demonstrar a ele toda sua riqueza. Shiva sorriu e disse para ele: “eu não poderei ir, mas você pode convidar meu filho Ganesha. Mas eu o advirto que ele é um comilão voraz.” Inalterado, Kubera sentiu-se confiante que ele poderia satisfazer mesmo tal insaciável apetite de Ganesha, com suas opulências. Ele levou o pequeno filho de Shiva com ele para sua grande cidade. Lá, ele lhe ofereceu um banho cerimonial e o vestiu em roupas suntuosas. Após esses ritos iniciais, o grande banquete começou. Enquanto os serventes de Kubera estavam trabalhando duramente para trazer as porções de comida, o pequeno Ganesha apenas continuava a comer e comer…. Seu apetite não diminuiu mesmo quando devorou até a comida destinada aos outros convidados. Não havia tempo para substituir um prato por outro porque Ganesha já havia devorado tudo, e com gestos de impaciência, continuava esperando por mais comida. Tendo devorado tudo o que havia sido preparado, Ganesha começou a comer as decorações, os talheres, a mobília, o lustre…. Apavorado, Kubera se prostrou diante do pequeno onívoro e suplicou para que deixasse para ele pelo menos, o resto do palácio. “Eu estou com fome. Se você não me der mais nada pra comer, eu comerei até você!”, ele disse a Kubera. Desesperado, Kubera correu para o monte Kailasa para pedir a Shiva que remediasse a situação. O Senhor então deu a ele um punhado de arroz tostado, dizendo que somente aquilo poderia satisfazer Ganesha. Ganesha já tinha sugado quase toda a cidade quando Kubera retornou e deu a ele o arroz. Com isto, finalmente Ganesha se satisfez e se acalmou

O respeito de Ganesha por seus pais

Uma vez ocorreu uma competição entre Ganesha e seu irmão Kartikeya para saber quem conseguiria dar a volta aos três mundos mais rápido, e então ganhar o fruto do conhecimento. Karthikeya foi em uma jornada pelos três mundos, enquanto que Ganesha apenas andou ao redor de seus pais. Quando perguntado porque fez isso, ele respondeu que para ele, seus pais representam todos os três mundos, e então foi dado a ele o fruto do conhecimento.

Devoção à sua mãe

Uma vez, enquanto brincava, Ganesha machucou uma gata. Quando ele voltou pra casa ele encontrou uma ferida no corpo de sua mãe. Ele perguntou como ela se machucou. Parvati, sua mãe, respondeu que isso foi causado pelo próprio Ganesha! Surpreso Ganesha quis saber quando ele a machucou. Parvati respondeu que Ela como o divino poder está imanente em todos os seres. Quando ele machucou a gata, machucava a sua mãe também. Ganesha percebeu que todas as mulheres são realmente as manifestações de sua Mãe. Deciciu não casar e permaneceu um brahmachari, um celibatário, seguindo as regras estritas do Brahmacharya. Porém, em algumas imagens e escrituras Ganesha é frequentemente relatado como casado com as duas filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder espiritual).

Festivais e adorações a Ganesha

Na Índia, existe um importante festival em honra ao Senhor Ganesha. Mesmo sendo mais popular no estado de Maharashtra, ele é festejado por toda a Índia. Ele é celebrado por dez dias começando pelo Ganesh Chaturthi. Isto foi introduzido por Balgangadhar Tilak como uma maneira de promover o sentimento nacionalista quando a Índia era governada pelos Ingleses. Esse festival é celebrado e sua culminação é no dia de Ananta Chaturdashi quando a murti do Senhor Ganesha é imergida na água. Em Mumbai (antes conhecida como Bombaim), a murti é imergida no Arabian Sea e em Pune no rio Mula-Mutha. Em várias cidades do Norte e Leste da Índia, como Calcutá, eles são imergidos no sagrado rio Ganges.

Celebrações de Ganexa pela comunidade indiana em Paris em 2004.As representações de Shri Ganesh são baseadas em milhares de anos de simbolismo religioso que resultaram na figura de um deus com cabeça de elefante. Na Índia, as estátuas são expressões de significado simbólico e que por isso nunca foram reivindicadas como réplicas exatas da entidade original. Ganesha não é visto como um entidade física, mas como um alto ser espiritual, e murtis, ou representações em estátua, atuam como notificação dele como um ideal. Por isso, referir-se às murtis como ídolos trai os entendimentos Ocidentais Judaico-Cristãos de veneração insubstancial de um objeto ao considerar que na Índia, as deidades Hindus são vistas como acessíveis através de pontos simbólicos de concentração conhecidos como murtis. Por esse motivo, a imersão das murtis de Ganesh em rios sagrados próximos é compreensível pois as murtis são entendidas como sendo apenas apreensões temporais de um ser superior ao invés de serem ‘ídolos,’ que são tradicionalmente vistos como objetos adorados por causa de sua divindade própria.
A adoração de Ganexa no Japão vem desde o ano 806.

Ressurgimento da popularidade

Recentemente, houve um ressurgimento da adoração a Ganesha e um aumento do interesse no “Mundo Ocidental” devido a inundação de supostos milagres em Setembro de 1995. No dia de 21 de setembro de 1995, de acordo com a revista Hinduism Today (www.hinduismtoday.com), as estátuas de Ganesha (e de alguns outros deuses da família de Shiva) na Índia começaram a beber leite espontaneamente quando uma colher cheia era posta perto da boca das estátuas em honra ao deus elefante. Os fenômenos propagaram-se de Nova Délhi a Nova York, Canadá, Ilhas Maurício, Quênia, Austrália, Bangladesh, Malásia, Reino Unido, Dinamarca, Sri Lanka, Nepal, Hong Kong, Trinidad e Tobago, Grenada e Itália entre outros lugares. Isso foi visto como um milagre por muitos, mas muitos céticos afirmaram que isso foi outro exemplo de histeria coletiva. Alguns experimentos científicos conduzidos naquela época sugeriram a ação capilar como uma explicação para este fenômeno. Permanecia um mistério o porquê do fenômeno não haver se repetido até que o mesmo ocorresse novamente em 21 de agosto de 2006. Agora a questão é por que o fenômeno se repetiu.

O livro Ganesha, Remover of Obstacles de Manuela Dunn Mascetti é outra de muitas fontes que testemunham o Milagre hindu do leite.

Popularidade de Ganesha

Ganesha possui duas Siddhis (simbolicamente representadas como esposas ou consortes): Siddhi (sucesso) e Riddhi (prosperidade). É amplamente acreditado que “onde quer que esteja Ganesh, lá existe Sucesso e Prosperidade” e “onde quer que haja Sucesso e Prosperidade, lá está Ganesh”. É por isso que Ganesha é considerado como aquele que traz boa sorte, e a razão pela qual ele é invocado primeiro antes de qualquer ritual ou cerimônia. Seja ela o Diwali Puja, ou uma nova casa, novo transporte, antes de uma prova estudantil, antes de entrevistas para emprego, é para Ganesha que se ora, porque acredita-se que ele irá vir para ajudar e garantir sucesso em qualquer empreitada.

Ganesha é venerado como Vinayak (culto) e Vighneshvar (removedor de obstáculos). Acredita-se que ele abençoa aqueles que meditam sobre ele. Ganesha, na astrologia, ajuda as pessoas a saber o que pode ser alcançado e o que não pode.

Os nomes de Ganesha

Estátua de Ganesha fotografada em Londres durante o dia santo de Dipavali.Assim como outras Murtis hindus (ou deuses e deusas), Ganesh tem muitos outros títulos de respeito ou nomes simbólicos, e é frequentemente venerado através do canto dos sahasranama, ou mil nomes. Cada um é diferente e carrega um sentido diferente, representando um aspecto diferente do deus em questão. Quase todos os deuses Hindus têm uma ou duas versões aceitas de suas próprias liturgias dos mil nomes (sahasranam).

Alguns dos outros nomes de Ganesha são:

Ameya (Sânscrito: अमेय), sem limites (em Marathi)

Anangapujita (Sânscrito: आनंगपूजीता), O Sem-Forma, ou Sem-corpo

Aumkara (Sânscrito: ॐ कार), com o corpo na forma do Aum

Balachandra (Sânscrito: बालचंदृ), aquele que carrega a lua em sua cabeça

Chintamani (Sânscrito:????), aquele que retira as preocupações

Dhumraketu (Sânscrito: धुम्रकेतू), ou Ardente

Gajakarna (Sânscrito: गजकर्ण), aquele com orelhas de elefante

Gajanana (Sânscrito: गजानन्), aquele que possui a face de um elefante

Gajavadana, aquele que tem a cabeça de elefante

Ganadhyaksha (Sânscrito: गणध्यक्शमा), o líder das massas

Ganapati (Sânscrito: गणपती), Condutor dos Ganas, uma raça de seres anões do exército de Shiva

Gananatha, Senhor dos Ganas

Gananayaka, Senhor de todos os seres

Ekadanta (Sânscrito: एकदंत), Com somente uma presa

Kapila (Sânscrito: कपिल), o nome de uma vaca celestial. Ganesha representa as características de “doação” que simboliza a vaca, por isso o nome.

Lambodara (Sânscrito: लंबोदर), de grande barriga

Mushika Vahana, Aquele que conduz o rato

Pillaiyar, tâmil para “Filho Nobre”

Shupakarna, Grandes e Auspiciosas orelhas

Sumukh (Sânscrito: सुमूख), aquele que tem uma bela face: Ganesha é dito possuir todas as qualidades da Lua, que também é chamado o Deus da beleza, e por isso ele é conhecido como Sumukh.

Vakratunda (Sânscrito: वक्रतुंड), Tromba curvada

Vighnaharta (Sânscrito: विघ्नहर्त), Removedor de obstáculos

Vighna Vinashaka, remover of obstacles

Vighnesh ou Vighneshvara (Sânscrito: विग्णेशवर), controlador dos obstáculos (Vighna = obstáculos, eeshwara=senhor)

Vikat (Sânscrito: विकट), o feroz

Vinayaka, (Sânscrito विनायक), um líder distinto (Vi significa vishesha Especial e nayaka da raiz ni liderar, por isso, Líder

Vishvadhara ou Jagadoddhara, Aquele que mantém o universo

Vishvanata ou Jagannatha, Senhor do Universo

Outra murti muito amada é a Bala Gajanana ou Bala Ganesha (literalmente, pequeno Ganesha ou bebê Ganesha), na qual um Ganesha bem jovem com uma pequena tromba e grandes olhos é representado nos braços de seus Pais Divinos, ou enquanto ele docemente abraça o Lingam, o símbolo de Shiva.

Os doze nomes de Ganesha

O Ganesha Purâna, um importante texto dos Gânapatyas, nos dá uma lista dos doze principais nomes do deus-elefante. Esses nomes devem ser pronunciados antes de qualquer ritual. Eles são o seguinte:

1. Sumukha : “O Senhor cheio de graça”

2. Ekadanta : “O Senhor que só possui uma presa”

3. Kapila : “O Senhor de cor fulva”

4. Gajakarna : “O Senhor com orelhas de elefante”

5. Lambodara : “O Senhor com uma barriga proeminente”

6. Vikata : “O Deformado”

7. Vighnanâsaka : “O Senhor destruidor dos obstáculos”

8. Ganâdhipa : “O Senhor protetor do Gana”

9. Dhûmraketu : “O Senhor de cor esfumaçada” com dois braços cavalgando um cavalo azul, o Governante da Kali Yuga

10.Ganâdhyaksha : “O Ministro dos Gana”

11.Bhâlachandra : “O Senhor que usa a lua crescente em sua cabeça”

12.Gajânana : “O Sennhor com uma face de elefante”.

Além desses, existem mais nomes que constituem os 21 nomes de Ganesha, utilizados durante o Puja. Oferenda de flores e arroz acompanham os 21 nomes de Ganesha(eka vishanti nama).

Vighnarâja : “O Rei dos obstáculos”

Gajânana : “O Senhor que possui face de elefante”

Lambodara : “O Senhor com uma barriga proeminente”

Shivatmaja : “O Filho de Shiva”

Vakratunda : “O Senhor de tromba torcida”

Supakarna

Ganeshvara : “O Senhor do Gana”

Vighnanashin : “O Destruidor de Obstáculos”

Vikata : “O Deformado”

Vamana : “O Anão”

Sarvadeva

Sarvadukhavinâshi

Vighnarhartr : “O Senhor que cancela os obstáculos”

Dhûmrâja

Sarvadevâdhideva

Ekadanta : “O Senhor que tem apenas uma presa”

Krishnapingala : “O Senhor Azul e Escuro”

Bhâlachandra : “O Senhor que carrega a lua crescente na cabeça”

Gananâtha : “O comandante supremo do Gana”

Shankarasunav: “O filho de Shankara”

Anangapujita : “O Senhor sem forma”


Via: Lord Ganesha – Nowmastê

UMA VISÃO MAIS PROFUNDA DO POPULAR MANTRA “HARE KRISHNA”…

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O significado do Mahamantra Hare Krishna

Por: Luciano Giorgio

 

Maha-mantra, em sânscrito, significa “o grande mantra”. O “Hare Krshna” é um mantra muito conhecido usado nas práticas espirituais. Apesar de ele ser  popularmente conhecimento nessa forma:

“Hare Krishna Hare Krishna, Krishna Krishna Hare Hare
  Hare Rama Hare Rama, Rama Rama Hare Hare”

Ele vem de uma Upanishad, chamada Kali-Santarana, e neste texto o mantra aparece com em outra ordem, Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare. Talvez por uma afeição especial pela figura de Krishna algumas pessoas possam ter invertido a ordem para falar Krishna primeiro. Tradicionalmente aprendemos que a ordem original tem uma razão de ser. Rama é uma encarnação do dharma, do dever e da ordem, e Krishna é uma encarnação de ananda, da felicidade e do prazer. Rama, o dharma, vem primeiro, e depois segue Krishna, a felicidade, o prazer. É a velha história: “primeiro a obrigação, depois a diversão”.

Esse mantra também é conhecido por ser o mais eficaz para Kali Yuga, o que também tem fundamento de acordo com a Upanishad. Nela existe o diálogo entre Brahma e Narada e nele Brahma fala para Narada que estes dezesseis nomes são os mais eficazes para cruzar “o oceano do samsara” durante a era de Kali. (Teoricamente correspondente a era que estamos vivendo)

Mas o que significa esta afirmação de Brahma? O que será necessário para que eu possa me ver livre no mundo, livre do sofrimento e de tudo?

Ao estudar vedanta descobrimos que cruzar o samsara significa conhecer o “eu” verdadeiro e que mudanças externas ou conquistas não podem nos deixar efetivamente livres. E conhecimento não pode ocorrer simplesmente pela repetição de um mantra, por mais poderoso que ele seja. Conhecimento necessita de um meio de conhecimento (pramana), e a repetição do mantra (mantra-japa) não é aceita como um meio direto para o conhecimento, contudo é a principal disciplina para preparar a mente para o conhecimento e por isso figurativamente os mantras são ditos como um meio para encontrar essa paz que é nossa natureza.

A era de Kali – esta mesmo que estamos vivendo de acordo com os Vedas – se caracteriza por uma diminuição da capacidade humana de conhecer propriamente as coisas. Nesta época, também, o próprio ensinamento de Vedanta é interpretado de muitas maneiras, de modo que mesmo se já estamos em contato de alguma forma com a tradição precisamos manter nossa mente alerta para validar o conhecimento que recebemos.

Sendo assim na Upanishad, Brahma propõe que a melhor disciplina é a repetição deste mantra, porque ela gerará a pureza mental e o mérito (punya) necessários para que a pessoa possa encontrar um bom professor e tenha a capacidade de entender seu ensinamento. E este é de fato o espírito do conselho de Brahma a Narada e o propósito do mantra “hare krshna”.

Assim como essa passagem, várias outras podem gerar duplas interpretações. Na Bhagavad-Gita, o senhor Krishna diz para Arjuna, depois de elogiar bastante o conhecimento, que a ação com a atitude correta é superior ao conhecimento. E por que ele diz isso? Porque Arjuna era um guerreiro tinha que lutar naquele momento, e não abandonar o mundo para se dedicar a vida espiritual em um ashram. O contexto nos ajuda a entender as afirmações.

O ensinamento de Vedanta dá ênfase diferentes em momentos diferentes, dependendo das características das pessoas que estão ouvindo, do que o aluno precisa. Infelizmente em Kali-Yuga é comum que a gente perca a capacidade de reflexão, e entendemos tudo ao pé da letra…

Em muitas outras passagens da Bhagavad-Gita, o senhor Krishna diz que ele é a causa do universo, e que todos os seres são sustentados por ele, e assim por diante. Mas quando Krishna diz “eu” ele não está se referindo ao seu corpo em particular chamado Krishna, amigo de Arjuna, nem a nenhum outro corpo, porque nenhum corpo específico pode ser a causa do universo, já que o corpo é um produto do universo. Ele está falando da consciência por detrás do corpo que em todo o universo é uma só e essa é a essência do ensinamento a ser entendida.

O nome Krishna significa “escuro”. Este nome deriva da raiz verbal “krsh” que tem o sentido de “atrair”. Krishna significa aquele que atrai, e faz alusão ao “eu”, ao atma que é ananda, felicidade, e para o qual todas as pessoas são atraídas. Pois não é um fato óbvio que todas as pessoas, em tudo o quanto fazem, estão atrás da felicidade, sendo atraídas por ela?

O nome Rama deriva da raiz “ram”, com o sentido de “deleitar”, “ter prazer”. Rama significa aquele no qual todas as pessoas se deleitam, isto é, o “eu” satisfeito que todas as pessoas querem encontrar nos momentos de prazer e felicidade.

Assim, Rama e Krishna são exatamente a mesma coisa, apenas duas perspectivas para a nossa natureza, a própria felicidade!

O Mahamantra Hare Krishna é uma linda oração, que sem dúvida sempre será a mais importante da nossa era, significa:

Ó você no qual todos encontram a felicidade! (Rama) Ó Você que atrai a todos! (Krishna) Leve embora, leve embora (Hare Hare) (o meu sofrimento).”


Via: O significado do Mahamantra Hare Krishna – Vedanta

SOBRE OS PRIMEIROS ENSINAMENTOS DE BUDHA…

Budha e os cinco monges

O PRIMEIRO SERMÃO DE BUDHA

Publicado por Nilza Garcia

INTRODUÇÃO AO BUDISMO

“Uma visão da doutrina budista através dos textos
Este é um trabalho de seleção e ordenação de textos
de vários autores e mestres budistas”

Karma Tenpa Darghye.

 

O primeiro sermão de Budha Shakyamuni foi dado aos cinco ascetas que estavam no Parque das Gazelas em Sarnath, Benares. Nesse sermão, Budha expôs os ensinamentos fundamentais do budismo: as quatro verdades nobres (sânsc. chatu-arya-satya).

Depois da Iluminação, Budha resolveu ensinar a Lei (Dharma).

Decidiu fazê-lo primeiramente a seus cinco antigos companheiros de ascetismo: Kyojinno, Makanama, Haba, Ashabajitto e Batara. Estes se encontravam então no Parque das Gazelas, em Benares. Para lá se dirigiu então o Perfeito, encontrando-os sempre entregues à prática do ascetismo. Quando Budha abandonara as mortificações, eles tinham tomado sua decisão por uma fraqueza e agora só se lembravam dele com desprezo.

Ao ver que Budha se aproximava, combinaram não se levantar para cumprimentá-lo e só falar com ele no caso de serem interpelados.

Budha aproximou-se deles calmamente. Embora fingindo indiferença, os cinco examinaram-lhe o semblante. Não viram nele quaisquer sinais de frustração ou arrependimento. O antigo companheiro mostrava-se calmo e solene.

Quando Budha chegou bem perto dos cinco, estes automaticamente se levantaram e o saudaram.

Budha então perguntou-lhes:

Porque vos levantais para me cumprimentar? Não tínheis combinado ficar indiferentes?

Os cinco começaram a se sentir pouco à vontade.

Estais cansado, Gautama? – perguntou um deles.

De agora em diante, não me chameis mais pelo nome. Eu agora sou Bhuda, o Desperto, o Pai de todos os seres.

Kyojinnyo, muito admirado disse:

Quando vos transformastes em Budha? Se abandosnaste o ascetismo por não consegui-lo, como tereis alcançado a Iluminação?

Kyojinnyo, não podeis julgar minha iluminação com espírito acanhado. O sofrimento físico traz perturbação à mente. O conforto físico traz apego às paixões. Nem ascetismo nem prazer permitem realizar o Caminho. É preciso abandonar esses dois extremos e seguir o Caminho do Meio. Este é o Óctuplo Caminho, composto de: Visão Correta, Pensamento Correto, Palavra Correta, Ação Correta, Esforço Correto, Intenção Correta e Meditação Correta. Aquele que praticar isso alcançará a paz espiritual e se livrará dos tormentos dos nascimento, da velhice e da morte. Eu pratiquei o Caminho do Meio e obtive a Iluminação.

As palavras de Budha encheram os cinco de grande alegria. Vendo que eles já estavam preparados para ouvir a Verdade, o Perfeito prosseguiu:

Como sabeis, a vida é plena de sofrimento: sofrimento de nascer, de envelhecer, de adoecer e sofrimento de morrer. Há ainda o sofrimento da separação dos entes queridos, o sofrimento de ser obrigado a permanecer ligado a algo que se detesta, o sofrimento de não se obter o que se deseja e o sofrimento de perder glórias e prazeres. Muitos outros há ainda. Os seres que têm forma e os que não têm forma, os de uma, duas, quatro ou mais pernas, todos os seres vivos, enfim, estão sujeitos ao sofrimento.

Esta é a Nobre Verdade da Origem do Sofrimento.

Os cinco concordaram com as palavras de Budha, que prosseguiu:

A fonte desse sofrimento é a idéia de existência de um “eu” substancial.

Todos os seres que se deixam prender à idéia de um “eu” tornam-se sujeitos a tais sofrimentos. O desejo, a cólera e a ignorância são também causados pelo “eu”. Estes três venenos são a origem de todos os sofrimentos. Todos os seres vivos que são presas desses três venenos estão entregues ao sofrimento. Tal é a Nobre verdade da Origem do Sofrimento. O sofrimento deve ser extraído. Se eliminares a idéia de “eu”, o desejo, a cólera e a ignorância e os sofrimentos cessarão. Esta é a Nobre verdade da Cessação do Sofrimento. Para se obter a cessação, é necessária a prática do Óctuplo Caminho. Esta é a Nobre Verdade do Caminho da Cessação do Sofrimento.

Os cinco não puderam deixar de concordar com o ensinamento do Perfeito, que continuou:

Amigos, prestai bastante atenção: primeiramente, é preciso conhecer a existência do sofrimento. Deve-se depois destruir a sua origem. Para isso, deve-se compreender que a cessação do sofrimento é possível. Para consegui-la, deve-se então praticar o Caminho. Eu conheci a existência do sofrimento, destruí a sua origem, compreendi sua cessação e pratiquei o Caminho. Assim obtive a Suprema Iluminação.

A Existência, a Origem, a Cessação e o caminho da Cessação do Sofrimento são as Quatro Nobres verdades. Sem conhecê-las, ninguém pode conseguir a Iluminação. Quem as compreender perfeitamente, pode-se libertar de todos os sofrimentos.

Após ouvir estas palavras, os cinco decidiram tornar-se discípulos de Budha. Para certificar-se de que eles realmente compreenderam as verdades que lhes haviam sido explicadas, o Perfeito perguntou-lhes:

Ó monges! Os fenômenos materiais, a percepção, as idéias, a vontade e a consciência são estáveis ou impermanentes? São ou não são sofrimentos? São ou não são vazios Têm ou não têm um “eu”?

Os cinco responderam:

Ó Venerável! Os fenômenos materiais, a percepção, as idéias, a vontade e a consciência são impermanentes, são sofrimento, são vazios e não têm um “eu”.

Budha então disse:

Já vos libertaste, já destruístes aquilo que dá origem ao sofrimento. Jamais voltareis a sofrer. Agora, em verdade, temos reunidos os Três Tesouros: O Budha, o Dharma, ou a lei ensinada pelo Budha, e o Sangha, ou a Comunidade dos discípulos que praticam a Lei (Dharma). Graças a esses Três Tesouros, meu ensinamento espalhar-se-á por todo o mundo e as pessoas lograrão obter a Libertação.

Os cinco discípulos, satisfeitos por ouvir tais palavras do Mestre, agradeceram e saudaram-no.

TEXTOS BUDISTAS E ZEN-BUDISTAS – Ricardo M. Gonçalves

 


Via: O PRIMEIRO SERMÃO DE BUDHA – Espirit book

O MITO E A SIMBOLOGIA DE UM AMOR TRANSCENDENTAL…

Krishna e Radha

Krishna e Radha, amor transcendental

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Publicado por: CompraZen blog

 

Krishna é a oitava manifestação de Vishnu (o deus da preservação da suprema trindade hindu, ao lado de Shiva e Brahma). Seu nome significa “escuro”, graças à sua pele de tom azulado. É representado por um jovem formoso, de corpo forte e cabelos anelados. É a divindade que conta com o maior número de adeptos na Índia e em todo o mundo, ao lado de Jesus e Buda.

Conforme as lendas, o objetivo desse avatar era triplo: destruir as personificações da ignorância que estavam ameaçando o equilíbrio do cosmo (Asuras); tornar-se o centro de desenvolvimento de determinadas escolas devocionais (Bhakti); assumir papel de liderança na grande guerra ocorrida entre os clãs Aryas dos Pandavas e dos Kauravas (o épico descrito no grande livro “Mahabharata”), em que ele também entregaria sua mensagem filosófica por meio do texto conhecido como “Bhagavad Gita” (Sublime Canção).

No mito de Krishna, encontramos elementos que caracterizam as qualidades de três das principais divisões sociais da tradição hindu (sistema de castas): Krishna é um homem dos campos, que guarda os rebanhos (casta Vaishya); é também um nobre guerreiro e dá morte a inúmeros demônios (casta Kshatrya); e adota o papel de um sábio, quando transmite os ensinamentos filosóficos (“Bhagavad Gita”) para o primo Arjuna (casta Brahmane).

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O MITO DE KRISHNA

Krishna nasceu na cidade de Mathura. Sua mãe, Devaki, era irmã do rei Kamsa, que condenou à morte todos os filhos que Devaki desse à luz, pois existia uma predição segundo a qual um deles haveria de assassiná-lo. Krishna continuou vivendo graças à estratégia de seus pais que, para tirá-lo da fúria do rei, trocaram-no pela filha de um modesto pastor. Ele passou seus primeiros anos junto com o irmão, Balarama, entre pastores.

Poucos anos depois de nascer, dando mostras de seu extremo vigor e malícia, Krishna começou suas proezas, como a de tombar carruagens, arrancar, de molecagem, duas árvores de um só vez, lutar vitoriosamente contra uma enorme serpente e ajudar a seu irmão Balarama a aniquilar um terrível demônio.

Krishna ia crescendo pouco a pouco e transformando-se em adolescente. Num dia, em que as pastoras foram banhar-se no rio Yamuna, acercou-se cautelosamente do lugar e roubou todos os vestidos, colocando-os em uma árvore próxima ao lago. Quando as pastoras saíram da água e buscaram suas roupas em vão, empenharam-se a lamentar, sem saber que decisão tomar. Mas quando viram Krishna na copa de uma árvore contemplando-as e rindo, arrojaram-se novamente no rio e, dali, pediram que ele se apiedasse delas. Krishna não aceitou levar-lhes a roupa, e sim que fossem buscar, uma a uma, com as mãos juntas, em atitude de súplica.

Esse episódio é somente uma introdução a muitos outros parecidos. As esposas e filhas dos pastores, livrando-se de sua reserva e modéstia habituais, abandonavam seus lares e ocupações para seguir Krishna ao bosque tão logo ouvissem os sons de sua flauta. Nessas ocasiões, ele dirigia-lhes amáveis reprovações, mescladas com advertências de que só por meio da meditação nele obteriam a salvação. Eram tantas as pastoras que se enamoravam de Krishna que ele não podia dar-lhes as mãos quando dançava com elas. Então, o deus multiplicava-se em cópias precisas e cada bailarina sentia a ilusão de ter, entre suas mãos, o deus Krishna. Quaisquer que fossem as formas que adorassem, Krishna as faria livres. Algumas o conheceram e o buscaram como filho ou como amigo, outras, como amante e alguns, como inimigos, mas não se sabe de ninguém que deixou de alcançar suas bênçãos e o benefício da libertação.

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Ao chegar à idade adulta, Krishna morreu acidentalmente. Estava entregue à meditação, sentado em um bosque com as pernas cruzadas, que deixavam as plantas dos pés descobertas (sabido era, tempos atrás, que o sábio Durvasa tinha o amaldiçoado em um acesso de cólera, profetizando que morreria de uma ferida no pé), quando um caçador, tomando-o por um gamo, disparou uma flecha, que se cravou em um único ponto vulnerável: o calcanhar do pé esquerdo. Muito apavorado ficou o caçador ao dar-se conta do erro cometido, mas Krishna acalmou-o dizendo que não temesse nada e que não se deixasse levar por sua dor. Essas foram as últimas palavras de consolo que pronunciou sobre a Terra. Logo, no esplendor de sua glória, subiu aos céus, onde os deuses o acolheram; contudo, as trevas caíram sobre a Terra.

Nas façanhas de sua vida, Krishna transgrediu inúmeras convenções e regras morais estabelecidas pela sociedade Brahmane: apaixonou-se pela bela Rukmini, que já estava prometida em casamento para um príncipe de uma importante família. Krishna não admitiu esse contrato e, no dia do casamento, sequestrou a jovem, matando o noivo e o irmão dela. Krishna casou-se com Rukmini e, ao longo da vida, eles tiveram onze filhos.

As transgressões desse episódio da vida de Krishna (o rapto da noiva, a grave ofensa feita a uma família, a morte do noivo e do irmão da noiva, que tentavam salvar sua honra e fazer cumprir a lei) encarnam um período em que as contestações sociais estavam sendo incentivadas pela filosofia especulativa e comportamental do Tantra (século XII).

Outra atitude pouco comum de Krishna é o fato de ter oficialmente elegido, entre as pastoras (Gopis), uma amante. Esta, esposa de um humilde camponês, chamava-se Radha. Krishna e sua amante viveram juntos momentos de intensa paixão, carregados de erotismo. Descrevendo esse romance, surgiu um livro conhecido como “Gita Govinda”, de autoria do sábio Jayadeva.

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A SIMBOLOGIA DE RADHA

Radha é representada principalmente como uma subordinação pessoal voluntária ao seu amado Krishna: sua personalidade dissolvendo-se nele. Com os olhos fechados, a deusa segue-o para onde ele a leva, confiando completamente e abrindo mão do seu ego. Esta é a metáfora divina de um devoto que se funde com seu deus. Por extensão, também simboliza um ser amado que se funde com o seu amor.

Em algumas representações, a relação de Radha e Krishna é recíproca e expressa um amor totalmente maduro, no qual a confiança e o respeito um pelo outro profundos que o desrespeito é inimaginável. Essas imagens sugerem que, quando duas pessoas se amam, ocorre uma mistura de mentes e corpos, os egos são abandonados, e aquele que ama e o ser amado ocupam posições iguais, o que não somente sublima as emoções sexuais como também fornece um apoio divino para as paixões internas.

A natureza divina de Radha está na exaltação e transfiguração de algumas das emoções humanas mais básicas e arquetípicas. Duas de suas características: mahabhava (grande sentimento) e premabhakti (devoção do amor desinteressado) apontam para a intensidade e a pureza do seu amor, emprestando-lhe uma qualidade metafísica. Os devotos de Radha, tipicamente, não se relacionam com ela pedindo-lhes favores terrenos, mas absorvendo-se no desdobramento da história minuciosamente detalhada do seu amor por Krishna.

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MANTRAS RELACIONADOS À ENERGIA DIVINA DE KRISHNA

Om Hrisi Keshaya Namah

Mantra de Krishna para a felicidade e que pode ser entoado, também, para despertar todos os nossos potenciais.

Om Govindaya Namah

Govinda é o chefe dos pastores e este mantra é uma alusão ao mestre Krishna, o pastor dos espíritos, entoado por aqueles que buscam orientação mística interior.

Om Madhusudanaya Namah

O mantra que homenageia Krishna, o matador de demônios, deve ser entoado para proteger-nos de inimigos.

Om Namo Bhagawate Vasudevaya

Este é o mantra de proteção que invoca Vasudeva, o pai de Krishna.

Om Sri Krishnaya Govindaya Vallabrava Swaha

A repetição deste mantra sagrado aumente sensivelmente nosso poder de cura energética.

MANTRAS PARA RADHA RELACIONADOS AO AMOR

Om Radha Krishnaya Namaha

Mantra para construir um amor conjugal elevado no plano terrestre, onde o cuidado e a intimidade podem ser grandemente intensificados. Esse mantra também funciona poderosamente em relacionamentos onde há um compromisso genuíno entre as duas pessoas, mas também pode ser utilizado por qualquer dos cônjuges de um casamento para o melhoramento gradual, mas seguro, do relacionamento como um todo.

Om Parama Prema Rupaya Namaha

Mantra para trazer à sua vida a mais elevada expressão possível do amor. Se esse amor possuir alguma implicação de caráter sexual, a importância, no caso, desse incidente, é o amor que proveio dele, um amor que durou um longo tempo mesmo depois que o aspecto sexual já tenha terminado. Nós também podemos ingressar num relacionamento em que a parte sexual, por alguma razão ou outra, chega ao fim. Mas isso não precisa ser o fim do nosso amor. Esse mantra também pode trazer uma visão do êxtase divino através do bem-amado.

Aham Prema

Mantra para se tornar a forma mais elevada de amor que você pode ser. Com esse mantra simples, você afirma a sua própria natureza essencial como uma natureza de amor divino. A vibração desse mantra começa o processo de transformação de todo o seu corpo, ser, natureza e espírito numa emanação, a sua própria emanação particular, do amor divino.

 

Fonte: Mitologia Hindu, Aghorananda Saraswati, Madras / Deuses e Deusas Hindus, Sunita Pant Bansai, Nova Era / O Livro de Ouro dos Mantras, Otávio Leal, Ícone Editora / Shakti – Os Mantras da Energia Feminina, Thomas Ashley-Farrand, Pensamento

 


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