SOBRE OS PRIMEIROS ENSINAMENTOS DE BUDHA…

Budha e os cinco monges

O PRIMEIRO SERMÃO DE BUDHA

Publicado por Nilza Garcia

INTRODUÇÃO AO BUDISMO

“Uma visão da doutrina budista através dos textos
Este é um trabalho de seleção e ordenação de textos
de vários autores e mestres budistas”

Karma Tenpa Darghye.

 

O primeiro sermão de Budha Shakyamuni foi dado aos cinco ascetas que estavam no Parque das Gazelas em Sarnath, Benares. Nesse sermão, Budha expôs os ensinamentos fundamentais do budismo: as quatro verdades nobres (sânsc. chatu-arya-satya).

Depois da Iluminação, Budha resolveu ensinar a Lei (Dharma).

Decidiu fazê-lo primeiramente a seus cinco antigos companheiros de ascetismo: Kyojinno, Makanama, Haba, Ashabajitto e Batara. Estes se encontravam então no Parque das Gazelas, em Benares. Para lá se dirigiu então o Perfeito, encontrando-os sempre entregues à prática do ascetismo. Quando Budha abandonara as mortificações, eles tinham tomado sua decisão por uma fraqueza e agora só se lembravam dele com desprezo.

Ao ver que Budha se aproximava, combinaram não se levantar para cumprimentá-lo e só falar com ele no caso de serem interpelados.

Budha aproximou-se deles calmamente. Embora fingindo indiferença, os cinco examinaram-lhe o semblante. Não viram nele quaisquer sinais de frustração ou arrependimento. O antigo companheiro mostrava-se calmo e solene.

Quando Budha chegou bem perto dos cinco, estes automaticamente se levantaram e o saudaram.

Budha então perguntou-lhes:

Porque vos levantais para me cumprimentar? Não tínheis combinado ficar indiferentes?

Os cinco começaram a se sentir pouco à vontade.

Estais cansado, Gautama? – perguntou um deles.

De agora em diante, não me chameis mais pelo nome. Eu agora sou Bhuda, o Desperto, o Pai de todos os seres.

Kyojinnyo, muito admirado disse:

Quando vos transformastes em Budha? Se abandosnaste o ascetismo por não consegui-lo, como tereis alcançado a Iluminação?

Kyojinnyo, não podeis julgar minha iluminação com espírito acanhado. O sofrimento físico traz perturbação à mente. O conforto físico traz apego às paixões. Nem ascetismo nem prazer permitem realizar o Caminho. É preciso abandonar esses dois extremos e seguir o Caminho do Meio. Este é o Óctuplo Caminho, composto de: Visão Correta, Pensamento Correto, Palavra Correta, Ação Correta, Esforço Correto, Intenção Correta e Meditação Correta. Aquele que praticar isso alcançará a paz espiritual e se livrará dos tormentos dos nascimento, da velhice e da morte. Eu pratiquei o Caminho do Meio e obtive a Iluminação.

As palavras de Budha encheram os cinco de grande alegria. Vendo que eles já estavam preparados para ouvir a Verdade, o Perfeito prosseguiu:

Como sabeis, a vida é plena de sofrimento: sofrimento de nascer, de envelhecer, de adoecer e sofrimento de morrer. Há ainda o sofrimento da separação dos entes queridos, o sofrimento de ser obrigado a permanecer ligado a algo que se detesta, o sofrimento de não se obter o que se deseja e o sofrimento de perder glórias e prazeres. Muitos outros há ainda. Os seres que têm forma e os que não têm forma, os de uma, duas, quatro ou mais pernas, todos os seres vivos, enfim, estão sujeitos ao sofrimento.

Esta é a Nobre Verdade da Origem do Sofrimento.

Os cinco concordaram com as palavras de Budha, que prosseguiu:

A fonte desse sofrimento é a idéia de existência de um “eu” substancial.

Todos os seres que se deixam prender à idéia de um “eu” tornam-se sujeitos a tais sofrimentos. O desejo, a cólera e a ignorância são também causados pelo “eu”. Estes três venenos são a origem de todos os sofrimentos. Todos os seres vivos que são presas desses três venenos estão entregues ao sofrimento. Tal é a Nobre verdade da Origem do Sofrimento. O sofrimento deve ser extraído. Se eliminares a idéia de “eu”, o desejo, a cólera e a ignorância e os sofrimentos cessarão. Esta é a Nobre verdade da Cessação do Sofrimento. Para se obter a cessação, é necessária a prática do Óctuplo Caminho. Esta é a Nobre Verdade do Caminho da Cessação do Sofrimento.

Os cinco não puderam deixar de concordar com o ensinamento do Perfeito, que continuou:

Amigos, prestai bastante atenção: primeiramente, é preciso conhecer a existência do sofrimento. Deve-se depois destruir a sua origem. Para isso, deve-se compreender que a cessação do sofrimento é possível. Para consegui-la, deve-se então praticar o Caminho. Eu conheci a existência do sofrimento, destruí a sua origem, compreendi sua cessação e pratiquei o Caminho. Assim obtive a Suprema Iluminação.

A Existência, a Origem, a Cessação e o caminho da Cessação do Sofrimento são as Quatro Nobres verdades. Sem conhecê-las, ninguém pode conseguir a Iluminação. Quem as compreender perfeitamente, pode-se libertar de todos os sofrimentos.

Após ouvir estas palavras, os cinco decidiram tornar-se discípulos de Budha. Para certificar-se de que eles realmente compreenderam as verdades que lhes haviam sido explicadas, o Perfeito perguntou-lhes:

Ó monges! Os fenômenos materiais, a percepção, as idéias, a vontade e a consciência são estáveis ou impermanentes? São ou não são sofrimentos? São ou não são vazios Têm ou não têm um “eu”?

Os cinco responderam:

Ó Venerável! Os fenômenos materiais, a percepção, as idéias, a vontade e a consciência são impermanentes, são sofrimento, são vazios e não têm um “eu”.

Budha então disse:

Já vos libertaste, já destruístes aquilo que dá origem ao sofrimento. Jamais voltareis a sofrer. Agora, em verdade, temos reunidos os Três Tesouros: O Budha, o Dharma, ou a lei ensinada pelo Budha, e o Sangha, ou a Comunidade dos discípulos que praticam a Lei (Dharma). Graças a esses Três Tesouros, meu ensinamento espalhar-se-á por todo o mundo e as pessoas lograrão obter a Libertação.

Os cinco discípulos, satisfeitos por ouvir tais palavras do Mestre, agradeceram e saudaram-no.

TEXTOS BUDISTAS E ZEN-BUDISTAS – Ricardo M. Gonçalves

 


Via: O PRIMEIRO SERMÃO DE BUDHA – Espirit book

RUMO À ASCENSÃO ATRAVÉS DA CONEXÃO AO CRISTO CÓSMICO…

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A Grade Búdica e os cinco Chacras Superiores

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Mestre Gauthama

Canalizado por: Thiago Strapasson e Michelinha OM

A malha búdica é a grade planetária que se conectará aos cinco chacras mais elevados no seguinte processo:

Aglutinação – oitavo chacra

Aglutinando os vícios da matéria para elevá-los ao Eu Superior, mantendo e dignificando as experiências para engrandecimento da alma e do todo. As experiências são aglutinadas ao oitavo chacra acima do coronário e entregues. Há a liberação das restrições dos chacras vinculados à matriz planetária, que são liberados e entregues com entendimento e compreensão.

Projeção – nono chacra

– Com a entrega da aglutinação das experiências é projetada a liberação dos antigos vícios da matéria através do contato com o corpo de luz. O corpo de luz liberará o contato com os reinos mais elevados ancorando a experiência a uma visão mais elevada. O vazio, a compreensão e aceitação das experiências proporcionados pela aglutinação projetará as graças divinas através do nono chacra. Haverá o ancoramento da alegria da vida e da Graça divina do aprendizado. São projetadas as graças divinas da experiência.

Nesse ponto, todas as suas experiências são vistas com alegria, aceitação e gratidão. Vocês incorporam o Ser de Luz em suas experiências, e já não trazem mais reações diante dos mesmos aprendizados vivenciados anteriormente. Já aglutinaram todos os comportamentos e experiências que já fazem parte da sua evolução e da sua historia ascensional. Projetam, dessa forma, todas essas experiências para o seu corpo de luz divino, para que sejam somente mais informações a serem agregadas ao seu Eu Superior.

Cada restrição, cada aspecto tratado recebe esse processo individualmente, portanto, quando vocês já curaram um aspecto especifico e já aglutinaram e projetaram no seu corpo de luz, ainda podem estar tratando outros aspectos simultaneamente e em estágios diferenciados.

As experiências, a projeção e aglutinação ocorrem paralelamente nas suas vidas e vão contabilizando para a limpeza total e tratamento completo de todos os aspectos, que são vistos individualmente, mas que se unirão ao todo no corpo de luz.

Constituição – décimo chacra

– A constituição: é o final da dualidade. A constituição do ser de luz. Com a aglutinação das experiências da matriz energética tridimensional e do equilíbrio projetado pelo corpo de luz, inicia-se a constituição do equilíbrio energético. O feminino e masculino se equilibram. Há um contato profundo com o Eu Sou. O corpo de luz é projetado aos reinos de luz e o contato com a fonte e o Todo se dá. Os reinos de luz se projetam em Graça Divina. Tornamo-nos o Amor, o Um, o Todo.

A constituição já não é um aspecto ligado à matéria como os dois anteriores, pois essa já coleta informações dos aspectos já projetados e, portanto, eleva-os para a unificação do Ser. O final da dualidade se dá porque já não vivem mais experiências deste tipo nos aspectos projetados e constituídos. Esses são sim unificados e vocês já estão projetados ao Eu Sou de forma Una. Sentem-se parte do todo, sentem-se únicos com toda a existência da matéria e com o universo. Já não vivem mais a experiência da dualidade e seguem de forma livre para viver o reflexo do que é o Eu Sou.

Esse reflexo se dá nas sensações físicas, onde vocês já não mais percebem as reações físicas a eventos pré-determinados. Estão livres da dualidade, pois já não lutam mais contra as sensações da matéria, todos os aspectos relacionados a antiga malha energética.

Início – décimo primeiro chacra

– O início é a conexão com a cura da tridimensionalidade. É quando o corpo de luz em conexão com o Todo se projeta em nossa vida física para a ressurreição. Ressurgimos em nosso ser de luz ancorando os aspectos elevados de cura e sabedoria na vida física. O início não ocorre todo ao mesmo tempo, mas a cada cura de experiência que aglutinamos ao nosso corpo de luz o entregando ao Todo. Desta forma, iniciamos a experiência divina em nossas vidas. É como se em cada ponto de nossa vida nos tornássemos canais da consciência divina. É o início da libertação e da ressurreição.

A partir das experiências vivenciadas na constituição, já estão ancorados completamente ao seu Eu Sou e passam a ser o reflexo do Eu Sou encarnado. As ações, as vivências, serão todas para distribuir esse aprendizado. Como os grandes Mestres, que ainda estão conectados ao Eu Superior e à matéria, mas que já não vivem na dualidade e nem presos às sensações relacionadas à malha energética. Todos os aspectos já foram transmutados e passam a viver renascidos das suas próprias experiências.

Vocês se tornam a partir daqui os aspectos que aprenderam a superar, com toda a bagagem de experiências suas e todas as conectadas ao Eu superior e renascem para uma nova vida, como novas pessoas, novos seres de luz. Já não resta mais nenhum resquício, nesse ponto, do Ser antigo. Vocês se tornam completamente o aspecto manifestado do seu EU Divino.

Experiência – décimo segundo chacra

– É a experiência que é a conexão com Cristo, onde compreendemos a oportunidade de servir ao Todo, de nos colocar no fluxo da vida em comunhão, de nos abrirmos ao propósito puro da caridade e nos integrarmos em amor ao Todo. É a cura definitiva para a ascensão da alma em humildade e servidão a Deus.

Somente o trabalho com o Início, trará a experiência. A Experiência nada mais é que o aspecto Início superado e vivenciado com tempo. Haverá um ponto, um momento em que já poderão perceber que são a pura união ao Cristo Cósmico. Serão a conexão com o Cristo que é o aspecto planetário superior. Devido a vivência ancorada no seu Eu Superior, vão alimentando e contribuindo para a conexão com o Cristo, que trará vocês para o nível da Experiência que é justamente o viver uno ao Cristo, que puderam observar em todos os Mestres Ascensos. Todos uniram-se ao Cristo seguindo esse trajeto de experiências e, portanto, a ascensão é o próximo passo conclusivo dessa trajetória. O Cristo é a conexão suprema para unir-se à sabedoria planetária e não somente ao seu Eu Superior. Portanto, é o que levará a transcender a encarnação e a vivência nesse planeta.

A atual malha energética estava ancorada sobre os 07 chacras básicos: o base, o sacro, o plexo solar, o cardíaco, o laríngeo, o frontal e o coronário. Através desses chacras vocês sustentavam a grade energética de provas e expiações, purificando os aspectos básicos relacionados aos principais vícios da matéria.

A grade búdica será o caminho à liberação desses aspectos inferiores para o ancoramento da luz e comunhão com o todo.

A grade búdica é a transição, entre a antiga matriz energética e a cristalina, pois estará liberando-os das antigas restrições da matéria através da cura das experiências, limpando os registros de DNA, mas sem a perda das experiências.

A partir do vazio interior da aglutinação que se unifica ao corpo de luz se projetando ao todo, trazendo a cura e ressurreição para o contato de amor e humildade do Cristo Eu Sou. Nos integramos ao Todo, com amor e compreensão das experiências nos colocando como servos da Unidade, com Graça e entrega.

Cada aspecto, quando trabalhado, trará a possibilidade de elevação planetária. Cada um que trilhar esse caminho e atingir o nível de elevação e conexão ao Cristo Cósmico, contribuirá com a cura planetária, que ancorando a energia de cada Ser Ascensionado e o caminho da ascensão irradia a cura para toda a humanidade. A possibilidade de transformação do planeta no Reino de Deus está nas pessoas que optarem em seguir esse trajeto, que é não somente a purificação interior e ascensão, mas sim a libertação de todo o planeta.

Estejam em paz meus irmãos.

Sou Buda Gautama


Canais: Thiago Strapasson e Michelinha OM – 28.Dez.2016
Colaboração: Ale Sunshine e Ilza Barreto
Fontes: http://coracaoavatar.blog.br/ e http://verdadetransmutadora.blogspot.com.br/

Via: CORAÇÃO AVATAR | A Grade Búdica e os cinco Chacras Superiores – Mestre Gauthama