SÓ O SILÊNCIO INTERNO NOS APROXIMA DA VERDADEIRA SABEDORIA…

 

Tao-Classic

TAO – A Sabedoria do Silêncio Interno

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Por: Portal do Budismo

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reacções emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.

Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO.

(Texto Taoísta)


Via: Portal do Budismo | TAO – A Sabedoria do Silêncio Interno

COMPREENDENDO MELHOR A DUALIDADE…

ciclo do tao

A Dualidade

Por: Bernardo Sommer

Yin (Lado Preto): Vazio, Frio, Sombra, Abstrato, Subjetivo, “Caos”, Feminino
&
Yang (Lado Branco): Forma, Calor, Luz, Lógico, Objetivo, “Ordem”, Masculino.

A dualidade é uma das formas que a Fonte (Singularidade) manifesta-se, onde Yang tende a se expandir, se afastar do centro, se tornar mais complexo, gerando variações e Yin tende a contrair, ir em direção do centro, retornar a simplicidade da unidade.

tumblr_mcn95tApEP1qalxxzo1_500Alguns exemplos que dei acima estão relativos a interpretação, eu cito-os apenas para mostrar como é inerente desta existência a interação entre os “opostos”, mas que na realidade não são opostos, apenas diferentes processos dentro do mesmo campo de existência, que em suma, funciona como um grande processo só. Para demonstrar como estas forças não são opostas, mas complementares, cito o exemplo maravilhosamente oferecido pela Psicologia Gestalt, a ideia de Figura e Fundo, que postula que a mente não pode reconhecer objetos sem a presença de um fundo, da mesma maneira que não perceberíamos a existência de um fundo sem a presença de objetos, nem que seja em um aspecto bidimensional, como exemplificado nas imagens do Teste de Rorschach. Normalmente pensamos em preto e branco como algo que se anulam mutuamente, mas, imagine uma situação hipotética onde existisse apenas preto, isso seria o mesmo que ser cego, nada existiria, nada importaria. O mesmo se aplica caso houvesse apenas branco. É somente através do contraste que percebemos a existência de algo, como o exemplo de preto e branco, que são diferentes, mas implicitamente eles são um processo.

As polaridades ditas opostas não devem ser interpretadas como “bem” e “mal”, pois isso é uma criação da mente humana, é uma questão de opinião, de preferências, optamos pelo que nos é agradável e não pelo o que é desagradável, mas na realidade não existe tal coisa, a Singularidade não opina, ela é.
Uma visão mais apropriada seria falar em termos de “positivo” e “negativo”, mas novamente, um precisa do outro para existir, da mesma maneira como você não tem como saber se está certo a não ser que alguém esteja errado. Assim como o “nada”(“negativo”) e o “tudo”(“positivo”) precisam um do outro para existir, pois o nada não seria nada se não houvesse um conteúdo para compararmos o que cada um é, da mesma maneira o conteúdo não poderia existir se não houvesse um espaço no qual ele pudesse estar.

Temos o costume de ver as diferenças como uma dicotomia. Exemplo: a vida é diferente da morte, o bem é diferente do mal, a luz é diferente da escuridão, etc., embora isso seja verdade por um lado, de maneira oculta, ambas polaridades são diferentes partes de um processo só.
Uma dicotomia é uma divisão na qual o campo não é considerado como uma totalidade que possui suas características diferentes e interconectadas, mas como uma diversidade de forças não relacionadas e/ou competidoras entre si. O pensamento dicotomizado interfere na autogestão da consciência, pois gera tendências intolerantes em relação às diversidades que existem nas pessoas, nas situações e as várias faces da existência em si, que são muitas vezes paradoxais.

Existe grande importância em desenvolver o que Alan Watts chamava de “pensamento polar“, apesar de não ser exatamente um pensamento e sim uma forma de percepção, onde a sensação e sentimento também estão envolvidos. O “pensamento polar” é ver a interconexão entre todas as coisas que parecem anularem-se mutuamente por serem “opostas”. A importância nisso é enxergar a si mesmo de uma maneira completa, integrada, pois assim os conflitos podem ser usados de maneiras produtivas para gerar aprendizados e a criatividade necessária para transformarmos a nós mesmos, e assim o mundo. Sem essa visão abrimos espaço para o conflito, e este é o motivo pela qual os administradores da nossa sociedade se utilizam tanto da estratégia de dividir e conquistar.

O externo é reflexo do interno, e os administradores do mundo sabem disso. Toda a ignorância do mundo está dentro de cada um de nós, aquilo que chamamos de maldade está no coração humano, e eles se aproveitam da nossa ignorância, da nossa inconsciência sobre nós mesmos, para nos empurrarem de um lado para outro e servirem suas vontades.
É muito fácil cairmos na crença de que o mal mora no coração dos criminosos, dos traficantes de drogas, dos terroristas, das pessoas de caráter duvidoso, etc. A ideia de que mal mora no coração do outro é um dos pilares que sustenta a teia de ilusões disseminadas pelo Governo Oculto. Nós somos os cocriadores de tudo o que existe, um “pequeno” ato afetará toda existência, pois tudo está interconectado, e isso pode ser usado de maneira produtiva ou destrutiva.

  • Uma visão integradora

“Procurei por Deus e só achei a mim mesmo. Procurei a mim mesmo, e só achei Deus.”

— Proverbio Sufi

O Buddha disse: “Aquele que tem a experiência de unidade da existência vê seu próprio ser em todos os seres, e todos seres em seu próprio ser, com isso ele vê tudo com olhos imparciais.”, com essa percepção jamais faríamos mal a nossos irmãos.

Esse tipo de ensinamento, de que tudo é um, não costuma ser compartilhado na religião cristã com muita frequência, embora esteja na própria bíblia, segundo o profeta Isaías (45:5 e 7): “Eu sou o senhor e não há nada além de mim”, “Eu formo a luz e crio a escuridão, eu trago a prosperidade e crio a desgraça, eu, o senhor, faço todas as coisas”. O motivo disso não ser propagado entre os cristãos é porque abre espaço para o questionamento sobre o conceito que temos de “deus”, e principalmente, quem somos nós e qual nosso papel, de fato, nesta existência. E isso não interessa àqueles que possuem monopólio sobre as crenças humanas, já que sem a nossa crença de medo da morte, de que nossa ganância é justificada, ou qualquer crença de preservação do “eu” nos afasta da conexão com a unidade, e portanto, da compaixão para com todos os seres vivos.

“Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.”       

— 1 João 4:8

Amor não é apenas ter relação sexual, não é atração emocional ou intelectual, ou sequer uma “troca de energias”, e certamente o amor não é a fome do coração pelo afeto. O amor é uma poderosa vibração vindo direto da Fonte. O amor que falamos aqui não é uma emoção, na verdade, é um estado de consciência, uma forma de estar no mundo, uma maneira de ver a si mesmo e aos outros, é o que podemos chamar de empatia ou compaixão, mas no fundo é percepção que nós somos “o outro”.
Apesar desta minha tentativa de definir amor, é importante destacar que o amor não pode ser definido, quando definimos algo estamos usando nosso intelecto para limitar este algo em conceitos e com isso deixamos de amar.
O amor não se encontra no pensar, nem no sentir, ele se encontra no ser.

  • A Dualidade na Cabala

A explicação da origem do Universo, segundo a Cabala, também se resume a dois personagens: a Luz (Yang) e o Recipiente (Yin). Num dado momento, a Luz, que é puro amor infinito, sentiu vontade de compartilhar todo aquele amor e criou o Recipiente, apenas para receber o que ela tinha a oferecer, numa união perfeita. Só que, um dia, de tanto receber amor, o Recipiente começou a absorver as características da própria Luz e também sentiu necessidade de compartilhar. Como a Luz não podia receber do Recipiente, pois ela já contém tudo que existe, este começou a se sentir inferior e usando de seu livre arbítrio, “se separou da Luz” e criou o seu próprio mundo, finito, limitado. Para a Cabala, esse é o instante que os cientistas definem como Big Bang, a criação do Universo a partir de uma gigante concentração de matéria e energia em um único ponto.

Para a Cabala, os seres humanos são descendentes diretos do Recipiente e portanto, essencialmente recebedores. Isso explica a imensa dificuldade de doar e compartilhar e o desejo de sempre receber. Basta observar as crianças. Antes de elas aprenderem a dividir com os amigos, são naturalmente egoístas e querem tudo para si. Faz parte da essência humana.

No fundo, não há nada de errado com o fato de desejarmos bens materiais e não-materiais. A grande questão é o propósito com que pedimos e o que fazemos com o que conquistamos. Nosso grande desafio no mundo da matéria é aprender a transformar o egoísmo extremo em que vivemos hoje – e que gera uma série de conflitos internos e externos – num ato de receber para compartilhar amor, alegria, bondade, tempo, saúde e conhecimento. Exatamente como desejava o Recipiente, no momento em que se separou da Luz.

  • A Separação

O Jogo de Tempo e Espaço

Destacar que a separação é uma ilusão é fundamental aqui, jamais podemos nos separar da totalidade, pois sem nós tudo que existe não seria tudo que existe, seria “tudo que existe, exceto nós”.
A dualidade é só um JOGO, estamos dando forma a parte de nós que é abstrata. Essa realidade é real somente até certo ponto, mas mesmo sendo “real”, não faz dela nossa verdade absoluta. E se existe uma verdade absoluta, ela certamente é o conjunto de verdades relativas, pois necessariamente precisa englobar tudo que existe. O que não existe simplesmente não existe, é impossível sequer imaginar a “não-existência”.

Por isso a pergunta “porque nós existimos” é insignificante, pois nós precisamos existir. Colocando de outra maneira, a existência simplesmente é, a pergunta “porque a existência existe” é uma pergunta criada dentro da existência, portanto, a pergunta está subjugada à existência, mas a existência não está subjugada à pergunta. Além do mais, a característica fundamental da existência é existir, ela não precisa justificar a si mesma seu motivo de existir. Todas as coisas que nunca irão existir já não existem, não há espaço na “não-existência” para algo que existe. E como vimos aqui [A Ilusão de Tempo e Espaço: Matrix] todos os momentos (tempos) e todos os lugares (espaço) existem no eterno agora, portanto, nunca deixaremos de existir, apenas deixaremos de existir nesta forma que estamos vivenciando.

“Pois eu estou dividido pelo bem do amor; para haver a possibilidade de união.”

— “O Criador” (AL I:29) O Livro da Lei. 93

“Toda matéria é somente energia condensada em vibrações baixas, somos todos a mesma consciência tendo experiencias de maneira subjetiva. Não existe o que chamamos de morte, a vida é só um sonho, e nós somos a imaginação de nós mesmos”

— Bill Hicks

  • Concluindo

Como historicamente essa visão de polaridade, Yin e Yang, foi popularizada pelo I-Ching, vou deixar abaixo sua descrição de como funciona a interação entre ambos os lados.
O I-Ching nos diz que para termos corpo e mente saudável é preciso estarmos em equilíbrio com Yin e o Yang, Para entendermos como podemos estar em harmonia entre ambas polaridades há 7 leis, ou padrões que a existência dualística segue, e 12 teoremas das possíveis combinações neste modo da energia interagir.

Os padrões são:
  1. Todo o universo é constituído de diferentes manifestações da unidade infinita;
  2. Tudo se encontra em constantes transformações;
  3. Todas as contrariedades são complementares;
  4. Não há duas coisas absolutamente iguais;
  5. Tudo possui frente e verso;
  6. A frente e o verso são proporcionalmente do mesmo tamanho;
  7. Tudo tem um começo e um fim.
Os teoremas são:
  1. Yin e Yang são duas extremidades de pura expansão infinita: ambas se apresentam no momento em que a expansão atinge o ponto geométrico da separação, ou seja, quando a energia se divide em dois, ou seja, no momento de criação deste universo;
  2. Yin e Yang originam-se continuamente da pura expansão infinita;
  3. Yang tende a se afastar do centro; Yin tende a ir para o centro; E ambos produzem energia;
  4. Yin atrai Yang e Yang atrai Yin; Yin repele Yin e Yang repele Yang;
  5. Quando potencializados, Yin gera o Yang e Yang gera o Yin;
  6. A força de repulsão e atração de todas as coisas é proporcional à diferença entre os seus componentes Yin e Yang;
  7. Todos os fenômenos têm por origem a combinação entre Yin e Yang em várias proporções;
  8. Os fenômenos são passageiros por causa das constantes oscilações das agregações dos componentes Yin e Yang;
  9. Tudo tem polaridade;
  10. Não há nada neutro;
  11. Grande Yin atrai pequeno Yin; o grande Yang atrai o pequeno Yang;
  12. Todas as solidificações físicas são Yin no centro e Yang na periferia.

Não somos anjos ou demônios, somos os dois.”
— Carl Jung 

Por isso…
A coisa mais assustadora que existe é aceitar a si mesmo completamente.”
Carl Jung

Mas…
Não existe como criar consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, não importa o quão absurdo seja, para evitar encarar a própria alma. Não nos tornamos iluminados apenas imaginando figuras de luz, mas criando consciência da escuridão. Porém, esse procedimento é desagradável, portanto, não popular.
Carl Jung

Então…
Aprenda a amar com todo o seu coração e aceitar o lado desagradável dos outros (e o seu). Qualquer um pode amar uma rosa, mas é preciso ter um grande coração para incluir os espinhos.
Ditado Budista

 


Via: Evolução da Consciência: A Dualidade

VIVENDO SEGUNDO O TAO…

Vivendo o Tao

Quatro regras espirituais para a vida – Lao Tzu

Por: Power of Positivity

 

Lao Tzu, um dos maiores mestres chineses que viveu muitos séculos atrás, criou as Quatro Virtudes Cardinais, ou regras de vida.

Quando praticadas, elas podem proporcionar uma vida de verdadeira paz e propósito. Lao Tzu acreditava que centrar a própria vida em torno dessas virtudes permitiria o acesso à verdadeira sabedoria do universo e o alinhamento com a energia da Fonte.

“Quando você conseguir conectar sua energia com o reino divino por meio da alta consciência e da prática da virtude sem discernimento, a transmissão das verdades sutis mais finitas acontecerá.” –Lao Tzu

Lao Tzu literalmente significa “Velho Mestre”, e muitos acreditavam que ele tinha atingido o mais alto estado de consciência disponível para o homem. Você pode encontrar as Quatro Virtudes Cardinais no Tao Te Ching, um texto religioso cheio de ensinamentos e princípios taoistas. O Tao (também conhecido como o Caminho ou o Dao) contém antiga sabedoria universal disposta em um formato muito críptico, mas profundo, que convida os buscadores de sabedoria a ir fundo e encontrar a espiritualidade através de suas próprias interpretações do livro.

Se você se encontra buscando respostas para as perguntas da vida e quer iniciar uma jornada espiritual, pode querer conhecer os antigos ensinamentos de Lao Tzu, para ajudar a guiá-lo através do caos do mundo em um lugar de paz verdadeira.

Aqui estão as regras espirituais de Lao Tzu para a vida:

“Perceber a constância e estabilidade em sua vida é perceber a natureza profunda do universo. Esta realização não depende de nenhuma condição transitória interna ou externa, é uma expressão da própria natureza espiritual imutável. A única maneira de alcançar o Caminho Universal é manter as virtudes integrais da constância, firmeza e simplicidade na vida diária.” –Lao Tzu

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1. Reverência para toda forma de vida

A primeira regra cardinal afirma que devemos respeitar todas as formas de vida na criação, e não procurar dominá-las ou controlá-las. Primeiro devemos amar e honrar a nós mesmos, e então este amor fluirá para fora em direção a todos os seres. Neste mundo, dependemos de outras formas de vida para a sobrevivência pura, e isso significa que devemos tratá-las com respeito, bondade e gratidão. Lao Tzu acreditava que todos nós poderíamos viver em paz e harmonia, se nos lembrássemos dessa regra espiritual.

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2. Sinceridade natural

Esta virtude manifesta-se como honestidade, simplicidade e autenticidade. É basicamente permanecer fiel a quem você realmente é, e não permitir que as forças externas te influenciem. Possua sua verdadeira natureza, e não deixe que os outros lhe digam quem ser. Uma vez que chegamos a um lugar de realidade e sinceridade, podemos começar a entender o que precisamos para permanecermos felizes e pacíficos, e podemos estender isso para incluir outros que podem estar com dificuldades, também. Viva em sua verdade, e todo o resto cairá no lugar. Além disso, você vai inspirar outros ao longo do caminho a também mostrarem o seu verdadeiro eu e viverem autenticamente. Permita que seus pensamentos e ações se alinhem, e você conhecerá o significado da sinceridade.

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3. Gentileza

No mundo em que vivemos hoje, precisamos muito que essa virtude seja praticada com mais frequência. Gentileza significa simplesmente ser bondoso com toda forma de vida, e não agir com base em desejos egoístas. Quando praticamos a gentileza, desistimos da necessidade de estar certos, porque ser bondoso é mais importante do que estar certo. Quando somos sensíveis às necessidades de outras pessoas e jogamos fora o desejo de controlá-las ou dominá-las, podemos viver em harmonia uns com os outros. Muitas pessoas erram confundindo ser gentil com ser fraco, mas é só porque vivemos em um mundo cheio de egos inflados. Pratique a doçura, e você despertará a si mesmo e ao mundo para o que realmente importa.

“Gentileza geralmente implica que você não tem um desejo forte baseado no ego dominando ou controlando outro, o que permite que você se mova em um ritmo com o universo. Você coopera com ele. Gentileza significa aceitar a vida e as pessoas como elas são, ao invés de insistir que elas sejam como você. Conforme você pratica viver desta maneira, a culpa desaparece e você desfruta de um mundo pacífico.” –Wayne Dyer

“Minha religião é muito simples, minha religião é gentileza.” – Dalai Lama

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4. Apoio

Essa virtude implica que precisamos apoiar todas as formas de vida, inclusive nós mesmos. Quando primeiro atendemos a apoiamos a nós mesmos, podemos mais facilmente ajudar os outros. Esta virtude significa amar e servir a todos, independentemente do que podemos obter em troca. Esta virtude vem naturalmente a nós, mas o mundo nos diz que nos centrarmos em nós mesmos é a única maneira de sermos felizes. Na realidade, muitas pessoas não se sentem satisfeitas seguindo este caminho.

Assim, ajudando os outros, podemos encontrar uma vida de verdadeiro propósito e alegria, esforçando-nos para tornar a vida de outras pessoas um pouco mais fáceis.

“A maior alegria vem de dar e servir, então substitua o seu hábito de se concentrar exclusivamente em si mesmo. Quando você faz uma mudança para apoiar os outros em suas vidas, sem esperar nada em troca, você pensa menos sobre o que quer e encontra conforto e alegria no ato de dar e servir.” – Wayne Dyer

Deixe estas quatro virtudes perfumarem sua vida, e observe a graça e a facilidade que virão em seu caminho.

“As quatro virtudes cardinais são um roteiro para a simples verdade do universo. Venerar toda a vida, viver com sinceridade natural, praticar a doçura e estar no serviço de outros é replicar o campo de energia de onde você se originou.” – Dr. Wayne Dyer

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Fonte: Power of Positivity | Lao Tzu’s Four Spiritual Rules Of Living
Traduzido pela equipe de O Segredo
Publicado por: Luiza Fletcher • 8 de março de 2017


Via: O Segredo | Quatro regras espirituais para a vida – Lao Tzu